O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. Bertolt Brecht
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Eu apoio blog sujo!
terça-feira, 20 de abril de 2010
Quanto vale o PP pós-Detran?
Antes que se descobrisse, por aqui, a fraude do Detran, que expôs líderes políticos locais como José Otávio Germano, Antônio Dorneu Maciel, Flávio Vaz Netto, Marco Peixoto, Bira Vermelho e outros, a ala gaúcha do Partido Progressista (PP) fazia um enorme esforço para se diferenciar de sua direção nacional por conta da influência, lá em cima, de Paulo Maluf. Depois do escândalo do Detran, o trabalho passou a ser de recuperação da própria imagem.
Mas mesmo debilitadíssimo, o PP gaúcho mantém, no interior do Estado, uma estrutura grande de prefeitos e vereadores que o faz parecer um parceiro interessante para quem almeja, como José Fogaça (PMDB) ou Beto Albuquerque (PSB), eleger-se governador, ou como Yeda Crusius (PSDB), reeleger-se governadora. A aposta dos três deve estar baseada na confiança de que os adversários não devem explorar os escândalos em seus programas eleitorais.
Em todo o caso, o assédio ao PP continua. E o partido, que apesar do tamanho tem sido linha auxiliar dos governos (à exceção do de Olívio Dutra) desde o fim da administração Jair Soares, vem valorizando o seu passe. Na última segunda-feira (19), decidiu que só embarca na canoa de Yeda se o PSDB aceitar a coligação também na eleição proporcional. Significa que os deputados mais votados da aliança (e não os de cada partido) é que ganharão as vagas obtidas a partir do quociente eleitoral. Como os tucanos são ruins de voto e alguns pepistas já figuraram entre os campeões nas urnas, o grande risco é que o PSDB acabe naufragando de vez no Estado. Reduzida também, fica, por tanto, a chance de coligação.
Contra o apoio à Fogaça pesa o fato de a maioria da base do PP já ter manifestado sua simpatia por Yeda. Mas o ex-prefeito que segundo os municipários da Capital, “desistiu de Porto Alegre”, não perdeu a esperança de, com os ex-arenistas, ampliar seu leque de alianças e seu tempo de propaganda no rádio e na tv. Fogaça terá, ainda, problemas com o PDT, aliado principal. O bafejador Pompeu de Mattos e seus companheiros trabalhistas conhecem muito bem o apetite do PP por cargos de primeiro escalão… E sabem que o preço de um apoio incluirá, no mínimo, três ou quatro secretarias importantes. Para que se tenha uma idéia, no governo Yeda o PP já comandou a Segurança, a Agricultura e a Casa Civil sem falar na Ciência e Tecnologia. Por que razão exigiria menos de Fogaça?
Por fora, corre Beto Alburquerque em cuja boca o PP botou açucar e está prestes a colocar uma dose de remédio azedo. Os progressistas passaram meses insuflando o candidato do PSB muito mais para distanciá-lo do PT do que verdadeiramente para apoiá-lo. Beto que, reconheça-se, vem tendo a coragem de arriscar a continuidade quase garantida de seus destacados mandatos de deputado federal, ainda acredita que pode ter o PP como parceiro, mas as chances são cada vez menores. Aí é o PP quem teme ver sua bancada reduzida. Sem falar na dificuldade de encontrar pontos ideológicos comuns.
Quieto publicamente mas ativíssimo por dentro, está o PPS, primeiro partido a garantir apoio à reeleição de Yeda. A turma do Britto sabe que, como o PSDB, teria enormes dificuldades de eleger deputados caso ocorra a coligação com o PP na eleição proporcional. E que não se subestime a opinião dos “neosocialistas” gaúchos. Britto é conselheiro de Yeda. Odone é o homem dela para a Copa. E Berfran cumpriu muitíssimo bem as tarefas do novo jeito de governar na área do Meio Ambiente.
Nada ainda está decidido, mas a fotografia do momento eleitoral mostra que com o PP em leilão, seus possíveis vencedores terão de fazer difíceis escolhas. A mais difícil, contudo, é a de Yeda, uma governadora com rejeição superior a 50% e cujas chances de sobrevivência oscilam entre a aposta na pouca memória do povo e o extermínio do próprio partido. (Maneco)
Via RS Urgente
terça-feira, 29 de setembro de 2009
PORQUE A GRANDE MÍDIA E O PSDB/DEM NÃO PROTESTAM CONTRA O FECHAMENTO DE RÁDIO E TV EM HONDURAS?
Do Blog MiguelGrazziotinOnLine
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Exmº Sr. "comunista" Roberto Freire
Assisti várias vezes ao Programa Político do seu partido, o PPS, na televisão. Cada vez que assistia mais entusiasmado ficava pela clarividência demonstrada principalmente no que se refere às mudanças na Caderneta de Poupança que, segundo a propaganda, será “mexida como o foi no governo de Collor”. Pena o povo não assistir ao horário político, pois, se o fizesse, poderia salvar as suas economias com essa informação privilegiada. Minha avozinha, embora tenha assistido ao programa, não retirou seu dinheiro da poupança porque, segundo ela, “se um político diz uma coisa é porque vai acontecer exatamente o contrário”. Mas,como dizia, assisti tantas vezes quantas pude ao programa político do PPS porque me emociona muito ouvir um Partido dizer que é decente, embora não acredite que algum vá à televisão dizer que não o é.
Chamou-me a atenção, também, o fato de que “o candidato do Presidente está fazendo campanha enquanto o do PPS está governando...” É, propaganda eleitoral antecipada é muito feio...
Aquela do capitão do navio também foi muito boa. Quem lê a Veja, a Época, a IstoÉ e assiste à Rede Globo sabe que o Brasil está mergulhado na mais negra crise... (Não entendo por que os que assistem às outras redes de televisão e não lêem aquelas revistas sabem que a crise brasileira não é tão grande e acham que o governo está se saindo muito bem...).
Mas era quando aquela senhora dizia que “o PPS é um Partido decente” que eu percebia que ali estava a salvação do povo brasileiro!
Eu vivi um tempo em que trocar de Partido Político era coisa de sem-vergonha. Mas depois as coisas foram mudando e acabou no que aí está. Até mesmo o roubo de uma sigla política – para evitar a reorganização de um Partido -, feito por um dirigente no início da década de 90, já ocorreu... Então, não é sem motivo que, ao saber que o PPS é um Partido decente, fui conhecer a história desse Partido. Foi grande a minha surpresa ao saber que PPS é o codinome do Partido Comunista Brasileiro. Incrível! Os comunistas estão cada vez mais sabidos!
Imensa surpresa também tive ao saber que Nelson Proença, Berfran Rosado, Denise Frossard, Cezar Augusto Busatto, e até o ex-governador Antonio Britto são marxistas...
Ao ler os Estatutos do Partido, mais uma surpresa pois lá está, textualmente:
“ESTATUTO DO PARTIDO POPULAR SOCIALISTA
TÍTULO I
CAPÍTULO I
DO PARTIDO, SEUS PRINCÍPIOS E OBJETIVOS
Art. 1º - O Partido Popular Socialista – PPS, sucessor do Partido Comunista Brasileiro – PCB, fundado em 25 de março de 1922, é uma organização política, com personalidade jurídica de direito privado, com sede e foro em Brasília, Distrito Federal, com prazo indeterminado de duração, e registro definitivo deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 6 de março de 1990, recebendo o número 23 para todos os fins e efeitos eleitorais, se rege, nos termos do artigo 17 e seguintes da Constituição Federal, por este Estatuto e pelo seu Código de Ética e Disciplina.”.
Então, de fato, é um partido marxista e, por conseqüência, marxistas são seus membros.
Sendo o PPS “sucessor do Partido Comunista Brasileiro”, como se explica a existência de um Partido Comunista Brasileiro, também fundado em 25 de março de 1922 e que tem como secretário-geral Ivan Pinheiro e como símbolo a foice e o martelo – logomarca mundial dos Partidos Comunistas? Como se explica ser este “marxista-leninista” enquanto não há essa referência nos Estatutos do PPS?
A conclusão final a que se pode chegar, tendo como base os estatutos dos dois partidos – PPS e PCB – e pelo posicionamento frente ao governo do Presidente Lula, é que o PPS surgiu de uma maquinação pérfida executada por um grupelho que tentou de forma imoral destruir a história do Partido Comunista. Por isso, Sr. Roberto Freire, a “decência” proclamada não é, nem de longe, semelhante à minha decência.
Atenciosamente,
O Velho Comunista



