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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ações de ex-integrantes do governo Yeda seguem em debate na 5ª Vara Criminal de Porto Alegre



O ex-chefe da Casa Civil do governo Yeda Crusius, José Alberto Wenzel, depôs ontem, como testemunha, na 5ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, no processo que o ex-secretário da Transparência, Francisco Luçardo, move contra o ex-ouvidor da Secretaria Estadual da Segurança Pública, Adão Paiani (foto). Luçardo acusa Paiani de ter cometido “crime contra a honra”, por tê-lo acusado de praticar crimes contra a administração pública, como prevaricação, advocacia administrativa e condescendência criminosa, ao não apurar administrativamente denúncias contra Walna Vilarins Menezes (assessora da ex-governadora) e Ricardo Lied (ex-chefe de gabinete de Yeda).
Matéria publicada hoje (26) no jornal O Sul
Em sua defesa, Paiani arguiu o instituto jurídico da Exceção da Verdade e está buscando que provar que suas declarações foram verdadeiras e que Luçardo realmente cometeu os delitos que apontou. Na audiência de terça-feira, Paiani fez dez perguntas a Wenzel:
1. Em que período o senhor participou do governo Yeda Rorato Crusius?
2. Em 13 de março de 2009 o senhor determinou a instauração de sindicância para apurar as denúncias do ex-ouvidor Adão Paiani. Qual foi sua intenção ao instaurar essa sindicância? Qual a base legal para a abertura desta sindicância? Qual seria o objetivo desta sindicância?
3. De quem partiu a ordem para a instauração desta sindicância?
4. Quem compunha a comissão sindicante?
5. O senhor Luçardo, então, presidia a comissão?
6. No seu entendimento, qual a razão desta sindicância haver levado mais de seis meses para ser concluída e, segundo, o senhor Luçardo, haver se atido a fatos ocorridos no âmbito da Ouvidoria e não haver investigado as condutas do senhor Ricardo Lied?
7. Partiu do senhor a ordem para que não fosse aberta sindicância para apurar as condutas de Walna Vilarins Menezes e Ricardo Lied dentro do Governo? Se negativo, quem deu a ordem e qual a razão?
8. Por que razão o senhor desconsiderou o posicionamento do senhor Carlos Otaviano Brenner de Moraes, que discordava tanto da não instauração de sindicância para apurar a conduta de Walna quanto os resultados da sindicância presidida por Luçardo.
9. A escolha de Luçardo para presidir a sindicância foi sua ou da governadora do Estado?
10. A decisão de não investigar Walna e Lied era política? De quem o senhor recebia ordem para não levar adiante procedimentos contra os dois?
Ao responder às perguntas, Wenzel disse não se lembrar dos fatos relacionados a Walna Vilarins e Ricardo Lied, durante o governo Yeda. Diante dessa resposta, Paiani disse que pretende acionar Wenzel judicialmente por falso testemunho (artigo 342 do Código Penal), que consiste em “fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade, como testemunha, perito, tradutor ou intérprete em processo judicial policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”.
Outro ex-secretário da Transparência do governo Yeda, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, também depôs na audiência. Logo após deixar o governo Yeda, em julho de 2009, veio a público um email que o ex-secretário enviou ao jornalista Flávio Tavares dizendo que, enquanto esteve no governo, não conseguiu salvaguardar a transparência e a probidade porque encontrou dificuldades “devido à falta de compreensão, no coração do governo, da essencialidade ética de determinadas decisões”.
No depoimento de terça-feira, segundo a avaliação de Adão Paiani, Carlos Otaviano Brenner de Moraes buscou minimizar as posturas adotadas por seu ex-colega de governo, Francisco Luçardo e tratou como menores as atuações de Walna e Ricardo Lied dentro do governo.
O promotor Amílcar Macedo também compareceu à audiência, mas não pode testemunhar, uma vez que o processo no qual denunciou Ricardo Lied ainda encontra-se sob segredo de justiça e, portanto, está impedido de fazer qualquer revelação a respeito do caso. Diante dessa situação, Paiani pediu que seja oficiado o juiz responsável pelo caso, para que forneça as informações, uma vez que elas são consideradas fundamentais “para sua defesa e para provar as condutas ilegais de Ricardo Lied dentro do governo e que foram ignoradas por Francisco Luçardo”. Uma nova audiência está marcada para o dia 30 de novembro de 2011.
O sargento César Rodrigues de Carvalho, Yeda Crusius e Ricardo Lied ainda não foram localizados para darem seus depoimentos no processo. Em relação à Lied, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MP Estadual tenta localizá-lo há mais de um ano, para intimá-lo a responder à ação civil pública por improbidade administrativa. Tanto César Rodrigues de Carvalho, quanto Ricardo Lied e Yeda Crusius, segundo os oficiais de justiça, encontram-se em lugar incerto e não sabido.

Via RS Urgente

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"Então ele sabia da casa?”

Em um depoimento prestado ao Ministério Público Federal, o ex-presidente do Detran, Sérgio Buchmann, relatou uma estranha conversa que manteve com o então chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, quando foi entregar seu pedido de demissão ao mesmo.

“E o Wenzel disse assim ‘então ele sabia da casa’, e o resto ele não se impressionou com nada, ele só disse assim ‘falou da casa’?”

Quem teria conversado com Buchmann sobre o “assunto da casa”? Segundo o ex-presidente do Detran, trata-se de Genilton Macedo Ribeiro, secretário adjunto da Administração. Genilton Ribeiro teria ido pedir a Buchmann para que calasse a boca sobre “os problemas” do Detran e, entre outras coisas, teria falado sobre a casa da governadora e sobre a partilha de propina no esquema do Detran.

Na sessão de hoje da CPI da Corrupção, foi apresentada uma parte do depoimento de Buchmann ao MPF que não incluiu o trecho referente à casa. O deputado Elvino Bohn Gass (PT) solicitou que, na próxima reunião da CPI, seja apresentado o vídeo onde Buchmann faz tais afirmações.

“Li esta parte do depoimento porque considero revelador que o Chefe da Casa Civil tenha dado mais importância ao tema da casa, que eu presumo seja a mansão da governadora, do que ao pedido de demissão que Buchmann apresentava naquele momento”.

O PT anunciou hoje que apresentará requerimentos para que tanto Wenzel quanto Genilton sejam convidados a depor. Para Bohn Gass, o que Buchmann disse é gravíssimo.

“Segundo ele, Genilton o procurou para mandar que calasse a boca, ou seja, não deveria expor à sociedade os problemas do Detran e, de modo especial, sua posição contrária ao pagamento da famigerada dívida da autarquia com a empresa de guinchos Atento. Contudo, a conversa com Genilton acabou revelando a Buchmann detalhes de toda a fraude do Detran, incluindo até mesmo a casa da governadora. Mas como ele não aceitou ser cúmplice da quadrilha, acabou demitido”.

Foto: Roberto Vinicius

Do RS Urgente

terça-feira, 21 de abril de 2009

Troféus, medalhas e sustentabilidade


Nem só de medalhas vive o governo Yeda. Há também a árdua tarefa da entrega de troféus. Na noite de domingo, a governadora e seu colega catarinense, Luiz Henrique da Silveira, entregaram, em Comandatuba (BA), o Prêmio Lide ao presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, na categoria Personalidade da Comunicação. Além de Sirotsky, também foi homenageado o presidente da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter. Yeda passou o feriadão na Bahia participando do 2º Fórum de Governadores e do 8º Fórum Empresarial, organizado por João Doria Jr., um dos entusiastas do movimento Cansei. O debate central do evento foi sobre “sustentabilidade”. Como sustentar um governo, coisas assim...

A governadora está na Bahia, mas aqui o governo não para. Nesta segunda, Tarsila Crusius, filha de Yeda, e o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, ganharam a Medalha Tiradentes, da Brigada Militar. Novas premiações devem ocorrer nos próximos dias.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A cara da falta de educação


É uma pérola a carta enviada pelo chefe da Casa Civil do governo Yeda Crusius (PSDB), José Alberto Wenzel (foto), às direções das empresas responsáveis pela execução da campanha publicitária patrocinada por sindicatos de servidores públicos. Wenzel ameaça as empresas com medidas judiciais caso a campanha seja levada adiante. Segundo ele, as críticas feitas pelos sindicatos de servidores agridem a imagem, a honra e a dignidade da governadora e de secretários ao acusar o governo de autoritarismo e corrupção. O chefe da Casa Civil deveria estar preocupado com as agressões aos interesses do Estado, vide a manifestação feita hoje pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que recusou um convite para participar da 1ª Expoarroz, em Pelotas, caso a governadora esteja presente. Conforme as declarações do ministro, a governadora é a cara da falta de educação.

Do Blog RS Urgente