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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ato marca o fim do modelo de pedágios criado no governo Britto


Por Erick da Silva

Acabou o modelo de pedágios privados nas estradas gaúchas, herdadas do governo Britto. Esta é uma luta histórica, que mobilizou comunidades do RS ao longo dos últimos 15 anos contra um modelo extremamente lesivo para as comunidades afetadas por estes pedágios.
Uma dessas praças de pedágios era particularmente lesiva para a população e alvo de duras críticas: a praça de pedágio Farroupilha-Caxias, na RS-122. As críticas eram muitas, tanto pela proximidade entre as duas cidades, pela bidirecionalidade na cobrança, os altos valores, etc. E foi este o local escolhido na manhã desta sexta (31/05) para um ato político simbólico de liberação das cancelas na praça da ERS 122.

O ato marcou oficialmente o fim do modelo de pedagiamento privado nos polos de Caxias do Sul e Lajeado, concedidos em abril de 1998 pelo então governador Antônio Britto. No início da tarde de quarta-feira (29), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região revogou as liminares que asseguravam às concessionárias Convias e Sulvias o direito de cobrança de pedágio nos dois polos até o final deste ano.
O governador disse que o governo tinha a “obrigação moral, política e cívica de devolver essas estradas para a livre circulação da população”. O atual modelo de pedágios, acrescentou, atingem “não apenas o direito de ir e vir, como ainda oneram a produção”. Tarso Genro classificou os contratos que sustentavam esse modelo como “a síntese do escárnio dos governos anteriores e de sua visão política, com o apoio de seus partidos e de importantes órgãos de comunicação”.
Para Tarso, o fim do pedágio, além de “liberar o direito de ir e vir das pessoas”, também representa “uma guinada muito grande nas políticas públicas do Estado”. “Estamos modulando agora as relações público-privadas, tendo como cuidado o predomínio do interesse público e não o privado”.
O chefe do Executivo gaúcho lembrou que, na campanha eleitoral de 2010, assumiu três compromissos em torno desse tema: baratear os pedágios, não prorrogar as concessões e respeitar os contratos. No modelo anterior, defendeu, os pedágios eram excessivamente caros, o que deve mudar com a administração, pela EGR, por meio do sistema comunitário.
A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%. Automóveis particulares terão o valor reduzido de R$ 7,00 para R$ 5,20 e a maior taxa cobrada será de caminhões com 16 ou mais eixos, que pagarão R$ 18,50. “Cada centavo será reinvestido na estrada onde for cobrado”, garantiu o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto.
O Estado entrará com ações na Justiça para que as concessionárias devolvam os recursos arrecadados nos pedágios desde 16 de abril, quando se considera que completaram-se os 15 anos previstos nos contratos. Na avaliação do governo, o Estado não só não deve nada às concessionárias, como estas sequer teriam cumprido as obrigações previstas em seus contratos.
Indiscutivelmente uma importante vitória para todas e todos aqueles que defendem os interesses públicos acima dos lucros privados.
com informações ZH, Correio do Povo, Sul21
 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Os pedágios de lá e daqui: São Paulo e Rio Grande do Sul

Pedágios de lá e daqui
Por Carlos Motta, no Crônicas do Motta
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), deu terça-feira um exemplo do que é uma gestão preocupada com o bem-estar do cidadão: assinou as notificações que confirmam a decisão de não renovar os contratos de concessões de rodovias para operadoras privadas, que vencem ao longo do primeiro semestre do ano que vem. São sete polos rodoviários que haviam sido concedidos em 1998, no total de 1,8 mil quilômetros, dos quais mil quilômetros são de estradas federais que haviam sido delegadas ao Estado e serão devolvidas à União.
Tarso havia assumido o compromisso de acabar com as concessões na campanha eleitoral de 2010, alegando que o modelo adotado há quase 15 anos causou longas polêmicas devido aos valores dos pedágios, considerados altos pelos motoristas, e à falta de obras de expansão e duplicação das rodovias.
Depois do fim dos contratos as rodovias estaduais serão administradas pela recém-criada Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), estatal que pretende reduzir o preço dos pedágios em 30%.
O governo gaúcho avaliava inicialmente que as concessões poderiam ser encerradas apenas no segundo semestre do ano que vem, quando se completariam 15 anos de cobrança efetiva dos pedágios. Posteriormente, verificou que o prazo começou a ser contado no momento da assinatura dos contratos. As concessionárias devem recorrer judicialmente contra o que consideram a antecipação do fim das operações. Segundo Tarso Genro, o governo prefere uma solução amigável, mas o Estado está preparado para enfrentar as empresas em um eventual processo na Justiça.
Enquanto isso, em São Paulo, o governador tucano Geraldo Alckmin, bem ao seu estilo, toca projeto para instituir cobrança eletrônica por quilômetro nas rodovias estaduais, o que na prática vai instituir o pedágio urbano – motoristas que, por um motivo ou outro, precisam passar por pequenos trechos de algumas estradas receberão a fatura no fim do mês.
Pedágio, para os tucanos, como se vê, é coisa séria, um tabu que não pode ser afrontado.
Os valores cobrados ultrapassam os de países do Primeiro Mundo, mas os serviços prestados pelas concessionárias são lastimáveis. Mesmo nas melhores rodovias há poucos veículos de socorro trafegando, a sinalização é deficiente, não se presta quase nenhuma informação sobre as condições de tráfego, não há postos de parada para descanso, não existe nada para impedir que os maus motoristas desrespeitem todas as leis do trânsito e façam das estradas o seu playground particular.
Os postos de pedágio, porém, estão brilhando, bem iluminados, como se fossem novinhos em folha, cada vez com menos cabines de cobrança manual e mais cabines do tal serviço “Sem Parar” – outra picaretagem oficial.

Publicado no Escrevinhador
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domingo, 11 de julho de 2010

Nassif: Cabeças rolam por causa dos pedágios paulistas

Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

Por Luis nassif

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado. 

Via Viomundo

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tarso garante que contratos de pedágios não serão prorrogados

No segundo dia de campanha eleitoral, o candidato da Unidade Popular Pelo Rio Grande (PT, PSB, PC do B, PR, PPL), Tarso Genro, esteve em Caxias do Sul. Tarso estava acompanhado do seu candidato a vice-govenador, Beto Grill, da candidata ao Senado, Abigail Pereira, e de outras lideranças políticas da Serra.

(...)

As atividades na Serra Gaúcha terminaram com uma importante reunião com representantes da Associação dos Usuários de Rodovias (ASSURCOM) e com o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (SETCERGS). O assunto em debate foi pedágios.

Tarso Genro apresentou suas propostas para acabar com os impasses nas concessões rodoviárias do Rio Grande do Sul. Tarso descartou a possibilidade de prorrogar os atuais contratos.

“Nossa posição em relação aos pedágios está dividida nos seguintes pontos:

- Vamos respeitar os contratos que estão em andamento, não haverá gesto unilateral ou ilegal;
- Nós não vamos renovar os contratos;
- O modelo que iremos adotar vai baratear o valor pedágio;
- A comunidade terá controle sobre os pedágios, a movimentação financeira e sobre os investimentos;
- Vamos privilegiar o modelo de pedágio comunitário;
- E iremos eliminar a praça de Farroupilha”, garantiu Tarso.

Os atuais contratos de concessão se encerram em 2013. O atual governo tentou a prorrogação por mais 15 ou 20 anos, mas os gaúchos se mobilizaram e a proposta não entrou em votação na Assembleia Legislativa.

Tarso pediu para que os representantes do SETCERGS e da ASSURCON elaborem um documento para que fique registrado o seu compromisso.

“Em 30 dias vamos realizar um ato político aqui na Região para que ocorra a assinatura deste compromisso”, disse o candidato.


A notícia é do site ideiasparaorscrescer

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Este é o Brasil (pó demais) que Serra pretendia (porque vai levar de goleada da Dilma) fazer

Desde o início da privatização das rodovias de São Paulo, em 1998, foram instalados 112 pedágios nas estradas paulistas - o equivalente a uma praça nova a cada 40 dias. O Estado já tem mais pedágios do que todo o resto do Brasil. São 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais no território paulista, ante 113 no restante do País, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias.

A notícia é do insuspeito Estadão

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mais um "Golpe de Mestre" que deixou em xeque nossa (des)governadora



A nossa mídia guasca adora bajular o poder. Isto é claro por causa das polpudas verbas publicitárias que recebem.
Em Agosto de 2009 o Estado do RS resolveu "se fazer de leitão pra mamar deitado" e entregou as rodovias federais pedagiadas ao Governo Federal. Bastou este lance de pura demagogia e incoerência política (afinal foi um aliado de Yeda, Antônio Britto, quem assumiu as rodovias federais em conluio com seu aliado FHC e quem entregou as rodovias, inclusive as federais, para a fúria arrecadatória das concessionárias de pedágio) para que a "mídia amiga" cantasse em coro a versão de que teria sido um "Golpe de Mestre" de Yeda.
No mês seguinte (setembro) o govero Lula através do Ministério dos Transportes afirmou que não assumiriam as rodovias. Desde lá a questão vinha se arrastando sem uma solução.
Pois bem, agora decisão do Tribunal de Contas manda o Piratini fiscalizar as rodovias pedagiadas que pretendia devolver ao governo federal.
O tão propalado "Golpe de Mestre" se transformou em um xeque-mate que levou Yeda.