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domingo, 4 de novembro de 2012

Sementes da Liberdade (Seeds Of Freedom)




Sementes da Liberdade (Seeds of Freedom - Portuguese) from The ABN and The Gaia Foundation on Vimeo.
(EUA, Grã-Bretanhã, Argentina, Índia, Etiópia, Brasil, Espanha, 30min. - Produção: Gaia Foundation)
Entenda porque as sementes transgênicas são uma ameaça à saúde, à sociedade, à diversidade nutricional, ao meio-ambiente e à soberania de um país. Entenda por que elas, a longo prazo, levam os pequenos agricultores a perderem suas terras. Veja também que modelo de dominação, as grandes corporações das sementes tem na sua agenda. (docverdade).

sábado, 17 de março de 2012

Executivos da Chevron são impedidos de deixar o Brasil

Liminar concedida por juiz impede a saída de 17 executivos da empresa sem autorização judicial; decisão ocorre após pedido de procurador. Leia mais aqui.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um Belo Monte de hipocrisia ambiental

Uma das análises mais sensatas a respeito do tema Belo Monte é a que foi postada por em seu blog 2112 A.D.:

Recentemente, vimos um movimento de atores globais protestando contra a construção da usina de Belo Monte, e disto surgiram uma sequência de respostas e contra-respostas.

Sem entrar no mérito da questão Belo Monte, posto que não tenho uma opinião completamente estável sobre o assunto (não sou muito favorável à construção dela, antes que perguntem, mas não é pela questão ambiental ou indígena) eu gostaria de fazer uma pergunta: por que motivo a mídia abraçou esta causa com tanta força, com tanta vigorosidade, ao mesmo tempo em que menospreza ou nada fala sobre outros problemas ambientais?

Somos o país que mais usa agrotóxicos, e ainda somos os únicos que toleramos a pulverização destes: forma altamente poluidora de aplicação. Porém, sabe-se que eles são fundamentais para o latifúndio, para o agronegócio - o mesmo em teoria capaz de alimentar 12 bilhões de pessoas, mas que na prática não alimenta 5, devido à especulação e ao fato de muita dessa produção ser usada para alimentação animal - por si só um problema ambiental - e para exportação. E isto foi quantas vezes questionado na mídia? Pouquíssimas. Mas, quando o Brasil demonstra ser o celeiro e o abatedouro do mundo, a mídia toda está lá.

Só se tomam medidas quando já é muito tarde: quando surgem problemas diversos de saúde causados pelo uso incorreto destes produtos químicos, a mídia está prontinha para cair em cima e cobrar satisfações - e o governo pouco ou nada faz para punir aqueles que causaram o desastre, notadamente os órgãos que somente fornecem crédito agrícola mediante o uso de pesticidas, assim favorecendo um grupinho de marcas enquanto todos aturam o prejuízo: impacto ambiental, problemas de saúde, perda da nossa soberania alimentar etc...

Por que a grande mídia nunca fala sobre o impacto ambiental da pecuária e sobre alternativas alimentares (exceto quando o assunto são dietas milagrosas e picaretagem, digo, terapias alternativas) como alternativa ao desmatamento e à poluição causados pela produção animal?

E onde está ela na hora de defender o transporte coletivo em substituição ao transporte individual, de exigir e fiscalizar que de fato ocorram as melhorias radicais e urgentes para resolver as situações lamentáveis que vemos em diversas cidades? Por que vemos reportagens sobre meio-ambiente (ou pior, reportagens sobre congestionamentos épicos), e 2 minutos após vemos a propaganda de um novo modelo de carro, desfilando por ruas largas, absolutamente limpas, perfeitamente pavimentadas e vazias que não existem em nenhum lugar do mundo?

Por que essa grande mídia não critica o consumismo, a urbanização desenfreada, o lucro a qualquer custo, os quais também são causadores de enormes impactos ambientais e sociais? Simples: qualquer coisa que contradiga as propagandas de felicidade em 48 vezes no cartão vai contra o interesse dela. E obviamente, questionar um crescimento baseado no consumo (e auto-limitante por sua própria natureza) vai contra os interesses de quem paga milhares de reais por uma propaganda de 30 segundos no horário nobre.

Em suma, várias coisas que também causam impacto ambiental tão grande quanto, ou maior que o de milhares de usinas, passam batidas. No máximo viram uma coluna na Veja ou uma matéria do Globo Repórter - na mesma edição em que uma empresa de agronegócio ou um grande grupo industrial colocará uma propaganda olhe, estamos fazendo nossa obrigação em não poluir, logo após a propaganda de mais um carro de luxo.

Em toda essa campanha, ficou um gosto enorme de greenwashing: pintar de verde, para aumentar a audiência e fazer com que pessoas finalmente possam se sentir engajadas, que elas se identifiquem com um modelo pago para ler um script. O qual se acumula num belo monte de hipocrisias, junto com as grandes obras pintadas de verde e com as promessas de reflorestamento. Uma "sustentabilidade" enlatada, fácil de ser distribuída por ai. Uma coleção de platitudes.

Em tempo: não sou muito favorável à construção de Belo Monte pela questão da nossa defasagem quanto à eficiência energética. Iluminação pública acesa quando não é necessário, equipamentos antigos, prédios onde o uso de ar-condicionado é mandatório, gatos etc... tudo isso anulará os efeitos de qualquer nova fonte de energia, por mais limpa que ela seja. Fundamentalmente, estamos pegando o financiamento para pagar o empréstimo que pegamos para cobrir o desperdício.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Destruída a sede da Agapan em Porto Alegre

Por Renata Colombo – Rádio Guaíba/APEDeMA-RS
A sede da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), localizada na esquina entre as avenidas Aureliano de Figueiredo Pinto e Praia de Belas, em Porto Alegre, foi destruída, na tarde desta segunda-feira, por uma empresa que pretendia instalar uma floricultura e uma pizzaria no terreno. Trabalhadores que estavam no local afirmaram que foram contratados para demolir o galpão pela empresa Peruzzato e Kindermann. Segundo a Agapan, a empresa tinha um alvará provisório. O documento, no entanto, não está assinado pelo titular da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Valter Nagelstein, mas por outros servidores da secretaria.
Segundo a secretária-geral da Agapan, Eliara Manfredi, a ONG também tem concessão da prefeitura da Capital para utilizar o espaço. Ela disse que há cerca de cinco anos os voluntários se reúnem lá semanalmente e que a autorização do município vale para 20 anos. Eliara contou que a sede estava sendo adaptada para uma construção auto-sustentável e já tinha, inclusive, um telhado ecológico. A secretária lamentou que todo o trabalho da ONG tenha sido destruído junto com o prédio.
O titular da Smic, Valter Nagelstein, disse que foi alertado da situação no fim da tarde, e que já tomou providências para identificar os autores da falha. Ele afirmou que vai determinar uma apuração rígida do caso. Diretores da Agapan registraram a ocorrência na polícia.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O ambientalismo e o segundo turno das eleições

Pode-se argumentar que o governo Lula não foi longe como poderia ter ido na área de meio ambiente. Está aí o Blog do Sakamoto, vigilante e crítico, para nos lembrar de tudo o que ainda resta por ser feito. O que é indiscutível é que houve avanços enormes em relação ao governo tucano e que haveria grande retrocesso nesta área com a eleição de José Serra. Na questão do trabalho escravo, por exemplo, na qual o Sakamoto é um dos maiores especialistas brasileiros, há dois dados fundamentais. O governo Lula libertou quase seis vezes mais escravos que o governo FHC. Dilma assinou um compromisso contra o trabalho escravo. Serra, não.

Em setembro de 2009, a insuspeita Folha de São Paulo publicou reportagem de Marta Salomon mostrando que o desmatamento na Amazônia havia sido o menor desde 2004. Dez meses depois, já na Agência Estado, a mesma Marta Salomon, que faz jornalismo investigativo sério sobre o assunto, mostrava mais uma queda no desmatamento.

As conquistas nesse campo são méritos tanto da gestão de Marina Silva como da Carlos Minc, que continuou o trabalho de Marina. Não é segredo para ninguém que houve e há tensões no interior do governo, o que é perfeitamente natural num governo democrático de coalizão. Da mesma forma como há tensões entre o Ministério da Agricultura, mais alinhado com os interesses do agronegócio, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, mais pautado pelos interesses dos trabalhadores rurais, também há tensões entre as áreas do governo responsáveis pela implementação de projetos, como a Casa Civil, e o Ministério do Meio Ambiente. Essa pluralidade de perspectivas pode e deve ser defendida. O que não podemos é entregar o Palácio do Planalto a uma coalizão hegemonizada por aqueles denunciados por Carlos Minc nesta entrevista:

Operação Arco de Fogo sofre pressão política, diz Minc

A Operação Arco de Fogo foi fundamental para a redução contínua do desmatamento na Amazônia. A ação combinada da polícia Federal, IBAMA, ICMBio e Força Nacional de Segurança desarticulou a exploração ilegal de madeira, gerando forte resistência política. O principal articulador dessa resistência foi o PSDB, como afirma o próprio site do partido. Na ofensiva contra a Operação Arco de Fogo, os senadores da oposição se aliaram ao setor madeireiro, um dos principais interessados no bloquear o trabalho da PF, do IBAMA e da FNS.

Curiosamente, a votação de José Serra no Norte do Brasil no primeiro turno é proporcional ao desmatamento. No Arco de Fogo, no Pará, onde se concentram os municípios que mais desmatam, Serra venceu, como mostra o gráfico abaixo:


Serra-Madeireiros.jpg
clique na imagem para ver em tamanho maior

A coalizão que apoia Dilma Rousseff não está livre de desmatadores, é verdade. Mas a diferença entre a composição total das forças que apoiam Dilma e aquelas que apoiam Serra é abissal. Trata-se de eleger um governo alinhado com um projeto político no qual figuras como Marina Silva e Carlos Minc tiveram papel protagônico ou ceder terreno para que as Kátias Abreu tenham a última palavra sobre as políticas agrícola e ambiental. Em sua esmagadora maioria, os desmatadores estão com Serra. Os ambientalistas, em nome de uma pureza inatingível, não podem se omitir. A opção é eleger Dilma e lutar por espaço dentro de seu governo como fizeram, no governo Lula, Marina Silva e Carlos Minc.

do O Biscoito Fino e a Massa

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bioma Pampa já tem 54% de devastação



Mais da metade do pampa gaúcho desapareceu, aponta Ministério do Meio Ambiente

Segundo pesquisa inédita do Ministério do Meio Ambiente, até 2008 o desmatamento já havia consumido 54% do bioma. Se for levado em conta apenas a vegetação nativa, os números são ainda mais assustadores. Apenas 36% do pampa se manteve e os 10% restantes são de corpos d'água.

O levantamento do ministério registra uma devastação, de 2002 a 2008, de 2.183 quilômetros quadrados. O município de Alegrete desponta como campeão de áreas desmatadas, com 176 quilômetros quadrados no período de seis anos. Em seguida, surgem Dom Pedrito, com 120 quilômetros quadrados, e Encruzilhada do Sul, com 87 quilômetros quadrados.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, as causas da devastação do bioma ainda estão sendo investigadas. Ela sugere, porém, que a produção de soja, celulose e a pecuária estão são os principais agentes do desmatamento.

— No passado, a causa estava relacionada à questão pecuária. Mais recentemente, surgiu uma discussão sobre reflorestamento por conta das papeleiras e um pico de entrada de soja. Mas agora vamos avaliar — disse Izabella.

Continue lendo aqui.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

“A Fraude da Celulose” será lançado em Porto Alegre

“Ásia, América Latina e a costa do Pacífico: esse será quase seguramente o rumo que tomarão na década atual as indústrias de cloro, após haverem sido ‘desterradas’ da Europa e Estados Unidos pelos contínuos protestos das organizações ecologistas”, diziam Kenny Bruno e Jed Greer no artigo “A nova ameaça tóxica”, publicado na Revista del Sur, de Montevidéo, em agosto de 1993. Doze anos mais tarde, a previsão era uma realidade.

(Trecho do livro “A Fraude da Celulose”, de Victor Bacchetta)

O jornalista uruguaio Victor Bacchetta estará em Porto Alegre nesta semana para participar de um debate na Assembléia Legislativa e do lançamento da edição em português de seu livro “A Fraude da Celulose”. Na quinta (17), Dia do Bioma Pampa, Bacchetta falará, no plenarinho da Assembléia, sobre os impactos sócio-econômicos e ambientais da silvicultura para celulose no Cone Sul. No mesmo evento, o professor Valério Pillar, do Departamento de Ecologia da UFRGS, falará sobre as ameaças das monoculturas arbóreas à biodiversidade do Bioma Pampa. As palestras iniciam às 19 horas e são abertas ao público.

Na sexta (18), a edição em português do livro “A Fraude da Celulose” será lançada em uma sessão de autógrafos, a partir das 18h30min, na Livraria Palmarinca (Rua Jerônimo Coelho, 281). A tradução da obra, uma iniciativa do jornalista Renzo Bassanetti, foi viabilizada através de uma parceria entre vários sindicatos: Sintrajufe, Sindiágua, Semapi, Sinpro-RS e Sindisprev-RS.

Nas 228 páginas de “A Fraude da Celulose”, Bachetta analisa a entrada e o impacto da indústria de celulose e de seus monocultivos de eucalipto no Uruguai e no Cone Sul. Em seis capítulos, o jornalista aborda os antecedentes e o marco internacional deste processo, os impactos da florestação, a relação com as indústrias de celulose, os conflitos fronteiriços decorrentes de seu ingresso e a discussão pública sobre o tema.

Para o autor, as promessas feitas pelo setor são uma fraude: aumenta a exclusão social, emprega menos pessoas que o grande latifúndio e concentra renda nas mãos de uns poucos grupos. A partir dos resultados de sua pesquisa, Bacchetta mostra que as corporações de celulose estão se instalando aqui por causa da terra e da mão de obra extremamente baratas para os padrões europeus, pela existência de órgãos ambientais sucateados e sem condições de fazer um monitoramento adequado, e pela concessão de incentivos e isenções fiscais que não obteriam em nenhuma outra parte do planeta.


Do RS Urgente

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Farsul contra o meio ambiente gaúcho

“Quem é mais perigoso: o MST ou a Farsul? Parece provocação. E é. O MST andou derrubando laranjeiras em São Paulo. A Farsul quer derrubar toda a legislação ambiental gaúcha. Os agrochatos pretendem liquidar os ecochatos. Tramita na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul o PL 154, tramado meio na surdina, que propõe acabar com as Áreas de Proteção Permanente. Em lugar dos 30 metros mínimos, por exemplo, de preservação às margens dos rios, a Farsul e os seus ruralistas xiitas querem uma proteção de 5 metros. Eta mundo velho sem porteira! Se der, vai ter eucalipto dentro de rio. E não haveria diferença entre áreas intocadas e áreas já utilizadas.

A Farsul, como no caso dos transgênicos, faz da desobediência às leis vigentes o seu melhor argumento, o do fato consumado. A isso a Farsul chama de princípio de realidade. Ao mesmo tempo em que tenta crimininalizar os movimentos sociais e exigir deles que respeitem as leis mesmo quando as leis não foram respeitadas por quem grilou terras, não faz o mesmo quando é do seu interesse. Os deputados da base aliada estão empurrando com as enormes barrigas um projeto devastador e ardiloso, em nome, como sempre, da produção, da economia e dos ganhos sedutores e incomensuráveis. É a velha ganância travestida de razoabilidade e de progresso. Muita gente tem medo do MST. Faz sentido. Neste caso, eu tenho mais medo da Farsul. Salvo se tudo isso é ignorância minha. Afinal, todo dia um ruralista garante que sou muito ignorante e tolo. Acredito no IBGE”.

Via RS Urgente

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

RS Urgente: O desmonte da legislação ambiental no RS

O governo Yeda Crusius (PSDB) entrará para a história, entre outras coisas, como o patrocinador do maior ataque à legislação ambiental no Rio Grande do Sul. No final de setembro, entrevistei Paulo Brack, professor do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, para o Adverso, publicação da Associação dos Docentes da UFRGS (ADufrgs). Na entrevista, publicada na edição n° 170 do Adverso, Brack denuncia o que está acontecendo no Estado:

“O setor ambiental está sofrendo uma pilhagem no Rio Grande do Sul. O Estado, na área ambiental, deveria responder às demandas da sociedade e não apenas as de um grupo de empresas. Os técnicos da área ambiental não conseguem fazer nada e são pressionados a emitir licenças para obras sem estudo de impacto ambiental prévio. O cenário é bizarro e marcado pela truculência.”

Desde o governo Germano Rigotto (2003-2006), assinala Brack, a área ambiental do Estado foi loteada entre políticos do PSDB, “numa espécie de prêmio de consolação para candidatos que não tinham sido eleitos”. Passaram pela secretaria o deputado estadual Adilson Troca, o ex-chefe da Casa Civil, José Roberto Wenzel e o candidato a deputado não eleito Mauro Sparta. “Cada um deles ficou cerca de um ano na Secretaria, sem nenhuma política consistente”, avalia o professor da UFRGS. No governo Yeda, a situação se agravou ainda mais.

Em abril de 2007, aponta ainda Brack, ocorreu uma intervenção branca na área ambiental do Estado para favorecer as grandes empresas de celulose, rompendo as barreiras do zoneamento que tinha sido elaborado pelos técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A partir daí, o governo decidiu simplesmente afastar qualquer técnico ou administrador que pudesse ser um obstáculo a essa tendência de liberação total de empreendimentos. Em 2008, exemplifica, apenas 0,4% dos pedidos de licenciamento foram recusados. “Isso vai contra toda necessidade de obedecer ao sistema nacional de meio ambiente e suas leis”.

Além do uso político da pasta do Meio Ambiente, acrescenta Brack, dois ex-secretários receberam recursos das papeleiras (Adilson Troca e Mauro Sparta) em suas campanhas. Outro titular da pasta, Berfran Rosado (foto), recebeu R$ 39 mil e era o coordenador da Frente Parlamentar Pró-Florestamento. “Como é que alguém que recebe dinheiro de empresas de celulose na sua campanha eleitoral vai atuar na área do Meio Ambiente e tomar decisões envolvendo interesses dessas empresas?”

O mais recente capítulo desse processo de desmonte ocorre agora na Assembléia Legislativa, onde o governo tenta aprovar o PL 154, protocolado como sendo da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, mas que nunca foi discutido nem votado pelos deputados integrantes da comissão. “O presidente Edson Brum (PMDB), simplesmente coletou nove assinaturas, exceto do PT e PSB e protocolou o projeto”, denuncia o deputado Dionilso Marcon (PT). Inspirado em legislação aprovada recentemente em Santa Cataria, o PL 154 significa uma flexibilização ainda maior da legislação ambiental no Estado, em flagrante desacordo com a legislação federal, em especial no que diz respeito ao Código Florestal.

O projeto que altera toda a legislação ambiental do RS poderá ser votado nesta terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça. As entidades ambientalistas estão mobilizadas para tentar evitar esse grave retrocesso no Estado. O relator, deputado Marquinhos Lang (DEM), já deu parecer favorável ao mesmo e o deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB) pediu prioridade para que o PL seja votado rapidamente.

Diante desse quadro, a Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS) lançou uma ação via internet para lotar as caixas de correspondência dos deputados com mensagens de protesto e indignação contra as mudanças propostas pelo PL 154.

A estratégia da ação é seguinte:

1 – Onde diz Assunto escreva – Vote não à PL 154, pela manutenção do Código Ambiental.

2 – Cole os endereços de email dos deputados:

alceu.moreira@al.rs.gov.br; fernando.zachia@al.rs.gov.br; edson.brum@al.rs.gov.br; elvino.bohngass@al.rs.gov.br; fabiano.pereira@al.rs.gov.br; francisco.appio@al.rs.gov.br; pedro.westphalen@al.rs.gov.br; nelson.marchezan@al.rs.gov.br; adroaldo.loureiro@al.rs.gov.br; giovani.cherini@al.rs.gov.br; iradir.pietroski@al.rs.gov.br; marquinho.lang@al.rs.gov.br; luciano.azevedo@al.rs.gov.br; bancada.dem@al.rs.gov.br; bancada.pdt@al.rs.gov.br ; bancada.pp@al.rs.gov.br; bancada.pps@al.rs.gov.br; bancada.prb@al.rs.gov.br; bancada.psb@al.rs.gov.br; bancada.psdb@al.rs.gov.br; bancada.pt@al.rs.gov.br; bancada.ptb@al.rs.gov.br

3 – No corpo de email

O ataque à legislação ambiental promovido pelos agentes políticos que deveriam zelar pela legislação do Estado é uma vergonha. A sociedade não foi consultada sobre as alterações propostas pelo Projeto de Lei 154, a consulta e proposição ficou limitada aos setores produtivos, e as conseqüências ambientais deste projeto serão sentidas por toda a sociedade. Caros deputados, coloquem a mão na consciência e não dêem andamento a este suicídio ecológico. A produtividade das terras e a produção de alimentos necessitam de um ambiente equilibrado, fora isto toda iniciativa de ampliar a produção e explorar a terra de forma exaustiva, significa a perda de potencial produtivo em médio e longo prazos, além da dependência e subordinação dos produtores às empresas de insumos, deixando a terra apenas como suporte, um meio de cultura, onde a produção necessitada cada vez mais de aditivos externos para garantir a produção. Ademais, fragilizar a legislação ambiental, no momento em que o mundo todo busca alternativas para conter os impactos da crise ambiental e climática, demonstra o grau de desconhecimento das verdadeiras demandas sociais e da urgência do tema, por parte do nosso legislativo, por parte dos nossos representantes. Estamos de olho nos Senhores, e vamos cobrar uma postura ética e moral referente às questões ambientais. Por nossos filhos e netos, pelas futuras gerações. Seu voto pode garantir a sustentabilidade ambiental do RS. Nossos votos podem garantir a sustentabilidade de seus mandatos.


Do RS Urgente

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

E o defensor das papeleiras toma posse na secretaria do Meio Ambiente do RS

Fonte: OngCea

Bancada da celulose e dos desertos verdes conquista mais um espaço no governo Yeda.

Abaixo reproduzimos algumas considerações que circularam por email hoje.

Os desafios de Berfran Rosado

Ao assumir a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, o deputado Berfran Rosado recebe uma herança conturbada. A presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam) – instituição responsável, desde 1999, pelo licenciamento ambiental –, Ana Maria Pellini, é acusada de favorecer empresas do setor de silvicultura, celulose e geração de energia em detrimento do meio ambiente e responde também por denúncias de assédio moral. Desde 5 de agosto de 2008, ela está sendo acionada judicialmente: as ONGs Sociedade Amigos das Águas Limpas e do Verde (Saalve), Agapan, Igré, Instituto Biofilia e Mira-Serra ingressaram com uma Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa contra Pellini. No dia 7 de agosto de 2008, o juiz Eugênio Couto Terra, da 1ª Vara de Fazenda Pública, declarou a legitimidade ativa das ONGs para propor a ação, garantindo o exame de mérito da questão. O processo ainda não foi julgado.

Foi a primeira ação deste tipo movida por ONGs no Rio Grande do Sul. Por meio da ação, a sociedade civil organizada gaúcha pede que a presidente seja destituída do cargo em favor da gestão ambiental do Estado e do meio ambiente. Caso seja condenada, Pelllini terá de pagar uma multa para ressarcir o valor dos danos causados ao meio ambiente, além de 100 vezes o valor de sua remuneração. Também perderá os direitos políticos e estará proibida de ser contratada ou de receber incentivos diretos ou indiretos do poder público.

Há muitas dúvidas sobre o futuro da Fepam que certamente o novo secretário terá de responder para garantir uma administração transparente e ética:

1) Por que o novo diretor técnico da Fepam, eleito pelos funcionários em 2008, não foi empossado ainda?

2) Por que, em janeiro de 2008, a presidente da Fepam, Ana Maria Pellini, e a governadora Yeda Crusius elogiaram o trabalho da empresa Engevix nas obras da Usina Hidrelétrica Monjolinho – a mesma empresa acusada de ter forjado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) em Barra Grande?

3) O que vai acontecer com os servidores que foram afastados dos cargos ao se negarem a dar licenciamento para obras irregulares durante a gestão de Pellini na Fepam?

4) Por que a Fepam deu a licença de instalação das barragens dos Arroios Jaguari e Taquarembó, na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria, metade sul do Estado, antes da realização de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) mais completo, como é exigido pelo Ministério Público Estadual em ação civil pública com liminar acolhida pelo Judiciário?

A propósito, abaixo seguem alguns dados sobre o Deputado Estadual BERFRAN ROSADO (PPS)
Terceiro parlamentar mais faltoso. Teve 29 faltas justificadas e 4 não justificadas, o que corresponde a 27% do total.

Participa de três comissões:

• Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle - faltou 81% das sessões.
• Comissão de Saúde e Meio Ambiente - faltou 80% das sessões. (Hein?!)
• Comissão Mista Permanente do Mercosul e Assuntos Internacionais - faltou 76% das sessões.

Os maiores doadores da última campanha foram grandes empresas como Gerdau, Copesul, Vonpar, Aracruz, CTA, e Marcopolo.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Bem Vindos

Este blog que estou criando hoje pretende ser um espaço para discusão política(mas não somente) de nossa cidade (Santa Cruz do Sul), Estado(RS) e país. Queremos com ele jogar mais luzes sobre os problemas que encontramos no nosso dia a dia e sugerir maneiras de resolvê-los para além dos "lugares-comuns" que escutamos por aí. Esperamos com isto dar nossa parcela de contribuição a um mundo socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente viável.