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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O protegido Paulo Preto

Delegada que prendeu engenheiro por receptação de joia roubada sofreu pressões do alto escalão do governo paulista para liberar o arrecadador tucano.



Nos últimos dias, integrantes do PSDB voltaram a fazer contorcionismos verbais na tentativa de reduzir a importância do engenheiro e ex-diretor do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, personagem revelado em agosto por ISTOÉ que tem trazido constrangimento para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Até agora, era sabido que Paulo Preto, além de ex-diretor da estatal responsável pelas principais obras viárias de São Paulo, virou alvo de acusações de líderes do PSDB porque teria dado sumiço em R$ 4 milhões arrecadados de forma desconhecida para a campanha tucana. Sentindo-se abandonado, depois que o candidato do PSDB ao Planalto negou conhecê-lo, Paulo Preto fez ameaças públicas e passou a ser defendido por Serra. Todo esse enredo já seria suficiente para mostrar a influência do engenheiro, cuja força a campanha do PSDB insiste em tentar diminuir. Mas os bastidores da prisão de Paulo Preto, há quatro meses, por receptação de joia roubada, são ainda mais reveladores do peso do ex-diretor do Dersa nas hostes tucanas.

Continue lendo a reportagem desta semana da revista Isto é.

sábado, 16 de outubro de 2010

Paulo Preto tinha 'poder' de arrecadar para o PSDB, diz revista

Uma semana após a revista "Veja" ter publicado uma capa em tons vermelhos com opiniões divergentes da candidata presidencial Dilma Rousseff (PT) sobre o aborto, a "IstoÉ" fez algo semelhante em sua edição deste fim de semana, mas desta vez com José Serra (PSDB).

Em tons azuis, a capa mostra as declarações divergentes que o presidenciável tucano fez sobre o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de desviar R$ 4 milhões que seriam usados na campanha eleitoral. Na parte superior, a afirmação de Serra negando conhecer Paulo Preto: "Não sei quem é Paulo Preto. Nunca ouvi falar". Na parte inferior, a declaração feita pelo

ex-governador paulista no dia seguinte, defendendo o engenheiro: "Evidente que eu sabia do trabalho de Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente".

A reportagem, assinada pelos jornalistas Sérgio Pardellas e Cláudio Dantas Siqueira, mostra como foi a atuação de Paulo Preto durante a época em que foi diretor do Dersa, órgão do governo de SP responsável pela gestão das rodovias do estado e trabalhou diretamente na construção do Rodoanel e da ampliação da Marginal Tietê. Pessoas ligadas à Executiva do PSDB confirmaram à revista que ele tinha "poder" para para arrecadar valores.

O texto levanta algumas questões não respondidas pelas lideranças do PSDB, como o porquê de Paulo Preto não ter sido afastado imediatamente quando as suspeitas de desvio de recursos começaram a surgir e de onde o dinheiro surgiu.

A "IstoÉ" republicou trechos da entrevista concedida pelo próprio Paulo Preto em agosto. Quando perguntado se conhecia José Serra, ele respondeu que falou com o ex-governador no "máximo umas cinco vezes".

"Eu não tenho nenhuma relação de amizade com ele, mas nós nos conhecemos". Além disso, o engnheiro expôs sua contrariedade em ter sido demitido da Dersa após a inauguração do Rodoanel.

"Até hoje não me informaram o motivo. Mas eu não queria sair. Sei que sou uma ameaça para os incompetentes, pois o que falta no Brasil é gestor com capacidade de realizar um empreendimento".


Publicado no SRDZ

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Próxima capa da Veja

Se a Veja não fosse apenas um panfleto pró-Serra e anti-Dilma, esta deveria ser a capa de sua próxima edição:


Pesquei ela no Conversa Afiada

Em tempo: Parabéns a revista "Isto é" que publicou a capa praticamente idêntica a esta, só que em azul.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ministério Público detona "furo" da IstoÉ

MPF: "Não há nenhuma prova ligando Pimentel ao mensalão"

Claudio Leal, no Terra Magazine

Por meio da assessoria do Ministério Público Federal, de Minas Gerais, o procurador Patrick Salgado Martins afirma que os fatos narrados pela revista IstoÉ "estão fora de contexto". O coordenador da campanha de Dilma Rousseff e ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), não foi denunciado no caso do mensalão.

Segundo o MPF, o procurador ressalta que os denunciados - Glauco Diniz Duarte e Alexandre Vianna de Aguilar - "cederam uma conta aberta por eles no exterior para o esquema do mensalão. Ou seja, eles fizeram parte do esquema. A ligação deles com Pimentel é a de que eles foram os empresários que venceram a licitação da Olho Vivo".

O procurador acrescenta: "Não há nenhuma prova ligando (Fernando) Pimentel ao mensalão. Obviamente, por essa razão, ele não foi denunciado. Se houvesse alguma prova, isso teria acontecido."

O MPF avisa que não vai se pronunciar sobre qualquer outro fato porque o processo encontra-se em segredo de justiça.

A revista IstoÉ que chegou nesta sexta-feira às bancas trouxe uma reportagem sobre o relatório final do que chama de "Mensalão do PT", com 50 depoimentos colhidos pela Justiça Federal. Na interpretação da revista, "ele (Fernando Pimentel) é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o Exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça".


Via Viomundo