O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. Bertolt Brecht
quinta-feira, 15 de março de 2012
Brizola, a CUT e as escolhas de Dilma
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Eventos retiram manto de silêncio sobre a Legalidade, diz Tarso

– Especial Legalidade 50 anos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Os novos Judas
A coisa mais maravilhosa na verdade é que ela tem uma capacidade inacreditável de brotar, a despeito do quanto busquem escondê-la sob a propaganda. Aliás, nem é preciso que a escavemos, busquemos nas entrelinhas. Não, ela surge, luminosa, nos momentos decisivos, quando uma coeltividade busca seus caminhos. O acessório, o ilusório, o modismo, tudo se dissolve e a realidade aparece.
Ontem, mesmo ainda meio baqueado, já havia dado para divisar a questão central contida na decisão que Nação irá tomar: se vamos continuar no caminho da afirmação soberana do Brasil – a qual passa, indispensavelmente, pelo desenvovimento humano – ou se iremos retormar nossa mal-disfarçada sina de colônia ajoelhada ante as esquadras financeiras da ordem neoliberal, o nome atual do colonialismo e da dominnação pelos países centrais.
Nem precisávamos t~e-lo feito. Como uma força irresistível, neste momento em que divisaram, graças às explorações mais abjetas e ao papel confusionista da candidatura Marina Silva, a própria direita o evidencia.
A capa do Estadão de hoje, que reproduzo ao lado, mostra que a direita, agora, não quer enfrentar Dilma. Está se achando capaz de enfrentar o que representou o Governo Lula.
Discussões como esta do aborto já deram o que tinham que dar. São lateralidades que serviram apenas – repito, com a tosca colaboração de Marina Silva – para encobrir a questão central. A este tipo de história, ao contrário do que vêm dizendo muitos dirigentes que estão ainda com a cabeça no que aconteceu nos últimos dias do primeiro turno, tem de ser afastado de plano, com um único argumento: ” em oito anos de governo, aponte um ato de Lula ou Dilma neste sentido, ou qualquer coisa que se assemelhe a discriminação religiosa. Não tem, não é?
E vamos direto ao que está em jogo: um Brasil que não se ajoelha, que voltou a se desenvolver, a gerar empregos, a valorizar os salários, a defender da cobiça internacional as nossas riquezas sempre espoliadas e, agora, este imenso tesouro de petróleo encontrado no pré-sal.
Aliás, o genro de FHC e assessor de Serra, Davi Zylbernstein, já deixou claro que as novas leis do petróleo devem ser revistas. Revistas para que fim? Para abrir o petróleo do pré-sal às multinacionais, para negociar, em troca de migalhas, a riqueza que pode ser a redenção do povo brasileiro.
Os marqueteiros vão torcer o nariz, mas temos logo que colar na testa desta gente o estigma que devem ostentar como traidores da pátria: entreguistas. Sim, pois é entreguistas o que eles são.
São, como o foi Fernando Henrique, verdadeiros judas da nacionalidade. Aliás, quem diz é o próprio FHC, Serra é mais vendedor do que ele e foi quam mais pressionou pela venda da Vale e de suas imensas reservas de minério brasileitro.
Se querem discutir religião, tomem logo este nome como padrão: Judas, o que entregou seus irmãos e Cristo por trinta dinheiros. Os judas de hoje são cheios de argumentos sofisticados, mas da parafernália midiática de que dispõe emerge, quando eles estão inflados de pretensão, a verdade cristalina sobre o que são.
Do blog do Brizola Neto
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Quem vai para o sacrifício com Serra?
Ilustração: Sátiro
Está difícil encontrar um vice para José Serra. Ninguém parece muito animado a se oferecer para o sacrifício e também faltam nomes de expressão para encarnar a imagem que os tucanos querem passar à população. Aliás, qual é mesmo a imagem, hein? A três dias da convenção nacional do PSDB, ninguém sabe quem será o vice. Parece que só sai no fim do mês.
Os tucanos normalmente se fazem acompanhar dos demos, mas o partido minguou tanto, que não resta mais quase ninguém. O único governador que o partido tinha, e que Serra saudou com aquele “vote num careca e leve dois” foi em cana. José Roberto Arruda, apesar do apreço que sempre mereceu dos tucanos, já não era nem um ficha-suja, era prontuário.
A Folha de S. Paulo fala hoje em nove nomes, mas se espremer não sai um que some alguma coisa. Ainda no DEM, está o senador José Agripino Maia, aquela flor de sutileza, que disse em audiência com Dilma no Senado, que ela poderia estar mentindo por ter mentido quando estava presa durante a ditadura. A resposta de Dilma deveria ter encerrado a carreira de Agripino: “Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura”. O Senador, conhecido como Jajá, ficou conhecido no episódio do “rabo de palha”.
Pula essa. Vamos ao segundo aspirante do DEM: José Carlos Aleluia, da Bahia. Alguém conhece? Mais insosso só o nome de Valéria Pires Franco, do Pará, que precisará ser apresentada ao país.
Esgotado o aliado de sempre, os tucanos poderiam partir para a chapa puro sangue, com Sergio Guerra, aquele a quem Lula chamou de…esqueci… e que acha que o PAC não existe, ou Tasso Jereissati, o coronel eletrônico do Ceará. Ainda aparecem o candidato derrotado ao governo do Paraná, Álvaro Dias, que poderia receber a vice como prêmio de consolação, e a senador Marisa “Quem?” Serrano (essa topa,tem mais quatro anos de mandato e fica bem na society do Mato Grosso do Sul e ainda ajuda a conseguir uma aliança com o governador André Puccinelli, aquele que disse que ia estuprar o Ministro Carlos Minc em praça pública.
Deu pra perceber a consistência da lista?
O PPS de Roberto Freire, muy amigo, indicaria o recém-chegado Itamar Franco, que já disse que não quer. E Serra não parece muito disposto a dar espaço ao aliado-adversário Aécio Neves. Restaria ainda Francisco Dornelles, do PP, um balão de ensaio, já que o partido ainda não decidiu que lado tomar na disputa presidencial, e que os tucanos dizem que não ficaria bem ter como vice por ter introduzido uma nuance no projeto da ficha limpa que beneficiaria Paulo Maluf, embora o próprio Maluf apóie Serra.
Serra, que não se perca pelo nome, não faz aliados. Faz inimigos, com seus métodos. Agora, na hora em que precisa de solidariedade na derrota que se delineia, não a encontra.
texto surrupiado do Brizola Neto
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A voz do dono, o dono da voz e os donos de tudo.

Acostumado a mandar demitir repórteres com telefonemas, Serra perdeu a paciencia com “os comunistas do Dr. Roberto” do século 21. “Dos meus comunistas, cuido eu”, teria dito “o mais velho”, em plena ditadura, ao “ministro da justiça” (assim mesmo, entre aspas e em minúsculas) Armando Falcão. Embora não sejam mais comunistas e o Dr. Roberto não esteja mais aí, Serra mexeu num vespeiro, muito maior que o cada vez mais frágil jornal O Globo. Mexeu na Globo, no centro de comando da elite brasileira.
Embora a Miriam Leitão tenha ficado publicamente apatetada e se contido – a vingança, como dizia o personagem do Chico Anísio, “será maligna”. A edição do jornal impresso de hoje, que reproduzo aí ao lado, já mostra isso. A foto de um Serra que parece doente, alquebrado, sendo seguro na escada como um inválido que não se sustenta é o tipo de maldade atroz que ele, pela primeira vez, tem de encarar no jornal.
O título é de uma clareza solar. Traduzido, quer dizer: Serra, este é o Serra que queremos. Oposição, não pseudolulista. O império não quer almas pela metade, ele quer a vassalagem incondicional. Ele quer alguém que se ajoelhe em seu altar, renegue e maldiga sua fé passada e proclame sua conversão em alto e bom som, como fez FHC em 1995, ao dizer, já em seu discurso de posse, que vinha para destruir a “Era Vargas” e entregar, como nunca se entregara nem na ditadura, o Brasil aos grupos econômicos daqui e de fora.
Lá dentro do jornal, coube a Lord Merval Pereira colocar a coisa em letras explícitas: fala em ressurreição do ranzinza e de Serra ser o “centralizador” e “mais intervencionista do que Dilma”. Ao lado, seguia a ironia fotográfica, com uma grande foto de Dilma sorridente, ao lado de Antonio Palloci, o “homem de confiança” do mercado nos primeiros tempos do Governo Lula.
Serra tem sorte de que o Dr. Roberto não esteja mais aí, para não correr o risco de sofrer mais um dos “castigos” que gosta de impor aos “insolentes”: ser “demitido” com um telefonema.
Mas vai ter de fazer seus atos de contrição, ficar comportadinho e parar de achar que é alguém com direito a ter posições próprias e pessoais, mesmo que sob a fantasia que os marqueteiros lhe desenharam.
Serra tem que exorcizar de vez suas convicções do passado, sepultar o antigo Serra que pensava no papel do Estado, no desenvolvimento, que, inconformado com a morte que a traição lhe deu, brota em espasmos como o de ontem. Não se lhe exige apenas o papel de agente da direita, querem a conversão completa ao papel que assumiu. De Fausto não se queria parte, mas tudo.
Dante Aligheri escreveu na sua Divina Comédia que, nos umbrais do Inferno havia talhada uma frase: Abandona toda esperança, vós que entrais.
A gauchada, que não leu Dante, se expressa mais claramente: “não te fresqueia, guri”.
Blog do Brizola Neto
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Brizola Neto denuncia o comandante da guerra suja de Serra na internet
Imaginem se o coordenador da campanha de Dilma Rousseff na internet ou o tesoureiro nacional do PT registrassem em seus nomes domínios de páginas web intituladas tucanalha.com.br ou tucanosmentem.com.br, que praticasse diariamente uma guerra suja na internet contra o candidato tucano. Seria notícia nacional, certo? Uma longa matéria no Jornal Nacional, manchetes indignadas nos jornais e portais de internet, comentários irados de colunistas nas rádios e televisões. Quem sabe, um pedido de CPI no Congresso? Pois bem, o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) publicou em seu blog Tijolaço os registros de domínios na internet mostrando que Eduardo Graeff, ex-secretário geral do governo FHC, tesoureiro nacional do PSDB e homem forte da campanha de Serra registrou em seu nome páginas destinadas a promover essa guerra suja durante a campanha eleitoral.
As informações veiculadas por Brizola Neto mostram até onde José Serra está disposto a descer nesta campanha presidencial. “Vou hoje à tribuna da Câmara, desafiar o discurso de bom-moço de José Serra. Toda esta sujeira é feita por seus homens de confiança”, afirmou o parlamentar.
Via RS Urgente
