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domingo, 5 de junho de 2011

Novo golpe no neoliberalismo: Humala vence no Peru

Tem sido difícil a vida dos neoliberais por este tempos na América Latina. A derrota agora deu-se no Peru, em que Keiko Fujimori, filha do corrupto e autoritário ex-presidente Alberto Fujuimori, queria seguir os passos do pai, mas foi impedida por Ollanta Humalla na eleição de hoje. A reportagem é da BBC Brasil:

Ollanta Humala é o novo presidente do Peru, segundo apuração parcial

Ollanta Humala comemora vitória em Lima (Getty)


Humala e seus partidários comemoraram a vitória em Lima














O nacionalista Ollanta Humala foi eleito neste domingo o novo presidente do Peru, segundo a apuração feita por institutos de pesquisas. O candidato de centro-esquerda teria vencido sua rival, a conservadora Keiko Fujimori, por uma pequena vantagem.
De acordo com o instituto Ipsos Apoyo, Humalla teve 51,4% dos votos, enquanto Keiko ficou com 48,6%. Os números apurados pela organização Transparência são praticamente os mesmos: 51,3% a 48,7%, respectivamente.
Os dados são baseados em uma contagem rápida dos votos, feita por amostragem logo no início da apuração e, segundo analistas, costumam ser mais fiéis que a pesquisa de boca de urna.
Logo após a divulgação dos primeiros resultados, partidários de Humala começaram a tomar a Praça 2 de Mayo, no centro de Lima. No início da noite, o local estava totalmente lotado de “humalistas”, que agitavam bandeiras peruanas e outras estampadas com a letra “O”, símbolo da campanha de Ollanta Humala.
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domingo, 29 de maio de 2011

PERU, VOTO A VOTO


 "Matamos menos que nos anos 80″ (frase de Jorge Trelles, porta-voz informal  de Keiko Fujimori, a candidata da direita nas eleições presidenciais do Peru, que acontecem no próximo domingo, dia 5 de junho. O macabro cinismo de Trelles explodiu no colo da frente de direita  como uma soberba  admissão dos massacres registrados no governo do pai de Keiko, Alberto Fujimori - condenado a 25 anos de prisão como autor intelectual de crimes contra a humanidade cometidos em 1990 e 1991  pela grupo Colina, uma espécie de OBAN peruana engajada na repressão ao movimento maoísta Sendero Luminoso. O comentário insolente de Trelles, ao sugerir  que atrocidades ainda piores ocorreram antes, trouxe mais tensão ao último debate presidencial deste domingo na tevê peruana. O desempenho dos candidatos  poderá decidir uma eleição que praticamente cindiu o país: Keiko e Humala estão vitualmente empatados, com uma ligeira vantagem para Keiko que vem sendo corroída de forma rápida pela erosão de apoiadores e o aumento da taxa de rejeição. Humala em contrapartida voltou a crescer na margem. O desfecho do pleito terá desdobramentos para a integração latino-americana: um Peru nas mãos da direita reforçará a frente conservadora encabeçada pelo México e pela Colômbia que pretende instaurar  uma aliança comercial pró-EUA na região, afrontando o cinturão progressistas constituído de governos soberanos sob a âncora do Brasil).

Da Carta Maior