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sábado, 17 de janeiro de 2009

Boicote Israel

Você financie a guerra que mata crianças?
Você financie a entidade sionista, “Israel”; que comete crimes de guerra?


Boicote o Estado Sionista de “Israel”

Esta e uma campanha para boicotar empresas que tem vinculo com guerra contro o povo palestino
As seguintes empresas financiam os Estado de Israel

Não compre os seguintes produto;.

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Em seu web, blog ou participação em fóruns, adicione as informações da campanha.
· Faça uma cópia dos produtos e cole na entrada dos supermercados e em todos os lugares que comercializam os produtos relacionados abaixo

· Envie mensagens pelo seu celular para todos seus amigos
Envie também e-mails para todos de sua lista

· Participe de todas as convocatórias de protesto contra as agressões de “Israel” contra o Povo Palestino.
· Peça a seu governo que rompa as relações diplomática com “Israel” como uma forma de parar os genocídios israelenses.
Boicote produto que financie a guerra que mata crianças;

Boicote produto que financie a entidade sionista, “Israel”; que comete crimes de guerra.

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Empresas que financei as guerras de " ISRAEL"

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Não cruza seus braços divulga e Una-se às forças pela Justiça e Paz



Não financie a guerra que mata crianças;
Não financie a entidade sionista, “Israel”; que comete crimes de guerra.

Extráido de http://somostodospalestinos.blogspot.com/2009/01/boicote-israel.html acesso em 12 Jan. 2009.

Eduardo Galeano: "Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?"

Eduardo Galeano (*)


Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas que Israel assessorou.

Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.

São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.

Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.

Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.

Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.

Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.

E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?

Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.

Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.

(*) Texto publicado originalmente no jornal Brecha. (Tradução: Katarina Peixoto)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Genocídio na Palestina e desesperança com Obama

A cada novo tom mais belicista e mais genocida das declarações das autoridades israelenses, mais o atual sistema de nações se mostra inválido e indecente. O assassínio tramado contra o povo palestino, a pretexto da exterminação do grupo Hamas, revela que os dirigentes do Estado de Israel passaram à fase de experimentação a terceiros das técnicas empregadas pelos nazistas na segunda guerra mundial: confinamento, isolamento, humilhação, campos de concentração e mortes de forma cruel e covarde.

O mapa do mundo contemporâneo é o mapa das guerras e de conflitos bélicos em todos os continentes. Na Ásia [Tibete, Índia e Paquistão, Afeganistão], na África [Congo, Zimbábue, Nigéria], na Europa [Bálcãs, Chechênia, Georgia], Oriente Médio [Iraque, Israel, Palestina, Irã] e na América Latina [Colômbia, México], espocam conflitos graves que não são solucionados porque as maiores potências e suas mega-empresas estão diretamente envolvidas e têm interesses econômicos e geopolíticos diretos. É da natureza mesma do capitalismo experimentar as transformações de longo prazo em contextos de crises, guerras e desordens.

No caso do Oriente Médio, não haverá solução enquanto os Estados Unidos e o conjunto das principais nações do globo não intervierem diretamente no conflito. Intervenção para retomar as resoluções da ONU consensualmente aprovadas e nunca cumpridas por Israel desde 1967 e para estabelecer as condições fundamentais de coexistência dos dois Estados, duas Nações e dois Povos com soberania e sem agressão.

Esta realidade, porém, parece estar muito distante. O silêncio de Barak Obama a respeito das agressões dos últimos dias, supera o protocolo e a formalidade de quem não é ainda o presidente em exercício dos EUA e assume a forma de uma cumplicidade desapontadora das expectativas mundiais que se ergueram com sua eleição.

Um dos melhores jornalistas do mundo e melhor e mais experimentado de todos os correspondentes de guerra, Robert Fisk, do jornal britânico The Independent, tem argumentos sólidos para crer-se que as decepções do dia seguinte com Obama poderão ser equivalentes às enormes ilusões alimentadas na véspera.

Em artigo publicado no Página12 da argentina, Robert Fisk escreve o artigo “Con Obama no esperen progresos: “Si documentar es, como sospecho, dejar constancia de las irresponsabilidades de la humanidad, los últimos días de 2008 constatan mi visión. Empecemos con el hombre que no va a cambiar Medio Oriente, Barack Obama, quien como era predecible fue la “persona del año” de la revista Time. Ahí, oculta en una larga y tediosa entrevista, está la única frase que Obama le dedica al conflicto árabe-israelí: “Veremos si podemos construir sobre el progreso que ya se logró, aunque sea a nivel de conversaciones, en torno del asunto israelo-palestino; ésa será una prioridad”.
¿De qué habla este hombre? ¿Construir sobre el progreso? ¿Cuál progreso? Con otra guerra civil a punto de estallar entre Hamas y la Autoridad Palestina (AP), con Benjamin Netanyahu como contendiente para ser el próximo primer ministro, con el monstruoso muro israelí en Cisjordania y los israelíes construyendo cada vez más nuevas colonias en tierras árabes, mientras los palestinos siguen disparando cohetes sobre Sderot, ¿Obama cree que hay "progreso" sobre el cual construir?

Não haverá paz no mundo enquanto não houver uma solução digna envolvendo o povo palestino e pacificando o Oriente Médio. Infelizmente 2009 começou mais cedo, prenunciando os tempos tenebrosos que seguirão e vencerão a sensatez.

Retirado do Blog Biruta do Sul