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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Hungria destrói plantações com sementes transgênicas da Monsanto




O governo da Hungria decidiu eliminar as plantações feitas com sementes transgênicas da companhia multinacional Monsanto. O ministro do Desenvolvimento Rural do país, Lajos Bognar, afirmou que foram queimados cerca de 500 hectares de lavouras de milho nesta semana. A intenção é que o país não tenha nenhum fruto com origem de material geneticamente modificado.
As plantações destruídas estavam espalhadas pelo território húngaro e haviam sido plantadas recentemente, o que significa que o pólen venenoso do milho ainda não estava a ponto de ser dispersado no ar, não oferecendo perigo à população.
A Hungria é o primeiro país a tomar uma posição contundente na União Europeia a respeito do uso de sementes transgênicas. O governo vem destruindo diversas plantações oriundas dos materiais da Monsanto durante os últimos anos. O ministro Lajos Bognar afirma que os produtores do país são obrigados a certificar que não usam sementes geneticamente modificadas.
Devido à política de livre trânsito de produtos dentro da União Europeia, as autoridades húngaras não podem investigar como as sementes chegam ao seu território. No entanto, o ministro garante que “isso não impede que investiguemos a fundo a utilização dessas sementes em nosso território”. De acordo com a imprensa húngara, a Hungria ainda tem milhares de hectares nessas condições.
Os agricultores afirmaram que não sabiam que se tratava de sementes da Monsanto. A colheita deste ano foi completamente perdida, pois o período fértil para plantações já está na metade. Para piorar o cenário dos agricultores, a companhia que distribuiu as sementes geneticamente modificados declarou falência, o que impede que recebam compensação.

Com informações do Opera Mundi 

Via Sul 21

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O Semeador de Esperança

ADEUS ANO VELHO; FELIZ ANO NOVO...
"No ano que vem, para alegria de muitos e tristeza de poucos, voltarei a andar por este país. Vou andar pelo Brasil porque temos ainda muita coisa para fazer, temos de ajudar a presidenta Dilma e trabalhar com os setores progressistas da sociedade"
(Lula, na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, nesta 4ªfeira, 19-12, quando reafirmou a disposição de retomar as Caravanas da Cidadania para mobilizar o país e discutir o passo seguinte da luta pelo desenvolvimento)
(Carta Maior;4ª feira,19/12/2012)
Nota: O Semeador de Estrelas
Essa estátua está localizada em Kaunas, na Lituânia. De dia não parece fazer muito sentido, mas a noite tudo fica claro!
Na verdade, as estrelas são um grafitti, arte urbana. A estátua originalmente chama-se apenas O Semeador, e retrata um fazendeiro.
Veja aqui um vídeo onde o artista planeja o que iria desenhar para compor algo interessante com a sombra da estátua. Vale a pena visitar o blog do artista, Morfai, que conta com arte de rua, arte convencional, wallpaper e muita coisa criativa.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Amilton Munari, um guardião das sementes nativas

Entrevista com Amilton Munari, agricultor do Vale do Maquiné, que desenvolve há anos um trabalho de preservação de sementes nativas do Rio Grande do Sul e também da palmeira juçara. Amilton é um dos 650 expositores presentes à VIII Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, que ocorre de 21 a 25 de novembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.
Como e quando começou esse trabalho de preservação de sementes crioulas?
Amilton Munari: Começou com a minha família, que sempre plantou para o próprio sustento. Eu fui criado no meio da roça, no litoral norte do Rio Grande do Sul, no Vale do Maquiné. Minha família plantava um pouco de tudo para a subsistência. Eu me formei como técnico agropecuário e comecei a plantar com tecnologia, usando venenos e adubos químicos. Logo vi que estava num circulo vicioso. Tudo o que eu ganhava eu consumia, a terra estava sendo destruída e eu estava comprometendo minha saúde. Resolvi buscar outras iniciativas, como a Colméia, Sítio Pé-na-terra, Centro Ecológico (entidades e espaços ambientalistas no Rio Grande do Sul). Fui ver o que eles estavam fazendo e vi que eles estavam buscando melhorar a terra e preservar sementes.
Comecei então a resgatar sementes, no meio de comunidades italianas, polonesas, quilombolas e indígenas, e a trocar sementes com eles. Muitas dessas sementes estavam em fundo de quintas nas cidades. Fui resgatando essas sementes e juntando no que chamei de banco de sementes. Também fui construindo uma casa de sementes para mostrar ao pessoal como é que se armazenava, secava e plantava sementes. Aí percebi que estava realizando um serviço muito gratificante. As pessoas reconheciam e davam muito valor. Percebi também que as sementes eram um patrimônio da humanidade e garantiam nossa sustentabilidade. Sempre procurei obter as sementes através de uma troca solidária, por contribuição espontânea ou por algum tipo de produção. Sempre consegui boas trocas assim. Além desse trabalho, participo de eventos e vou em comunidades ajudar a implantar bancos de sementes.
Qual é o tamanho desse banco de sementes hoje?
Temos dois tipos básicos de sementes: as sementes milenares, que já existiam antes da chegada dos colonizadores, e as sementes centenárias, que foram sendo adaptadas pelas sucessivas levas de colonização. Hoje, eu lido com mais de 300 tipos de sementes.
Você poderia dar alguns exemplos de sementes milenares?
A maioria delas foi cultivada pelos indígenas, especialmente os milhos: milho crioulo, girassol, tomates, batatas, amendoins e abóboras. Essas são as principais. Nós achamos muitas sementes que estavam sob risco de extinção, como o milho cateto, que é um milho pequeno. Eu fui trocando esse milho com outros produtores e fui fortalecendo ele. Cada vez que a gente troca a terra e o clima, a semente dá um impulso, ela se transforma e se fortalece. Por isso sempre procurei trocar para manter uma diversidade.
E o trabalho com a palmeira juçara, por que você decidiu começá-lo?
Nossa cultura aqui do sul é de consumir muito palmito. Esse alto consumo começou a provocar um sério problema de derrubada e de roubo das palmeiras deixando nossa floresta muito pobre. No meu convívio na Amazônia, aprendi a lidar com o açaí e vi que a situação da juçara era muito idêntica. Há vinte anos, ensino as pessoas a manejar a juçara com o mesmo método do manejo do açaí: amornar, tirar a polpa, misturar com várias folhas e várias frutas em receitas quentes, frias, doces e salgadas. Vi que era muito bom e um alimento importante. Assim, busquei o reconhecimento dessa polpa. As suas sementes hoje sempre retornam às áreas de bananais, de agroflorestas e de viveiros para que ela não entre em risco de extinção.

domingo, 4 de novembro de 2012

Sementes da Liberdade (Seeds Of Freedom)




Sementes da Liberdade (Seeds of Freedom - Portuguese) from The ABN and The Gaia Foundation on Vimeo.
(EUA, Grã-Bretanhã, Argentina, Índia, Etiópia, Brasil, Espanha, 30min. - Produção: Gaia Foundation)
Entenda porque as sementes transgênicas são uma ameaça à saúde, à sociedade, à diversidade nutricional, ao meio-ambiente e à soberania de um país. Entenda por que elas, a longo prazo, levam os pequenos agricultores a perderem suas terras. Veja também que modelo de dominação, as grandes corporações das sementes tem na sua agenda. (docverdade).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Truthout: Quando a Dow e a Monsanto se unem

Dow e Monsanto Somam Forças para Envenenar o Coração dos Estados Unidos
Tradução de Heloisa Villela
Em um casamento que muitos diriam foi engendrado no inferno, os dois maiores produtores de agroquímicos do país somaram forças em uma parceria para reintroduzir o uso do herbicida 2,4-D, metade do infame desfolhante Agente Laranja, que foi usado pelas tropas norte-americanas para limpar as florestas durante a Guerra do Vietnã. Essas duas gigantes da biotecnologia desenvolveram um programa de administração de semente que, se for bem sucedido, será um grande passo na direção de dobrar o uso do herbicida nocivo no cinturão de milho dos Estados Unidos durante a próxima década.
O problema para os fazendeiros de milho é que as “super sementes” vem desenvolvendo resistência ao Roundup, herbicida campeão de vendas nos Estados Unidos, que é pulverizado em milhões de hectares do centro-oeste e em outros lugares. A Dow Agrosciences desenvolveu uma variedade de milho que ela diz que resolve esse problema. A nova variedade geneticamente modificada tolera o 2,4-D, que vai matar as ervas resistentes ao Roundup, mas deixará o milho em pé.  Os fazendeiros que optarem pelo sistema terão que dar uma dose dupla a suas plantações, com o coquetel mortífero de Roundup mais o 2,4-D, ambos fabricados pela Monsanto.
Mas este plano alarmou os ambientalistas e também muitos fazendeiros, que relutam em reintroduzir um químico cuja toxicidade já foi muito bem documentada. O 2,4-D foi banido por vários países da Europa e em províncias do Canadá. Suspeita-se que a substância seja carcinogênica, e já foi provado, em um estudo conduzido pelo patologista Vincent Garry, da Universidade de Minnesota, que a incidência de defeitos de nascença dobra em filhos de aplicadores de pesticidas.
Pesquisadores dizem que o efeito do 2,4-D sobre a saúde humana ainda não foi totalmente compreendido. Mas ele pode ser um fator de risco em linfomas e leucemias, que foram detectados com frequência entre os veteranos do Vietnã expostos ao Agente Laranja. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) afirmou que o químico pode ter “potencial de ruptura endócrina” e interfere no sistema hormonal humano. Pode ser que seja tóxico para as abelhas, pássaros, peixes, de acordo com a pesquisa do Serviço Florestal Americano, e outros. Em 2004, uma coalizão de grupos liderada pelo Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e pela Pesticide Action Network, enviou uma carta à EPA cobrando pelo fato de a agência ter subestimado os impactos do 2,4-D sobre a saúde e sobre o meio-ambiente.
A agricultura industrial de larga escala se tornou dependente de aplicações cada vez maiores de agroquímicos. Alguns comparam a situação a um viciado em drogas que requer doses cada vez maiores para ficar entorpecido. O uso de herbicidas aumentou consistentemente no tempo enquanto as ervas desenvolveram resistência e requerem quantidades cada vez maiores e mortíferas de químicos para serem mortas.  Isso exige que a engenharia genética produza agressivamente sementes que aguentem o ataque cada vez mais intenso dos produtos químicos.
Muitos cientistas agrícolas alertam que essa dependência crescente de agroquímicos é insustentável a longo prazo. A fertilidade do solo diminui na medida em que minhocas e microorganismos vitais são mortos pelos pesticidas e herbicidas.  Eles também poluem os depósitos subterrâneos de água e comprometem a saúde dos animais alimentados com grãos contaminados pelos produtos químicos.
Estes impactos estão fadados a crescer. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que o uso de herbicidas aumentou em 173 milhões de quilos de 1996 a 2008. Significativamente, quase metade deste incremento (46%) se deu entre 2007 e 2008 como resultado da venda das novas sementes resistentes a herbicidas como o novo híbrido de milho da Dow.
Ninguém sabe qual será o efeito que o uso desse híbrido terá sobre a saúde dos consumidores norte-americanos. Milho entrelaçado com altos níveis de 2,4-D pode contaminar de tudo, dos cereais do café da manhã ao bife de vaca, que concentra toda a toxina na carne. Já que o milho e frutose de milho são elementos-chave de tantas comidas processadas, alguns especialistas em saúde pública alertam que todos os norte-americanos, em breve, serão cobaias em um experimento de massa mal concebido com um dos principais itens de nossa cadeia alimentar. O departamento de agricultura dos Estados Unidos, o USDA, está considerando desregulamentar as novas variedades de milho geneticamente modificado da Monsanto (o que será usado em conjunto com o 2,4-D) e está aceitando os últimos comentários públicos sobre o tema até o dia 27 deste mês (fevereiro).
Até recentemente, sementes resistentes a herbicidas eram populares com os fazendeiros, que conseguiam alta produtividade quase sem esforço na administração das ervas daninhas. Mas agora que o problema das ervas está voltando com força, alguns estão questionando a sabedoria deste modelo de uso intensivo de químicos na agricultura. O milho biotecnológico da Dow custa quase três vezes o preço da semente comum. E a projeção de que o uso de pesticidas vai dobrar nos próximos anos vai tornar tudo mais caro, e ao mesmo tempo mais destrutivo para as fazendas e para o ecossistema.
Existem alternativas viáveis à  agricultura intensiva em químicos, métodos que passaram no teste do tempo, como a rotação de culturas, o uso de sementes cover, e outras práticas que permitem aos fazendeiros competir naturalmente com as ervas. Já é hora dos fazendeiros recuperarem o conhecimento de seus ancestrais nesta área.
Alguns cientistas agrícolas defendem o desenvolvimento de um sistema integrado de manejo das ervas para substituir o uso insustentável de produtos químicos. Mas as grandes empresas de agroquímicos não têm o menor interesse em dar apoio à agricultura sustentável, que tem o potencial de eliminá-las do mercado. Enquanto houver bilhões de dólares em jogo na venda de herbicidas e de sementes geneticamente modificadas resistentes aos herbicidas, não haverá muito dinheiro disponível para pesquisas que explorem alternativas naturais à  destruição do coração de nossa nação.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Contratos secretos da Monsanto são revelados




Contratos confidenciais que detalham as práticas de negócios da Monsanto Co. revelam como a maior desenvolvedora de sementes do mundo está pressionando competidores, controlando companhias menores de sementes e protegendo seu domínio sobre o mercado multibilionário de sementes geneticamente modificadas.


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