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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sul 21: Segunda parte da entrevista com Furtado




“Udenismo midiático faz um mal terrível para a política”

Na segunda parte da entrevista ao Sul 21, Jorge Furtado fala sobre o que classifica como “udenismo crescente na mídia brasileira”. Segundo ele, está em curso um processo de escandalização, a partir de pequenos detalhes, que sonega o todo que compõe esses detalhes. Essa prática, adverte, alimenta perigosamente a idéia de que a política é uma coisa escroque. “Qualquer besteira vira uma manchete gigantesca e uma informação fundamental está na página 12 em letras bem pequenas”, diz Furtado. O cineasta também analisa o atual momento da política gaúcha e detecta o esgotamento do discurso binário tão usado no Rio Grande do Sul. “Há nuances que devem ser levadas em conta, diálogos que devem ser feitos, para que possamos superar esse estágio de empobrecimento político e econômico”, resume.

Leia a matéria completa em Sul 21

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A antiga imprensa, enfim, assume partido

Do blog de Jorge Furtado

Quem estava prestando atenção já percebeu faz tempo: a antiga imprensa brasileira virou um partido político, incorporando as sessões paulistas do PSDB (Serra) e do PMDB (Quércia), e o DEM (ex-PFL, ex-Arena).

A boa novidade é que finalmente eles admitiram ser o que são, através das palavras sinceras de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de S. Paulo, em declaração ao jornal O Globo:

“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”

A presidente da Associação Nacional dos Jornais constata, como ela mesma assinala, o óbvio: seus associados “estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país”. Por que agem assim? Porque “a oposição está profundamente fragilizada”.

A presidente da associação/partido não esclarece porque a oposição “deste país” estaria “profundamente fragilizada”, apesar de ter, como ela mesma reconhece, o irrestrito apoio dos seus associados (os jornais).

A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. Também não questiona o fato de serem a oposição ao governo “deste país” mas não aos governos do seu estado (São Paulo).

Propriedades privadas, gozando de muitas isenções de impostos para que possam melhor prestar um serviço público fundamental, o de informar a sociedade com a liberdade e o equilíbrio que o bom jornalismo exige, os jornais proclamam-se um partido, isto é, uma “organização social que se fundamenta numa concepção política ou em interesses políticos e sociais comuns e que se propõe alcançar o poder”.

O partido da imprensa se propõe a alcançar o poder com o seu candidato, José Serra. Trata-se, na verdade, de uma retomada: Serra, FHC e seu partido, a imprensa, estiveram no poder por oito anos. Deixaram o governo com desemprego, juros, dívida pública, inflação e carga tributária em alta, crescimento econômico pífio e índices muito baixos de aprovação popular. No governo do partido da imprensa, a criminosa desigualdade social brasileira permaneceu inalterada e os índices de criminalidade (homicídios) tiveram forte crescimento. (Siga lendo aqui e conheça os blogs da Casa de Cinema)

Via RS Urgente