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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Para exercício da paciência diária


Por Marcos Nunes

O Instituto Millenium agrega “defensores da democracia”, dizem eles, defensores tais que, 50 anos atrás, estavam a conspirar para depor João Goulart, feito que levaram a bom termo (para eles)  pouco depois. Tal instituto é composto pelos chefões da mídia nativa, concentrando o mercado de informação em poucas mãos. O programa é basicamente de direita; o único verniz democrático diria respeito à “Liberdade”, mas é só um verniz de cobertura da imensa hipocrisia de quem detém o monopólio dos meios através dos quais se plantam mentiras e se distribuem os subtendidos para os iniciais: o Estado de Direito que eles defendem é o Estado nas mãos deles, para que os Direitos discricionários não possam ser contestados. A página deles na Internet é uma graça de desfaçatez; tem até a participação da blogueira cubana Yoani Sánchez, a passos lagos para consumação do ridículo de sua imagem – se é que alguém acredita nela além dos direitopatas de praxe.
É claro que as diretrizes do tal instituto são propagadas por seus órgãos associados, que se colocaram na figura de partidos políticos de oposição, uma vez que esses partidos de oposição nada ou quase nada tem a dizer, a fazer, a prometer, a declarar, e mesmo a se opor... Hoje mesmo o possível candidato à presidência em 2014, pelo PSDB, Aécio Neves, proferiu um discurso atacando o governo no Senado, sem pronunciar uma única vez a palavra povo, e outras como desemprego, desigualdade social, salário, todas à parte do vocabulário tecnocrático tucano, que conjuga apenas um verbo: “mercado”. Vá dizer para eles que “mercado” não é verbo....
Assim, só pelo poder, a mídia incorporou o papel de partidos políticos, o que por si só já constitui flagrante violação de suas razões de existência, pois órgãos de informação possuem funções constitucionalmente determinadas, e não podem ser partidos políticos, apenas optar por um e outro em eleições livres.
Como os governos tem rabo preso com o poder midiático, finge-se também de tolerante diante dos abusos, enquanto é alvo cotidiano de contestações, denúncias e ações várias típicas não do jornalismo, mas da ação política integrada visando a deposição do governo – seja por via eleitoral, seja por outras vias... A estratégia dos anos 60 se repete, agora em vã tentativa de reproduzir o pânico anticomunista de então através de outros artifícios para estímulo do medo na população: volta da inflação, corrupção e outras mazelas centenárias que eles estimularam por quase 40 anos, enquanto estiveram no poder.
Essa patetice não tem fim; depois de mais de uma semana falando em “apagão elétrico”, mal ocultando a intenção de proteger o capital de CESP, CEMIG e afins contra o programa de governo que resultaria em queda das tarifas (logo queda dos sagrados lucros das companhias), e contrafeita com a contestação cabal da hipótese de racionamento, o jornal matutino da Rede Globo começou a bater na tecla do recrudescimento da inflação, também mal ocultando sua disposição de pressionar pela alta da Selic e a sagrada remuneração dos rentistas. Fiscalizar o governo e denunciar seus erros e malversações é uma coisa, mas inventar material diário para manter o governo nas cordas é programa partidário e, a bem de suas funções, os órgãos midiáticos mereciam enquadramento na legislação em vigor… mas qual é mesmo a legislação em vigor? Não há. O que não deixa de ser uma vitória para tais hostes hipócritas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Chuvas, trovoadas e tempo bom


Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, os reservatórios de água das usinas hidrelétricas do pais apresentavam, ontem, a seguinte situação: os das regiões Sudeste/Centro-Oeste estavam com 43,11% de sua capacidade; os da região Sul, 40,26%; região Nordeste, 38,97%; e Norte, 64,92%. Os números mostram que ninguém deve ser preocupar com a possibilidade de haver um racionamento de energia no país. Está tudo tranquilo, tudo calmo.
Há menos de dois meses, porém, quem abrisse os jornais ou assistisse ao noticiário da televisão sairia correndo à loja mais próxima para providenciar um estoque de velas.
Em uníssono, era anunciado o fim do mundo.
Leigos e especialistas diziam que a situação era crítica, que, se não chovesse sei lá quanto durante tantos dias, o brasileiro reviveria os dias do glorioso FHC, quando, por absoluta incompetência, a energia elétrica foi racionada.
Não adiantou a presidente Dilma, que já comandou a área no governo Lula, tranquilizar as pessoas, dizer, enfaticamente, que não havia a menor hipótese de o país passar novamente por esse vexame.
Teve gente que aproveitou a fala presidencial para esculhambar ainda mais a presidente.
Hoje, esses indivíduos estão mudinhos, quietinhos, caladinhos, fazendo de conta que nem de longe chegaram a tocar no assunto, que essa história toda de racionamento de energia, de alarmar toda uma população, não é com eles.
No fundo, não passam de uns covardes, aquele tipo de gente que bate no peito, dá uma de machão, mas foge correndo da briga quando o adversário aparece.
Bastou a presidente convocar uma rede nacional de rádio e televisão para pôr os pingos nos is que eles se recolheram às suas tocas.
E só vão sair delas quando inventarem outra coisa qualquer para atrapalhar o governo trabalhista.
É assim a oposição política brasileira - patética. 
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Resposta de Dilma a um invejoso contumaz

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda (3), em nota oficial, ter recebido uma herança bendita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou ter recebido um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle.
Clique aqui para ler a nota no site do Planalto.
Leia abaixo a íntegra da nota:
Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.
Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil  

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Abaixo a censura no Google: veja as fotos do apagão do robanel

Essa é uma das imagens que sumiu do Google (Apu Gomes/Folha Imagem)

Essa é uma das imagens que sumiu do Google (Apu Gomes/Folha Imagem)

As fotos do acidente do Rodoanel no começo da semana sumiram. O Conversa Afiada procurou essas imagens mas elas não estão mais no Google. Será que elas foram retiradas da web por ordem do Serra?, questionam vários amigos navegantes.

O sumiço já havia sido percebido pelo Azenha, que reproduziu post do blog Cloaca News, o primeiro a noticiar o desaparecimento das fotos.

Veja aqui mais fotos do apagão do Robanel:

(José Patrício/AE)

(José Patrício/AE)

(Tiago Queiroz/AE)

(Tiago Queiroz/AE)

Em tempo: antigamente, bastava dar três telefonemas: para o Dr Roberto (Marinho), Seu Frias e para o Ruy Mesquita. (O Robert(o) Civita vinha no bolo. Não precisava perder tempo com um telefonema pra ele.) E a censura funcionava. Assim se fizeram os tucanos de São Paulo. Exemplo: Fernando Henrique pôde ficar 18 anos sem reconhecer o filho . Hoje, hoje a censura tem que ser também 2.0. Se não, não funciona …


Do Conversa Afiada

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

REPÓRTER DA GLOBO REINVENTA O JORNALISMO











Uma nova modalidade de reporcagem acaba de ser introduzida na imprensa televisiva brasileira, por obra da jornalista cuiabana Delis Ortiz, 46.
Na noite desta quarta-feira, em pleno Jornal Nacional, o mais influente noticioso do país, a "repórter especial" da Rede Globo foi ouvir dos senadores o que seu chefe mandou que ela ouvisse sobre o blecaute da véspera, visto que, segundo ela mesma, "o apagão invadiu a pauta política".
Depois de registrar as "cobranças" do demo José Carlos Aleluia e do tucano Arthur Virgílio, o mais inútil parlamentar brasileiro, Delis interpelou o senador Aloizio Mercadante, à guisa de "contraponto". Antes, porém, que o bigode do petista entrasse em cena, a Sra. Ortiz tascou o seguinte:
- O líder do PT no Senado, senador Aloizio Mercadante, reconheceu que falta investimento e culpou o mau tempo pelo apagão.
Ato contínuo, temos em quadro o próprio Mercadante que, olhando para a lente da verdade, sentencia:
- Não há risco de oferta de energia, ninguém vai ter que fazer racionamento, não vai faltar energia. O Brasil está preparado para crescer com oferta abundante de energia.
Na seqüência, o governador Zé Chirico e o Ministro Tarso Genro completam o relato, e nada de Aloizio Mercadante reconhecer que faltou investimento ou culpar o mau tempo pelo blecaute, como antecipara Delis.
 
Clique aqui e testemunhe o nascimento de uma nova era no Jornalismo, em que, antes de ouvir o entrevistado, o repórter diz o que o entrevistado vai dizer e o entrevistado não diz o que o entrevistador disse que ele diria.
Entendeu?

Do blog Cloaca News

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cuidado com a palavra “apagão”. Recordar é viver

Apagão foi aquele - para o Nizan

Apagão foi aquele - para o Nizan

Segundo o Tribunal de Contas da União, em relatório divulgado este ano, o apagão do Farol de Alexandria durou de 2001 a 2002.

Custou R$ 45 bilhões.

O contribuinte ficou com 60% do prejuízo, porque as contas de luz aumentaram.

O Erário pagou o resto, ou seja, o contribuinte de novo.

O apagão do Farol reduziu pontos do PIB.

Ou seja, provocou desemprego e recessão.

Quem ganhou dinheiro foi o Nizan Guanaes.

O Farol contratou uma campanha de publicidade em que o Nizan dizia : parabéns, você economizou e a crise acabou.

E o Nizan e o Farol devem ter dado boas gargalhadas.

Claro, com o desemprego, a recessão e a conta mais cara, você economizou, não foi, amigo navegante ?

Paulo Henrique Amorim

PS: Farol de Alexandria é o FHC (aquele que iluminava a Antiguidade e foi destruído num terremoto)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Obama mata 50 pessoas

Se fosse no Brasil seria culpa do Lula, logo, por analogia, nos EUA é culpa do Obama. Algum erro no meu raciocínio, Folha de S. Paulo?
Queda de avião mata 50 pessoas nos EUA
Reuters/Brasil Online

Por Gary Wiepert

BUFFALO, Estados Unidos (Reuters) - Um avião de passageiros caiu na noite de quinta-feira sobre uma casa a 16 quilômetros do aeroporto de Buffalo, no Estado de Nova York, explodindo em chamas e deixando 50 mortos.

O voo operado pela companhia Colgan Air para a Continental Connection ia de Newark (Nova Jersey) para Buffalo, com 44 passageiros e 4 tripulantes a bordo. A Administração Federal de Aviação (FAA) disse que havia uma mistura de chuva e neve na hora do acidente, no subúrbio de Clarence Center.