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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ato marca o fim do modelo de pedágios criado no governo Britto


Por Erick da Silva

Acabou o modelo de pedágios privados nas estradas gaúchas, herdadas do governo Britto. Esta é uma luta histórica, que mobilizou comunidades do RS ao longo dos últimos 15 anos contra um modelo extremamente lesivo para as comunidades afetadas por estes pedágios.
Uma dessas praças de pedágios era particularmente lesiva para a população e alvo de duras críticas: a praça de pedágio Farroupilha-Caxias, na RS-122. As críticas eram muitas, tanto pela proximidade entre as duas cidades, pela bidirecionalidade na cobrança, os altos valores, etc. E foi este o local escolhido na manhã desta sexta (31/05) para um ato político simbólico de liberação das cancelas na praça da ERS 122.

O ato marcou oficialmente o fim do modelo de pedagiamento privado nos polos de Caxias do Sul e Lajeado, concedidos em abril de 1998 pelo então governador Antônio Britto. No início da tarde de quarta-feira (29), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região revogou as liminares que asseguravam às concessionárias Convias e Sulvias o direito de cobrança de pedágio nos dois polos até o final deste ano.
O governador disse que o governo tinha a “obrigação moral, política e cívica de devolver essas estradas para a livre circulação da população”. O atual modelo de pedágios, acrescentou, atingem “não apenas o direito de ir e vir, como ainda oneram a produção”. Tarso Genro classificou os contratos que sustentavam esse modelo como “a síntese do escárnio dos governos anteriores e de sua visão política, com o apoio de seus partidos e de importantes órgãos de comunicação”.
Para Tarso, o fim do pedágio, além de “liberar o direito de ir e vir das pessoas”, também representa “uma guinada muito grande nas políticas públicas do Estado”. “Estamos modulando agora as relações público-privadas, tendo como cuidado o predomínio do interesse público e não o privado”.
O chefe do Executivo gaúcho lembrou que, na campanha eleitoral de 2010, assumiu três compromissos em torno desse tema: baratear os pedágios, não prorrogar as concessões e respeitar os contratos. No modelo anterior, defendeu, os pedágios eram excessivamente caros, o que deve mudar com a administração, pela EGR, por meio do sistema comunitário.
A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%. Automóveis particulares terão o valor reduzido de R$ 7,00 para R$ 5,20 e a maior taxa cobrada será de caminhões com 16 ou mais eixos, que pagarão R$ 18,50. “Cada centavo será reinvestido na estrada onde for cobrado”, garantiu o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto.
O Estado entrará com ações na Justiça para que as concessionárias devolvam os recursos arrecadados nos pedágios desde 16 de abril, quando se considera que completaram-se os 15 anos previstos nos contratos. Na avaliação do governo, o Estado não só não deve nada às concessionárias, como estas sequer teriam cumprido as obrigações previstas em seus contratos.
Indiscutivelmente uma importante vitória para todas e todos aqueles que defendem os interesses públicos acima dos lucros privados.
com informações ZH, Correio do Povo, Sul21
 

domingo, 28 de agosto de 2011

Falácias, amnésia seletiva e má sociologia da RBS deseducam o “Rio Grande”

Eu quase não acreditei quando enxerguei a manchete do jornal Zero Hora deste domingo (28): “Gosto pelo confronto emperra o Rio Grande”. Ainda isso? Não é possível. Mas o grupo da RBS não desiste de sua tarefa de deseducar a população do Rio Grande do Sul: “Falta de consenso em temas importantes trava o desenvolvimento do Estado, que está ficando para trás em comparação com outras unidades da federação”. Não se trata apenas de uma incursão sociológica equivocada. É uma tese falsa que consegue a proeza de tirar conclusões sobre a situação econômica do Estado sem tratar de economia. Os problemas do “Rio Grande” seriam “uma cultura que valoriza o conflito, a polarização ideológica, a atmosfera de discórdia e a força do corporativismo”.
É verdade. A economia do Rio Grande do Sul vem perdendo terreno no cenário nacional, não acompanhando o crescimento médio registrado no país. Mas não é possível analisar esse problema sem levar em conta dados objetivos sobre a economia do Estado. Chega a ser constrangedor ter que afirmar isso. Até onde minha memória alcança, esse discurso foi inaugurado pela RBS no governo Olívio Dutra (PT) que, do início ao fim, foi caracterizado pelos veículos dessa empresa como um “governo do conflito”. Há um editorial inesquecível de Zero Hora, no dia seguinte à vitória de Germano Rigotto (PMDB), na eleição para o governo do Estado em novembro de 2002: o jornal comemora a derrota do “governo de conflito” e saúda a chegada do “governador pacificador”, que iria recolocar o “Rio Grande” nos trilhos.
Não recolocou. Rigotto fez um governo apático, sem grandes conflitos ou realizações. Há uma amnésia permanente nas matérias editorializadas da RBS sobre o “Rio Grande”. Uma amnésia que anda de mãos dadas com uma postura de tirar o corpo fora. Esses textos “esquecem” que a RBS tomou posições claras nas últimas décadas, defendeu propostas, projetos e determinados governos. Aliás, não só defendeu como participou ativamente dessas escolhas como ocorreu durante o processo de privatizações do governo Britto (PMDB), onde participou da compra da empresa telefônica do Estado. Na época, a RBS prometeu ao “Rio Grande” em seus editoriais que as privatizações, a vinda da GM, a guerra fiscal e a renegociação da dívida do Estado feita pelo governo Britto iriam colocar o Estado em um novo patamar de desenvolvimento. Não deu certo, assim como a pacificação de Rigotto e como o choque de gestão de Yeda Crusius (quando, aliás, um dos fiadores da pacificação de então era o coronel Mendes).
Naquele período, a tese da “mania do conflito” ainda não existia. Ela surgirá com o governo seguinte e, a partir daí, passará a ser afirmada e reafirmada até hoje. O Rio Grande do Sul teria perdido posições em relação a outros Estados por que aqui há um gosto pelo confronto, que teria suas origens na Revolução Farroupilha. A alternância de governos e de projetos é apontada como uma erva daninha, como se, em outros Estados da Federação não houvesse tal alternância. Em três páginas de matéria, não há uma única menção à manutenção de uma matriz produtiva que ignorou as mudanças na economia mundial. O sucateamento do setor calçadista, por exemplo, não tem nada a ver com o “gosto pelo confronto”, mas sim com a concorrência massacrante da indústria chinesa e de outros países asiáticos.
Entrevistei dias atrás, para o jornal Adverso, da Adufrgs Sindical (Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre), o professor Luiz Augusto Estrella Faria, técnico da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e professor associado da UFRGS nos cursos de pós-graduação em Economia e em Estudos Estratégicos Internacionais. Entre outras coisas, Faria fala sobre a decadência da economia gaúcha e aponta alguns elementos que não frequentam a má sociologia do grupo RBS:
O Rio Grande do Sul vive uma semi-estagnação desde nos anos 80. O Estado teve poucos momentos de crescimento neste período. É verdade que todo o Brasil viveu duas décadas perdidas em termos de crescimento, mas, mesmo assim, isso foi pior no Rio Grande do Sul, na média. Com exceção do início dos anos 2000, quando o Estado teve uma media de crescimento maior que a do Brasil, na década de 90 tinha sido pior e na segunda metade dos anos 2000 voltou a ser pior que a média nacional. Historicamente, o Estado sempre teve algo entre 7 e 8% do PIB brasileiro. Hoje estamos entre 5 e 6%.
A economia do RS não se modernizou neste período e ficou, em larga medida, vinculada a alguns setores tradicionais que passaram a crescer pouco por razões diversas. Durante boa parte desse período, os preços dos produtos agropecuários atravessaram uma fase ruim. Só foram melhorar na segunda metade dos anos 2000. Então, foram cerca de 15 anos com preços ruins para soja, milho, arroz e carne. Isso afetou um setor que, no RS, pesa mais do que a média nacional, que é a agropecuária. Além disso, a nossa indústria é, predominantemente, de pequeno e médio porte e vinculada a setores particularmente vulneráveis à competição da Ásia, principalmente.
O maior segmento da indústria gaúcha no início deste período era o calçadista. Hoje, ele praticamente sumiu do mapa, sufocado pela concorrência asiática, que produz o mesmo tipo de calçado, as mesmas grifes tradicionais, em condições de produção muito mais baratas, pois trabalha em uma escala gigantesca. Nós temos aqui pequenas empresas de calçado e lá tudo é mega. Há empresas com dezenas de milhares de trabalhadores fabricando calçado. Esse nível de escala dá um poder de competição gigantesco. Não dá para achar que podemos produzir com uma escala chinesa.
É pedir muito que, em uma matéria que pretende analisar a situação econômica do Estado, se utilize dados econômicos objetivos? Para os editores de ZH, aparentemente é. Mas isso não ocorre por acaso. A má sociologia é alimentada por uma postura arrogante que não reconhece os próprios erros e da “elite” econômica que esse grupo midiático representa. Uma “elite” que foi incapaz de ler as mudanças na conjuntura nacional e mundial e que sempre manteve um discurso hostil ao Estado, a não ser, é claro, na hora de pedir generosas isenções fiscais. A RBS se coloca do lado de fora do jogo, como se fosse um ente a-histórico a pairar sobre o “Rio Grande” e a explicar ao povo gaúcho o que ele deve ou não fazer. Suas escolhas políticas e econômicas permanecem sistematicamente dentro do armário. Isso é fundamental para que volta e meia Zero Hora venha nos alertar para os riscos da “mania de conflito” e do “gosto pelo confronto”. A RBS tem responsabilidade direta sobre várias das escolhas políticas e econômicas feitas no Rio Grande do Sul nas últimas décadas. E, sistematicamente, faz de conta que não tem nada a ver com isso. Talvez seja essa mistura de má fé, amnésia seletiva e má sociologia que esteja emperrando o “Rio Grande”. 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Azaléia ou Azarléia?

By Kayser
By Simch

Britto deu R$50 milhões para a Azaléia. E depois foi ser presidente da própria quando os gaúchos o mandaram para casa (nossa, quanta coincidência!). Agora ela simplesmente abandona  de vez o estado que sempre lhe deu guarida.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Britto, Yeda e o golpe das estradas

Já foi assim quando o governador do Rio Grande do Sul era Antonio Britto (hoje lobista das indústrias de drogas). Seu governo liquidou parte significativa do patrimônio público gaúcho e, para tentar garantir a reeleição, abriu inúmeras frentes de obras sem o devido amparo orçamentário que garantisse a sua conclusão. Era a primeira vez que o povo gaúcho se tornava vítima do Golpe das Estradas.

O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT), à época deputado estadual, conta que na sua cidade, Santo Cristo, a comunidade reivindicava há anos uma ligação asfáltica com o município vizinho, Alecrim. O governo Britto prometeu que faria a estrada e, quase no final da gestão, o PMDB, partido do governador, armou uma cerimônia com fogos e banda para o anúncio do início da obra. Várias retroescavadeiras foram estrategicamente postas ao lado do palanque das autoridades para facilitar o trabalho dos fotógrafos. Bohn Gass era o único deputado de oposição presente e Britto olhava fixamente para ele enquanto discursava que a conclusão daquela obra seria uma resposta aos adversários políticos que criticavam seu governo. Resumo da ópera: tão logo o circo foi desmontado, as máquinas foram retiradas e só apareceram novamente no governo Olívio, a quem coube fazer a estrada. A cena se repetiu em todos os cantos do Estado e não é de se duvidar que ainda hoje existam placas enferrujadas com o slogan do governo Britto em alguma estrada sem asfalto Rio Grande a fora.

O golpe das estradas de Britto não funcionou. Britto perdeu a eleição e quatro anos depois, quando tentou voltar ao cargo, ostentou um nada honroso terceiro lugar na eleição e nunca mais se candidatou a nada.

Passados oito anos, o povo gaúcho elegeu Yeda Crusius que, em campanha, prometeu um jeito novo de governar mas que, em menos de 100 dias, provou-se tão arcaico e suspeito quanto o do homem que ela escolheu para ser seu conselheiro-mor: ele mesmo, Antonio Britto. O governo Yeda… bem, basta que se diga que ela bateu todos os recordes de rejeição da história das pesquisas de opinião no Brasil para que se tenha uma ideia do que foi aquilo. Mas Yeda não se deu por vencida e, agarrada à teimosia e à arrogância que marcaram sua administração, jogou-se no pleito. E embora ninguém saiba se foi de Britto a sugestão de reeditar o Golpe das Estradas, o certo é que a tucana tentou repeti-lo com tantas semelhanças que não pode ter sido mera coincidência. Como Britto, ela usou dinheiro de privatizações (das ações do Banrisul) para iniciar obras em todo o Estado e, assim, quem sabe, recuperar o enorme desgaste de seu governo e dela própria. Mas como o primeiro, o segundo Golpe das Estradas não deu em nada. E por uma dessas ironias do destino, Yeda acabou no mesmo nada cômodo terceiro lugar de Britto na eleição.

Beto Albuquerque, secretário estadual de Infraestrutura e Logística do governo Tarso Genro, que sucedeu Yeda, é quem agora precisa explicar aos prefeitos e às comunidades que pedem a conclusão das obras, que elas foram iniciadas sem que houvesse dinheiro para terminá-las. E que o governo Yeda sabia disso. Beto tem preferido usar números. Diz que a média histórica de investimentos do Estado em obras é de R$ 300 milhões/ano e que o governo Yeda, no apagar das luzes, fez contratos que, somados, ultrapassam os R$ 900 milhões ou mais, criando assim a ilusão de que o Rio Grande do Sul, com ela, se transformaria num enorme canteiro de obras. Mais falso do que isso, só mesmo as desculpas que a ex-governadora dava quando era chamada a explicar sua ligação com os grupos acusados de formar quadrilhas para roubar meio milhão de reais nas fraudes do Detran e… das grandes obras. (Maneco)


Via RS Urgente

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Antônio Britto em alta rotatividade

O ex-governador Antônio Britto é um executivo de alta rotatividade. Após sair à francesa do Estado em 1998, deixando a trasmissão do cargo de governador para Olívio Dutra sob a responsabilidade do então vice-governador Vicente Bogo, Britto acumula várias passagens pela privada, pela iniciativa privada (aahahaah).

Em 2003, Britto ingressou como executivo da Azaléia Calçados, e foi alçado diretor-presidente da empresa, com a morte do então presidente da Azaléia, Nestor de Paula. Em 2005, envolveu-se em uma polêmica nacional, ao fechar uma unidade da fábrica no Rio Grande do Sul, demitindo 800 funcionários, ao mesmo tempo que abria uma unidade na China. Desgastado com os herdeiros de Nestor de Paula, por conta de um relacionamento conflituoso, no final de 2006 anunciou seu desligamento da Azaléia, por demissão.

Em 2008, a operadora Claro, do mexicano Carlos Slim (América Móvil), também dono da Embratel, contratou o ex-governador como um dos vice-presidentes da empresa. Britto atuava na área de assuntos corporativos, com o objetivo de organizar as relações da empresa com os públicos externos e com o Congresso (hummmmmmm).

Desde o primeiro dia de governo de Yeda Crusius, Britto atuou com um conselheiro informal da ex-governadora, numa espécie guru, apontando o caminho "certo" (aahahahahhaha) para aquela senhora que já foi tarde.

Em maio de 2009, Britto assumiu a presidência da Interfarma, entidade que representa a indústria farmacêutica. O convite havia sido recusado há mais de um ano, mas agora a Interfarma fez uma proposta que o ex-governador considerou “irresistível”. Britto, segundo informações coletadas, foi contratado a peso de ouro, e "coincidentemente" o Ministério da Saúde e as indústrias de remédios debatem a concessão de patentes para fórmulas polifórmicas (o polimorfismo se refere a diferentes formas de uma mesma substância química que pode ser utilizada na fabricação de medicamentos).

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) tem posição favorável à concessão dessas patentes polimórficas, o que contraria a posição do Ministério da Saúde, que alerta que isto pode comprometer o crescimento da indústria dos genéricos e encarecer os remédios, em especial, àqueles usados pelas farmácias e hospitais do Sistema Único de Saúde. Segundo meu colega João Manoel (o Maneco), para bom espremedor, meia laranja basta. Ou seja, se o debate está no campo político, parece óbvio que a contratação de Britto – que como homem público sempre foi um fervoroso privatista – tenha se dado muito mais pelas suas capacidades (lobísticas?) nesta área do que, propriamente, por seus dotes de executivo. Afinal, ele não para mesmo muito tempo em empresa nenhuma.

Segundo o Ministério Público eleitoral a Interfarma é uma entidade de classe, o que não permitiria tais contribuições.Com isso, tenta anular a aprovação da contas de candidatos que recebram doação da entidade. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul entende que, por não receber verbas públicas, a Interfarma não pode ser considerada entidade de classe. O certo é que temos que ficar atentos aos movimentos dessa entidade e de seu executivo de alta rotatividade. Britto conhece muito bem os caminhos do Congresso Nacional.

Campanha eleitoral 2010

Fiz uma rápida pesquisa no TSE para verificar o quanto e para quem a Interfarma fez doações na campanha eleitoral aqui na terra guapa. Abaixo estão os candidatos beneficiados pela Interfarma, que está sob o Cnpj 31.118.508/0001-12.

100.000,00 MANUELA PINTO VIEIRA D AVILA PC do B
150.000,00 OSMAR GASPARINI TERRA PMDB
50.000,00 RENATO DELMAR MOLLING PP
150.000,00 DARCÍSIO PAULO PERONDI PMDB
50.000,00 ONYX DORNELLES LORENZONI DEM








Do Blog Tomando na Cuia

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A falência do discurso que defende a venda de bens públicos para resolver problemas públicos

Do RS Urgente


O texto que abre a coluna de hoje de Rosane de Oliveira em Zero Hora é um bom resumo da falência do discurso que vem, na maior parte do tempo, governando o Rio Grande do Sul nas últimas décadas. A jornalista defende o projeto de venda de uma área equivalente à metade do Morro Santa Tereza, argumentando que somente em um “Estado ideal” a referida área poderia ser preservada como uma área pública, como “uma imensa área verde”, exemplifica. Como o Rio Grande do Sul não é um Estado ideal é preciso passar o terreno nos cobres. O discurso não é novo. Trata-se da mesma lógica argumentativa que justificou, por exemplo, as privatizações implementadas pelo governo Antônio Britto (PMDB). Aliás, para o campo político que governou o Estado em 12 dos últimos 16 anos, a única forma de enfrentar a “falência do Estado” é enfraquecendo ainda mais o Estado, vendendo patrimônio público, desmontando políticas sociais, implantando choques de gestão onde as primeiras vítimas são a educação, a saúde e a segurança. E, quanto mais o Estado fica enfraquecido, mais se usa o discurso da “falência do Estado” para enfraquecê-lo ainda mais.

Depois, diante dos problemas agravados por esse aprofundamento da “falência do Estado” dilui-se a responsabilidade numa história que não tem nomes nem partidos. Os problemas viram problemas de “sucessivas administrações”. Essas administrações só têm nomes e certidão de batismo quando ousam tocar outra música.

“O Rio Grande do Sul não é um Estado ideal. Não se pode mais esperar por soluções mágicas”, escreve a colunista de ZH. Essa é a disjuntiva apresentada como sendo expressão do realismo e do bom senso. Quem se opõe ao projeto da venda de metade do Morro Santa Tereza, por suspeitar que as motivações do projeto têm mais a ver com desejos imobiliários do que com qualquer outra coisa, é adepto de “soluções mágicas”. Só com a venda da área o Rio Grande do Sul encontrará solução para o atendimento de seus adolescentes infratores.

Sem vender o terreno, como financiar a reestruturação? – pergunta Rosane de Oliveira. Ou, dito de outro modo, sem vender patrimônio público como financiar políticas públicas? Esse discurso empoeirado e anacrônico vem sendo repetido monotonamente nas últimas décadas.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Fator Mariza Abreu indica estratégia do PIB gaúcho para seguir mandando no Palácio Piratini


O chamado alto PIB gaúcho (Gerdau, RBS & Cia) não desistiu de reduzir o Estado do Rio Grande do Sul a um mero gerente de seus negócios privados. Desde o governo Antônio Britto - com um intervalo de quatro anos, onde declarou guerra ao governo Olívio Dutra – o PIB guasca implementa sua agenda de privatizações, Estado mínimo e choque de gestão. A eleição de Yeda Crusius (PSDB) foi um acidente de percurso. As fichas estavam todas depositadas na reeleição de Germano Rigotto (PMDB), mas a soberba, entre outras coisas, acabou colocando a tucana no Palácio Piratini. Deu no que deu: um governo atolado em denúncias de corrupção e trapalhadas, desde o início. Yeda, no entanto, cumpriu um compromisso central com o PIB gaúcho: seguiu desmontando o Estado e subordinando o público ao privado.

Mas a atual governadora não é uma pessoal confiável aos olhos dos Gerdaus e Sirotskys da vida. Por isso, agora, as fichas vão para a candidatura do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. E alguns nomes importantes que estiveram com Yeda já desembarcam na campanha de Fogaça. É o caso de Mariza Abreu, ex-secretária de Educação do governo tucano, que declarou apoio à candidatura do PMDB. Ela sonha em voltar ao cargo na Secretaria de Educação para terminar o serviço que não conseguiu implementar: as “reformas” na educação pública gaúcha, que, até aqui, significam basicamente supressão de direitos de professores e funcionários da rede estadual de educação. O choque de gestão na educação é um antigo sonho de Gerdau e outros empresários gaúchos. Acham que, com Fogaça, terão uma nova chance.

Em um artigo publicado em 11 de janeiro de 2009, no jornal Zero Hora, o economista Gustavo Iochpe rasgou elogios a Mariza Abreu e identificou quais seriam os desafios para a educação gaúcha: “combater a inércia, a letargia, os interesses corporativos arraigados”. Ou seja, dito de outro modo, o problema está nos professores e professoras preguiçosos e corporativistas. Isso foi dito – e repetido – assim, sem qualquer ambigüidade. “Finalmente, o Rio Grande tem uma secretária da Educação com uma visão correta do futuro da nossa educação e disposta a empreender essas reformas. É Mariza Abreu”, anunciou Iochpe, lamentando que ela não teria respaldo do governo para cumprir essa missão. O apoio precoce da ex-secretária a Fogaça já sinaliza o programa e a estratégia da direita gaúcha para seguir no Palácio Piratini.


Do RS Urgente

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mais um "Golpe de Mestre" que deixou em xeque nossa (des)governadora



A nossa mídia guasca adora bajular o poder. Isto é claro por causa das polpudas verbas publicitárias que recebem.
Em Agosto de 2009 o Estado do RS resolveu "se fazer de leitão pra mamar deitado" e entregou as rodovias federais pedagiadas ao Governo Federal. Bastou este lance de pura demagogia e incoerência política (afinal foi um aliado de Yeda, Antônio Britto, quem assumiu as rodovias federais em conluio com seu aliado FHC e quem entregou as rodovias, inclusive as federais, para a fúria arrecadatória das concessionárias de pedágio) para que a "mídia amiga" cantasse em coro a versão de que teria sido um "Golpe de Mestre" de Yeda.
No mês seguinte (setembro) o govero Lula através do Ministério dos Transportes afirmou que não assumiriam as rodovias. Desde lá a questão vinha se arrastando sem uma solução.
Pois bem, agora decisão do Tribunal de Contas manda o Piratini fiscalizar as rodovias pedagiadas que pretendia devolver ao governo federal.
O tão propalado "Golpe de Mestre" se transformou em um xeque-mate que levou Yeda.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O franciscano "fazedor de votos"

Esclarecedora esta postagem do blog La Vieja Bruja. Prestem atenção nos diálogos:

O RS Urgente repercutiu a entrevista concedida hoje, 14, pelo deputado federal progressita José Otávio Germano ao programa Gaúcha Hoje, na Rádio Gaúcha, apresentado pelo jornalista Antonio Carlos Macedo. José Otávio Germano é réu, ao lado da governadora Yeda Crusius (PSDB), na ação civil pública de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ambos e mais 7 integrante do novo jeito de governar.

Macedo - que se declarou eleitor de José Otávio Germano -, em determinado momento da entrevista, acusa o deputado de ofender a inteligência do público, referindo-se à sua insistência na versão das senhas para votação no Grêmio a fim de explicar uma suposta discussão sobre valores da propina que, segundo o MPF, dividia com outros integrantes do esquema do Detran:


José Otávio Germano, em determinado momento da entrevista concedida ao seu eleitor - que também revelou "quase ter trabalhado" com o deputado -, retrucando temerária afirmação de que será absolvido das acusações que lhe foram imputadas pelo MPF e reeleito, sustenta ser uma bondosa alma completamente desapegada de coisas mundanas como, por exemplo, eleições:

- "(...) Macedo, reeleito ou não, meu irmão, me desculpe, não é o importante para mim nesse momento (...) eu não me preocupo com eleição, meu deus do céu... já alcancei tudo que podia alcançar... não tenho mais preocupação eleitoral, não tenho mais preocupação política (...)".

Não era assim, no entanto, que pensava o referido deputado há alguns meses atrás, como veremos abaixo.



Em 09 de janeiro do ano passado, Antônio Dorneu Maciel narrou a José Otávio Germano, em longa conversa, daquelas que só se têm com amigos muito íntimos, o diálogo que tivera com Antônio Britto, ex-governador do RS (1995-1998), a respeito de assuntos políticos de interesses progressistas e peemedebistas. Para Britto, a CPI então recém instalada - A CPI do Detran fora instalada em dezembro de 2007 - tinha o objetivo político de atingir a governadora, devido sua proximidade a Lair Ferst, donde não se seguiriam motivos para maiores preocupações.

José Otávio Germano pergunta a Maciel se Britto "(...) tá fora ou ele se faz que tá fora?", muito provavelmente em referência a articulações para a nomeação de Cézar Busatto para a Casa Civil. Maciel, por sua vez, responde que acha que "ele se faz...". O deputado, então, questiona Maciel sobre a possibilidade da nomeação de Busatto ser "coisa dele", ainda em referência a Britto, e Maciel responde que o ex-governador teria garantido que não, pois em conversa que teria tido com a governadora - que teria lhe pedido que convencesse Busatto a aceitar o cargo -, afirmou não o ter convencido, embora tenha sentido "que o Busato queria...":


O problema maior para a consecução dos objetivos da articulação, segundo Maciel, seria ela, em provável referência à governadora. O que soa estranho na fala de Maciel é a afirmação de que o ex-governador Antônio Britto estaria muito preocupado com o futuro da articulação então em construção, embora "Busatinho" seja "jeitoso" e "habilidoso":


Na sequência, José Otávio Germano questiona Maciel sobre "os nossos assuntos". "E os nossos assuntos hein? andaram alguma coisa?", referindo-se ao levantamento das assinaturas necessárias para a criação de uma CPI contra o PT, a fim de abafar as investigações da comissão parlamentar de inquérito então em curso, a CPI do Detran. Maciel, então, responde positivamente e elogia a atuação de "Marchesan" - muito provavelmente o deputado estadual tucano Nelson Marchezan Júnior - e de "Jerônimo" - muito provavelmente o deputado estadual progressista Jerônimo Goergen -, além de confirmar que com o deputado progressita Pedro Westphalen "está tudo certinho", destacando a necessidade de se "pegar uma boa assessoria jurídica", retomando o argumento de Otomar Vivian - segundo o qual, relembramos, "duas coisas seriam fundamentais no processo de preparação do partido para o enfrentamento da CPI. Uma delas seria 'um assessoramento jurídico de qualidade, fora da Assembleia' - numa referência ao próprio trabalho de 'Serginho", indicado por 'Zé Otávio', 'Otomar', 'Celso' e 'Maciel' para assessorar o partido na CPI por ser 'uma pessoa de confiança, (...) leal ao partido' - e outra seria a 'área de imprensa', uma vez 'que nós temos que ter um alguém que tenha jogo de cintura, que conheça os formadores de opinião (...)'" -, atual chefe da Casa Civil do novo jeito de governar:


Segundo Maciel, ainda dirigindo-se a José Otávio Germano, o ex-governador Antônio Britto teria elogiado "Boschi", "este que está cuidando de ti...", e que "um nome um pouquinho mais abaixo aí é o brozoza":


O deputado progressista apostava que a CPI do Detran teria vida curta, tese que encontra eco em Maciel, que ressalva, somente, que isso "só depende do plenário dela", não sem destacar que ela, a governadora, teria achado que a ideia da CPI contra o PT, então em articulação por progressistas a fim de prejudicar o trabalho da CPI do Detran, fora "muito boa":


José Otávio Germano, então, demonstra uma certa irritação com o comportamento da governadora e ameaça "começar a falar", provavelmente em represália, afirmando que "essa mulher tem que...", sendo prontamente repreendido por Maciel, que afirma ser "hora de ficar quieto (...) porque o Britto acha que se forem mexer... se a CPI for pra entrar nela... vai direto nela... vai nela... se mexer com o Lair vai nela (...) ele acha que só tem um sentido essa CPI... que é política né", livrando-os de maiores responsabilidades:


A conclusão do desinteressado deputado é a de que, em função da CPI do Detran supostamente ser direcionada contra ela, tese então defendida por Antônio Britto, a governadora teria que "cuidar da gente, né...". Maciel concorda com Germano, mas ressalva que esse tipo de coisa é algo que deve ser dito pessoalmente, e não através dos jornais:


É aí, então, que o deputado José Otávio Germano, encerrando a conversa, deixa claro o quanto as eleições significam pouco em sua vida. Faltando, à época, mais de dois anos para as próximas eleições, que ocorrerão somente no ano que vem, o deputado afirma o que se segue, sugerindo um comportamento tão natural em sua forma de fazer política, se é que o que faz pode ser assim chamado, quanto sua capacidade de apresentar, em suas justificativas, argumentos que troçam da inteligência alheia:

- "bom, eu vou começar minha campanha e pronto...cuidar de fazer votos... de novo...":



Maciel, então, refere-se ao deputado de uma maneira carinhosa, típica de amigos íntimos e desinteressados das coisas mundanas. Uma coisa quase franciscana:


O diálogo acima - retirado por La Vieja das páginas 261/268 e 444-445 do segundo volume da ação civil pública de improbidade administrativa movida pelo MPF contra José Otávio Germano, a governadora e mais sete integrantes de seu novo jeito de governar -, para o MPF, "é deveras esclarecedor da extensão do envolvimento dos réus no esquema improbo e fraudulento de desvio de verbas do DETRAN, notadamente quanto ao envolvimento da governadora do Estado, Yeda Crusius, e do deputado federal José Otávio Germano".

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Yeda “investe” R$ 34 mil na UERGS e articula ajuda milionária para GM


O déficit zero, decantada conquista do governo Yeda Crusius, é um discurso que se esboroa diante da realidade que nos apresenta escolas de lata e postos de saúde cheios de goteira. Só um número, revelado esta semana, dá conta do embuste: no orçamento para 2009, que Yeda jurava ser realista, seus técnicos previram um gasto de R$ 37 milhões com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), mas até o mês de julho, nem um quarto (24%) deste dinheiro foi aplicado na universidade. Pior, no item “investimentos” o Estado gastou 1%. Isto mesmo, um por cento (!) o que equivale a míseros R$ 34 mil reais para a manutenção e a melhoria de dezenas de unidades espalhadas pelo Estado inteiro.

São dados da Secretaria da Fazenda que revelam muito mais do que cifras; revelam, na verdade, a opção política de um jeito de governar tucano nem um pouco novo porque já foi visto em nível federal com Fernando Henrique quando as universidades públicas foram sucateadas. Yeda tem horror à idéia de fortalecer a UERGS não só porque ela foi criada pelo governo Olívio Dutra, mas porque foi criada para dialogar com o desenvolvimento endógeno, capacitar a produção local e não para moldar futuros peões das ultrapassadas indústrias de segunda geração do tipo montadoras de automóveis.

E por falar em General Motors, já tramita na Assembleia Legislativa um benevolente projeto de lei em que Yeda concede maravilhosos incentivos fiscais à montadora. A oposição, premida pelo temor de que qualquer movimento mais brusco de reação seja ordinariamente noticiado como uma “Ford 2″, atua com todo o cuidado. A idéia é demonstrar ao povo gaúcho que o que Yeda está oferecendo à GM em isenção de impostos, se fosse aplicado, por exemplo, no setor moveleiro, calçadista ou nas cooperativas e no setor primário, geraria mais empregos, mais renda e, por conseguinte, mais desenvolvimento ao Rio Grande do Sul. A benesse de Yeda representa alguns bilhões a menos nos cofres públicos e, na ponta do lápis, significa que todo o comemorado investimento da montadora no Estado, será completamente pago… pelo povo gaúcho. (Maneco)

Foto: Yeda e Britto reunidos ontem em São Paulo. Qualquer semelhança entre seus governos não é mera coincidência. (Jefferson Bernardes/Palácio Piratini)

Do RS Urgente

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nomeação de Busatto em Canoas é Inaceitável

Fiquei sabendo pelo Blog RS Urgente que o prefeito de Canoas Jairo Jorge (PT) pretende nomear o César Bu$atto (aquele mesmo, que foi gravado por Paulo Feijó dizendo coisas inomináveis e que se escondeu este tempo todo nos EUA) para uma Secretaria. Vejam o que diz Raul pont sobre este disparate:

Nomeação de Busatto em Canoas é absurda, lamentável e inaceitável, diz Raul Pont

O líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputado Raul Pont, classificou como inaceitável, absurda e lamentável a decisão do prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), de nomear Cezar Busatto para a Secretaria Especial de Estratégia e Inovação. “Quem acompanhou a CPI do Detran, sabe que esse cidadão não tem a mínima condição de assumir um cargo numa administração petista. É lamentável que o prefeito Jairo Jorge tenha tomado essa decisão”, resumiu Pont.O deputado petista lembrou ainda que Busatto foi um dos homens fortes do governo Britto, articulador da oposição ao governo Olívio Dutra na Assembléia Legislativa, um dos líderes do governo Yeda e que, na condição de chefe da Casa Civil do atual governo tentou, hipocritamente, silenciar o vice-governador Paulo Feijó.“Tenho certeza de que a posição do partido será a mesma”, declarou. A Executiva Estadual do PT reúne-se na próxima segunda-feira (19).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Produtividade no magistério: um incansável esforço da mídia e a volta da fórmula Britto*


Lupiscinio Pires escreve: "Após o fracasso da tentativa de prorrogação dos pedágios, pelo que se observa na grande mídia, todos os esforços serão concentrados na mudança do Plano de Carreira do magistério. A principal colunista política de Zero Hora, Rosane de Oliveira, sistematicamente traz noticias que envolvem o trabalho da Secretária Mariza Abreu. Se entregassem as noticias veículadas pela jornalista a alguém que residisse fora do Rio Grande do Sul, este sujeito acharia que se referem à uma publicação oficial da Secretaria da Educação.

Chegam a ser constrangedores os constantes elogios à política educacional implantada pela secretária Mariza Abreu. Não há questionamentos. Somente elogios. Repetitivos e insistentes. Sobre o projeto da produtividade pode-se fazer algumas indagações: 1)como ficam os salários dos inativos? 2) E a paridade entre os reajustes dos aposentados e professores que estão na tiva? 3)qual a garantia de reajuste para os inativos? Esta questão, nem de longe passa pela análise dos analistas políticos do Rio Grande do Sul.

É bom lembrar que um minstro da Previdencia de nome Antonio Britto desvinculou o salário do aposentado da vinculação com o salário mínimo. Todos sabemos o quadro desolador vivido pelo aposentados brasileiros depois desta alteração do reajustamento da aposentadoria. Certamente o ano de 2009 será repleto de noticias enaltecendo a política educacional da secretaria Mariza Abreu. Quem se posicionar contra será rotulado de "atrasado", "jurássico","contra a gestão no serviço publico". Mas desde já pode-se perguntar aos nobres deputados gauchos : Vai acontecer com os aposentados do magistério gaúcho , o que aconteceu com os aposentados brasileiros?

Hoje, estou convencido de que esta proposta vem ao encontro da política do déficit zero. Da maneira como está sendo apresentado na mídia, fica claro que a implantação da produtividade tem por objetivo diminuir a "fatia" percentual dos aposentados na folha de pagamento do magistério".

*Retirado do Blog RS URGENTE