O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. Bertolt Brecht
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
A Impostura do Impostômetro dos Marinho
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Transições nos EUA e na China: o Império Global
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| A aliança entre Mao e Nixon: Pequim, 1972 |
Na China, o sistema local -- no qual o Estado é um simulacro formal comandado pelo Partido Comunista, com sua estrutura complexa e aristocrática -- toma forma e ganha um rigor procedimental: o processo de sucessões passa a ser ordenado, previsível, enquanto os mandatos ganham prazo certo e o casuísmo cede lugar à racionalidade de comando e poder. O regime, por óbvio, não é democrático, mas ele também não pretende ser, portanto, uma vez aperfeiçoada sua arquitetura, ela toma a forma de um sistema vertical e hierarquizado bem regrado. Hu Jintao, o sóbrio burocrata que sucedeu Jiang Zeming há dez anos, não deve permanecer como comandante das forças armadas, ao contrário de todos os seus antecessores (que abandonavam a liderança política, mas não o controle militar do país), fato que marca a passagem definitiva da forma pessoal de exercício do poder para a forma sistemática. Em seu lugar, Xi Jinping, um nome de consenso do politburo, filho de um célebre herói revolucionário expurgado na Revolução Cultural.
Depois de ter insistido em compor com os republicanos, que radicalizaram o jogo nos últimos quatros anos, deixando seu governo em xeque, Obama tenta novamente, pela via de negocial, resolver o problema das contas americanas. Depois do segundo fracasso presidencial consecutivo, a questão é saber o que será dos republicanos. Dos democratas, o ponto é saber até que ponto Obama continuará à deriva, sujeito aos ditâmes dos Clinton e os democratas dos anos 90 na defesa e na estratégia geopolítica, enquanto no plano econômico, continua cedendo aos privatistas (sem ter bons resultados, é claro). Os chineses, por outro lado, repetem jargões sobre casos de corrupção nos quais seus líderes estão envolvidos, mas esquecem o que há de essencial no problema todo: a desigualdade social crescente, um capitalismo controlado por burocratas que vivem entre o estatal e o privado.
Enquanto a Europa assiste a tais transições quase paralisada pela insuficiência dos mecanismos europeus em mitigar a crise, vivendo em uma zona de indeterminação na qual nem existe mais autonomia nacional, nem uma estrutura continental efetiva -- mas uma grande zona de transição anódina e disfuncional -- resta cada vez menos dúvidas que é entre os Estados que vacilam e a China que ascende -- nem sempre sobre bases sustentáveis -- que o jogo dos Estados se equilibra e se decide. Muito do que os Estados Unidos são hoje se devem à organização do socialismo chinês produzindo seus bens de consumo, enquanto muito do que a China se deve ao capitalismo americano. Ambos representam as formas últimas das artes de governo liberal e socialista e sua relação, para além da confrontação retórica, é de estreita colaboração para manter a ordem estatal global -- e não ainda o Estado global, mas talvez um dia -- contra a multidão globalizada: são as duas cabeças da mesma estrutura imperial bifronte, seu mecanismo de dívida infinita e seu modo de consumir e produzir.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
A VEZ DOS BRICS

quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O mundo diz NÃO aos dólares “fake” dos EUA

por Eric Margolis, Huffington Post
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Em bofetada que se ouviu em todo o planeta, a agência estatal chinesa de avaliação de créditos acaba de reduzir a avaliação do crédito dos EUA e questionou os EUA como economia líder do mundo.
Em movimento sem precedentes, a China denunciou “a deterioração da capacidade de pagamento” de Washington e previu que a emissão de bilhões em papel-moeda (operação chamada de “flexibilização quantitativa” [ing. quantitative easing] no jargão financeiro) resultará “fundamentalmente em redução da solvência nacional”.
Ah, como os tempos mudaram! Quando eu era menino, meu pai, financista em New York, chamava os títulos duvidosos de “papel chinês”. Seis décadas depois, é a vez da China zombar dos instrumentos financeiros norte-americanos. A China detém hoje a maior fatia da dívida externa dos EUA.
As monarquias sempre sofreram muito para pagar por suas guerras e conquistas. Os impérios espanhol, francês, holandês e britânico ruíram sob o peso financeiro das guerra e das colônias gigantes. Os EUA hoje padecem da mesma doença imperial.
Desde o Egito antigo, o recurso ao qual tradicionalmente recorrem os impérios com problemas de caixa tem sido reduzir a proporção de ouro na cunhagem das moedas, prática conhecida como “clipping”.
Fast forward até Washington, 2010. Hoje, se fala em “flexibilização quantitativa” [ing. "quantitative easing" (QE2)], mas é ainda o mesmo truque tão prestigiado pelos governantes de antigamente.
Washington inundará os mercados financeiros com $600 bilhões de dólares fake, na esperança de que essa maré montante de dinheiro de “Monopólio”, o jogo, consiga arrancar os EUA da recessão. É a segunda rodada de “flexibilização quantitativa”, chamada hoje de “QE2“. E nada tem a ver com transatlântico “Queen Elizabeth 2a“.
Os EUA exportam inflação para o mundo inteiro, para reduzir sua gigantesca dívida, pagando os credores com dólares desvalorizados.
Todo o mundo está furioso com Washington, como se viu claramente na reunião do G-20, semana passada na Coreia do Sul e em Yokohama, Japão.
A União Europeia, o Japão, China, Brasil e Rússia uniram-se na oposição à segunda “flexibilização quantitativa” de Washington, vendo nela uma ameaça à estabilidade financeira e ao comércio global. Também muito significativamente, reagiram contra a tentativa, pelos EUA, de culpar a moeda chinesa desvalorizada, pela instabilidade atual. Não se chegou a nenhum acordo na candente questão do câmbio.
Washington acusou a China de manipular sua moeda para mantê-la subvalorizada. Alemanha e Brasil, para grande embaraço dos EUA, acusaram os EUA de também manipular a própria moeda – o que é plenamente verdade.
O dólar depreciado faz crescer as exportações norte-americanas e prejudica as nações que exportam para os EUA. Os economistas chamam isso de “matar de fome o vizinho” – prática comercial destrutiva e predatória que teve papel importante na depressão mundial dos anos 1930.
A onda de dinheiro fake de Washington está provocando erosão no valor do dólar, principal moeda de troca mundial. Nos dois últimos meses, o dólar norte-americano caiu mais de 6% em relação às principais moedas. Investidores assustados estão correndo para o ouro, que já valorizou 17% em 60 dias.
O governo Obama, que acaba de levar “uma surra braba” [ing. "shellacked", palavra que Obama usou em sua primeira fala depois das eleições (NT)] dos eleitores nas eleições de meio de mandato, e precisa desesperadamente reduzir o desemprego, aposta que mais terapia de choque trará a economia de volta à vida. Mas a dívida interna, gigantesca, já levou ao colapso financeiro de 2008, nos EUA.
A dívida interna dos EUA atinge a cifra estratosférica de 14 trilhões de dólares. Ninguém trata vítima de envenenamento com mais veneno. É quimera imaginar que conquistaremos a prosperidade gastando dinheiro emprestado.
Mas políticos em pânico estão dispostos a tentar qualquer remédio econômico à base de mais veneno de cobra, para salvar a própria pele. Antes de 2007, os EUA viveram à larga, crendo em créditos inexistentes. Esse tempo acabou, mas ninguém se atreveu, até agora, a contar aos eleitores.
Além de desestabilizar o câmbio e o comércio, o maremoto de moeda norte-americana jorra sobre os mercados emergentes, onde os investidores norte-americanos vão em busca de melhores taxas de juro que os miseráveis 0,03% que encontram em casa.
Nos anos 1980, frágeis economias asiáticas foram devastadas, quando ondas de investimento norte-americano avançaram sobre elas e rapidamente saíram de lá. Esse processo volta a acontecer agora, devastando a moeda de outros países, cujas exportações perdem competitividade. Barreiras já se erguem contra esse tipo de investimento predatório em todo o mundo, da China ao Brasil.
O presidente Barack Obama recebeu herança muito maldita do governo Bush. Apesar disso, a resposta que dá hoje nada fica a dever aos desmando bushianos: o projeto econômico de Obama ameaça hoje toda a ordem econômica mundial. A moeda é símbolo nacional mais potente que a bandeira.
De fato, é bem possível que os fóruns econômicos da semana passa na Coreia do Sul e no Japão tenham sido o começo do fim da era do dólar norte-americano, que comandou as finanças e o comércio planetário desde 1945. A fonte primária do poder dos EUA é a economia e a força financeira. O dinheiro tem mais poder que aviões bombardeiros e divisões aerotransportadas.
O dólar continua rei, mas a era de sua supremacia internacional parece estar terminando. À medida que o dólar enfraquece, enfraquece o poder dos EUA no mundo. A culpa por tudo isso é, integralmente, dos políticos norte-americanos e dos oligarcas de Wall Street.
Semana passada, Washington foi varrida por rara onda de bom-senso. Painel presidencial bipartidário sobre redução da dívida pública propôs corte de $4 trilhões nos gastos federais.
No alvo dos cortes propostos, todas as vacas sagradas políticas. O corte proposto na carne da mais sagrada delas – o orçamento militar – é da ordem de $700 bilhões. Um terço das bases militares dos EUA pelo mundo terão de ser fechadas. E terá de haver cortes na seguridade social e nos subsídios para hipotecas; aumento na idade mínima para aposentadorias; e congelamento total de vários dos projetos locais dos quais muitos políticos fazem meio de vida. Além de previsível aumento de impostos.
O ranger de dentes já começou. Infelizmente, cortes de gastos drásticos e impopulares são altamente improváveis, sobretudo num Congresso no qual Republicanos e Democratas estarão em eterno empate. Os EUA precisariam de um ditador econômico, para conseguir implementar todo o Plano de salvação proposto pelo Painel.
A China já tem o seu ditador econômico – por ironia, é o Partido Comunista. Os EUA, mortalmente viciados em guerras e dívidas, só têm paralisia política e fiscal.
Via Viomundo
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Uma nova realidade depois da crise
por Eric Hobsbawm
Texto publicado no jornal La Repubblica em 09 de outubro de 2009. Tradução é de Moisés Sbardelotto.
O “século breve”, o XX, foi um período marcado por um conflito religioso entre ideologias laicas. Por razões mais históricas do que lógicas, ele foi dominado pela contraposição de dois modelos econômicos – e apenas dois modelos exclusivos entre si – o “Socialismo”, identificado com economias de planejamento central de tipo soviético, e o “Capitalismo”, que cobria todo o resto.
Essa contraposição aparentemente fundamental entre um sistema que ambiciona tirar do meio do caminho as empresas privadas interessadas nos lucros (o mercado, por exemplo) e um que pretendia libertar o mercado de toda restrição oficial ou de outro tipo nunca foi realista. Todas as economias modernas devem combinar público e privado de vários modos e em vários graus, e de fato fazem isso. Ambas as tentativas de viver à altura dessa lógica totalmente binária dessas definições de “capitalismo” e “socialismo” faliram. As economias de tipo soviético e as organizações e gestões estatais sobreviveram aos anos 80. O “fundamentalismo de mercado” anglo-americano quebrou em 2008, no momento do seu apogeu. O século XXI deverá reconsiderar, portanto, os seus próprios problemas em termos muito mais realistas.
Como tudo isso influi sobre países que no passado eram devotados ao modelo “socialista”? Sob o socialismo, haviam reencontrado a impossibilidade de reformar os seus sistemas administrativos de planejamento estatal, mesmo que os seus técnicos e os seus economistas estivessem plenamente conscientes das suas principais carências. Os sistemas – não competitivos em nível internacional – foram capazes de sobreviver até que pudessem continuar completamente isolados do resto da economia mundial.
Esse isolamento, porém, não pôde ser mantido no tempo, e, quando o socialismo foi abandonado – seja em seguida à queda dos regimes políticos como na Europa, seja pelo próprio regime, como na China ou no Vietnã – estes, sem nenhum pré-aviso, se encontraram imersos naquela que para muitos pareceu ser a única alternativa disponível: o capitalismo globalizado, na sua forma então predominante de capitalismo de livre mercado.
As consequências diretas na Europa foram catastróficas. Os países da ex-União Soviética ainda não superaram as suas repercussões. A China, para sua sorte, escolheu um modelo capitalista diferente do neoliberalismo anglo-americano, preferindo o modelo muito mais dirigista das “economias tigres” ou de assalto da Ásia oriental, mas abriu caminho para o seu “gigantesco salto econômico para frente” com muito pouca preocupação e consideração pelas implicações sociais e humanas.
Esse período está quase às nossas costas, assim como o predomínio global do liberalismo econômico extremo de matriz anglo-americana, mesmo que não saibamos ainda quais mudanças a crise econômica mundial em curso implicará – a mais grave desde os anos 30 –, quando os impressionantes acontecimentos dos últimos dois anos conseguirão se superar. Uma coisa, porém, é desde já muito clara: está em curso uma alternância de enormes proporções das velhas economias do Atlântico Norte ao Sul do planeta e principalmente à Ásia oriental.
Nessas circunstâncias, os ex-Estados soviéticos (incluindo aqueles ainda governados por partidos comunistas) estão tendo que enfrentar problemas e perspectivas muito diferentes. Excluindo de partida as divergências de alinhamento político, direi apenas que a maior parte deles continua relativamente frágil. Na Europa, alguns estão assimilando o modelo social-capitalista da Europa ocidental, mesmo que tenham um lucro médio per capita consideravelmente inferior. Na União Europeia, também é provável prever o aparecimento de uma dupla economia. A Rússia, recuperada em certa medida da catástrofe dos anos 90, está quase reduzida a um país exportador, poderoso mas vulnerável, de produtos primários e de energia e foi até agora incapaz de reconstruir uma base econômica mais bem balanceada.
As reações contra os excessos da era neoliberal levaram a um retorno, parcial, a formas de capitalismo estatal acompanhadas por uma espécie de regressão a alguns aspectos da herança soviética. Claramente, a simples “imitação do Ocidente” deixou de ser uma opção possível. Esse fenômeno ainda é mais evidente na China, que desenvolveu com considerável sucesso um capitalismo pós-comunista próprio, a tal ponto que, no futuro, pode também ocorrer que os historiadores possam ver nesse país o verdadeiro salvador da economia capitalista mundial na crise na qual nos encontramos atualmente. Em síntese, não é mais possível acreditar em uma única forma global de capitalismo ou de pós-capitalismo.
Em todo caso, delinear a economia do amanhã é talvez a parte menos relevante das nossas preocupações futuras. A diferença crucial entre os sistemas econômicos não reside na sua estrutura, mas sim na suas prioridades sociais e morais, e estas deveriam portanto ser o argumento principal do nosso debate. Permitam-me, por isso, a esse ilustrar dois de seus aspectos de fundamental importância a esse propósito.
O primeiro é que o fim do Comunismo comportou o desaparecimento repentino de valores, hábitos e práticas sociais que haviam marcado a vida de gerações inteiras, não apenas as dos regimes comunistas em estrito senso, mas também as do passado pré-comunista que, sob esses regimes, haviam em boa parte se protegido. Devemos reconhecer quanto foram profundos e graves o choque e a desgraça em termos humanos que foram verificados em consequência desse brusco e inesperado terremoto social. Inevitavelmente, serão necessárias diversas décadas antes de que as sociedades pós-comunistas encontrem uma estabilidade no seu “modus vivendi” na nova era, e algumas consequências dessa desagregação social, da corrupção e da criminalidade institucionalizadas poderiam exigir ainda muito mais tempo para serem combatidas.
O segundo aspecto é que tanto a política ocidental do neoliberalismo, quanto as políticas pós-comunistas que ela inspirou subordinaram propositalmente o bem-estar e a justiça social à tirania do PIB, o Produto Interno Bruto: o maior crescimento econômico possível, deliberadamente inigualitário. Assim fazendo, eles minaram – e nos ex-países comunistas até destruíram – os sistemas da assistência social, do bem-estar, dos valores e das finalidades dos serviços públicos. Tudo isso não constitui uma premissa da qual partir, seja para o “capitalismo europeu de rosto humano” das décadas pós-1945, seja para satisfatórios sistemas mistos pós-comunistas.
O objetivo de uma economia não é o ganho, mas sim o bem-estar de toda a população. O crescimento econômico não é um fim, mas um meio para dar vida a sociedades boas, humanas e justas. Não importa como chamamos os regimes que buscam essa finalidade. Importa unicamente como e com quais prioridades saberemos combinar as potencialidades do setor público e do setor privado nas nossas economias mistas. Essa é a prioridade política mais importante do século XXI.
Via Leitura Global
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Míriam manipula informação, mente, erra todas as previsões, se desespera e parte para o ataque direto contra o governo federal!
Ainda bem que venho documentando o que essa senhora escreve, diariamente, nos seis meses de existência deste blog.Se você clicar aqui lerá toda a fundamentação para as afirmações e juízos enunciados no título deste post.
O mais recente post em seu blog, com o título "Governo esconde números para enganar melhor", é a mostra do desespero de uma pessoa que apostou todas as fichas no pior, manipulou informações o quanto pode - com todo o espaço e audiência que tem na TV Globo, Globo News, Rádio CBN, jornal O Globo e no site G1 -, errou todas as análises e previsões e agora não tem como explicar tudo isso para os seus leitores, ouvintes e telespectadores.
Mudou de assunto, para tentar disfarçar o seu embaraço, e agora, desesperada, vai com tudo para cima do governo Lula no tema Mudanças Climáticas. Assunto que ela sempre menosprezou ao elogiar repetidas vezes as taxas de crescimento do PIB da Índia, da China e da Rússia, com o intuito de desqualificar as taxas de crescimento da economia brasileira, que tem um padrão de desenvolvimento muitas vezes mais sustentado do que o dos países desenvolvidos e os demais do BRIC.
Como é que está preocupada com as mudanças climáticas se sabe que os patamares de crescimento do PIB desses países somente foi possível às custas de muita poluição? Ou ela esqueceu que nas Olimpíadas de Pequim tiveram que paralisar todas as atividades industriais para garantir um mínimo de condições atmosféricas para o evento? (na foto, a poluição diária em Pequim, tão elogiada pela Míriam).
Leiam a que ponto chegou o desespero da manipuladora-mor das informações, no conteúdo do seu blog:
"O Brasil usa dados velhos de propósito. O balanço das nossas emissões é de 1994. Já lá se vão 15 anos. Existem dados mais recentes, mas o Ministério da Ciência e Tecnologia não quer divulgar. É o único ministério do mundo de ciência que é contra divulgação de dados. Normalmente a ciência é a favor da informação.
Por isso quando o Brasil promete metas grandes de redução das emissões e do desmatamento, o que os jornalistas precisam é perguntar com que base se trabalha. Queda em relação a que? O truque do governo está em esconder uma parte dos números. São números divulgados para enganar."
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Tenho que reconhecer que a Míriam é especialista nesse assunto (manipular informação). Mas, nesse caso, ela foi longe demais.
Em seu desespero, ela desqualifica os interlocutores dos demais países na Convenção do Clima de Copenhage, em dezembro próximo, ao passar a idéia de que o governo brasileiro chegará com qualquer número bonito e todos aplaudirão de pé.
Ela pensa que os interlocutores são semelhantes ao seu público, que acredita em qualquer número, afirmação ou juízo que ela faça, ainda que sem fundamentação alguma?
Se os interlocutores são deste nível, que se impressionam com qualquer número que se apresente, é sinal de que eles também mentirão, se comprometendo com qualquer coisa para impressionar a opinião pública mundial. O que fará desse evento um fracasso total!
Fique calma, Dona Míria, porque ou o Brasil apresenta números confiáveis ou o presidente Lula será desmoralizado internacionalmente. Já pensou nisso?
A Míriam não entende nada de mudanças climáticas, muito menos de métodos de monitoramento de desmatamento, considerando as besteiras que fala e escreve.
Nos próximos posts, buscarei fundamentar o juízo emitido acima, já que esse é um assunto que eu entendo um pouquinho, por conta de já ter trabalhado com sensoriamento remoto, onde se utilizam imagens de satélites para interpretações sobre cobertura vegetal, hidrologia, pedologia, sistema viário, entre outros temas cartográficos.
Augusto da Fonseca


