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sexta-feira, 1 de março de 2013

O PIB e o Brasil real


O Produto Interno Bruto do Brasil cresceu 0,9% no ano passado em comparação com 2011.
O número está sendo comemorado efusivamente pelos "do contra", aqueles 5% da população que torcem para que tudo dê errado no país - banqueiros, empresários de comunicação e seus bobos da corte, os vários neos (liberais, nazistas, fascistas), sociopatas em geral, viúvas da ditadura, recalcados, racistas e preconceituosos a granel, enfim uma fauna variada que não suporta o sucesso do PT e de Lula e têm saudade dos tempos em que o país era uma imensa Casa Grande e Senzala.
O PIB é apenas mais um índice, que pretende medir a riqueza de um país, o que ele produziu em determinado período, sob uma óptica estritamente econômica.
Como todos os outros índices, embora seja vendido como uma verdade científica, tem distorções e imprecisões.
Serve só como um parâmetro, um indicador de como funcionaram os meios de produção, o mercado consumidor, as relações de trocas com outros países, os gastos e investimentos governamentais etc etc.
Tem se tornado, com a sofisticação cada vez maior das relações sociais, bastante questionado quanto à sua real eficácia para mostrar como andam as coisas numa nação.
Não foi à toa que, bem posteriormente a ele, foi criado o Índice de Desenvolvimento Humano, que incorpora dados sobre saneamento básico, saúde, educação, entre outros, para dar uma visão mais real do que se passa nos países.
Mesmo assim, tanto um quanto outro são falhos para o que propõem.
Falta a esses indicadores o principal, que é medir o grau de satisfação da população.
O tal Índice de Felicidade, que muitos integrantes da comunidade acadêmica mundial já estudam, pode resolver esse dilema.
Pegue-se o caso do Brasil, por exemplo.
O PIB do governo Dilma - 2,7% em 2011 e 0,9% em 2012 - teve crescimento baixo, mas todas as pesquisas de opinião pública que são feitas revelam que a grande maioria da população aprova a administração federal e reconhece que a vida melhorou.
A taxa de desemprego é baixa, a renda subiu, há crédito farto para o consumo, existem facilidades para a compra da casa própria, a educação superior se universaliza, os programas sociais diminuíram a miséria, e a tremenda desigualdade econômica/social caiu consideravelmente, o país se tornou protagonista de várias instituições multilaterais internacionais, é visto, no mínimo, como uma potência regional que caminha para ficar entre as cinco maiores economias do mundo.
Há ainda inúmeros e imensos problemas.
Mas nada que se compare com o Brasil de décadas atrás.
O crescimento, nos campos econômico e cultural, é visível.
Assim como salta aos olhos a tentativa de certos grupos de boicotar todas as ações do governo, uma guerra suja imposta pelos meios de comunicação, aliados de uma oligarquia que nunca pretendeu entregar o poder a quem quer que fosse, e não se conforma em ver o progresso do país.
Para esses, uma notícia como a de hoje sobre o PIB é uma benção, é motivo de riso e comemoração. Neste momento, devem estar bebendo champanhe em seus amplos e confortáveis gabinetes com ar-condicionado.
Gente que não anda nas ruas, "não fala com pobre, não dá mão pra preto, não carrega embrulho", como bem definiu o grande compositor paraense Billy Blanco, uma de nossas glórias artísticas.
Quanto pior para o Brasil, melhor para eles.
Para o restante da população, o PIB de 0,9% em 2012 é apenas mais um número.
Um número que não paga contas, não compra roupas nem a passagem do ônibus e muito menos a comida de todo o dia, que não leva ao riso nem ao choro.
Mais um número.
Um número só.
Frio.
Distante.
Irreal. 
 

sábado, 2 de outubro de 2010

Sem medo de ser feliz

Domingos sempre foram dias de futebol, aniversários, visitas, almoços de família, passeios, namoros, casamentos… Mas o domingo de amanhã, 3 de outubro de 2010, vai ser diferente de todos os outros. No momento que abrirmos os olhos, saberemos porque será um dia especial. Não será ensolarado ou chuvoso. Este domingo será brilhante.

Será o domingo do orgulho, da convicção, da euforia e da fraternidade. Estaremos felizes. Talvez mais felizes que em 2002 ou 2006 e em todas as eleições que os antecederam. Porque nosso voto será um voto de consentimento à continuidade de um governo vitorioso. Não será o voto no “menos ruim” ou naquele que nos convenceu que é o “melhor”. Pela primeira vez, não queremos mudar os rumos do país e nem pedimos socorro a um candidato. Não estaremos de cabeça baixa, na esperança de que aconteça um milagre. Nosso voto não será uma aposta em qualquer jogo de azar. Desta vez, estaremos consagrando a verdade. A verdade que tanto foi atacada, humilhada, desmerecida e banalizada por seus inimigos durante esta campanha.

Neste domingo, será sublime o ato de votar. E estou certo de que, desta vez, o voto nem precisava ser obrigatório. Desta vez, compareceremos às urnas por vontade própria, conscientes de que é nossa vez de fazermos a diferença. Seremos movidos pelo sentimento de autêntica brasilidade. E gostamos deste sentimento. Votaremos com a certeza de sermos senhores do nosso destino. E nada nem ninguém nos subtrairá isso.

Neste domingo também se dará o prelúdio de mais um passo dentro do gigantesco projeto de transformação que abraça este país paradisíaco e destinado a ser o coração do mundo.

Vamos brindar ao encerramento do mandato do presidente Lula. Mas não será um ponto final, e sim, um ponto luminoso. Os últimos anos que mudaram a história deste país terão nova gerencia. Vamos brindar a Dilma Rousseff por tudo que essa mulher simboliza: força, coragem e superação. Que nossa presidente tenha sucesso. Que essa mulher saiba conduzir o gigante que finalmente despertou. E que seu povo sinta orgulho de colocá-la a seu serviço.

Vai Brasil, vai ser feliz!

Do blog O que será que me dá?