Mostrando postagens com marcador Mariza Abreu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mariza Abreu. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Avisem os empresários gaúchos: Mariza de Abreu não acreditava no déficit zero


Por Lupiscinio Pires

Era hora da professora Mariza Abreu voltar a Federasul e dar uma nova palestra no Tá na Mesa II. O risco seria ter meia dúzia de pessoas assistindo, ao contrário da primeira palestra que lotou o auditório da entidade.

Quase todo mundo sabe que os grandes apoiadores da gestão da secretária Mariza Abreu foram os grandes empresários locais. Centenas de linhas foram escritas pelos representantes do empresariado local defendendo a atuação Mariza Abreu na SEC. O discurso era sempre o mesmo – déficit zero e arrocho salarial no magistério. Nenhuma melhoria salarial poderia ser direcionada para os professores, pois poderia comprometer a “revolução” nas finanças implementada por Yeda Crusius. Quando a secretária Mariza Abreu enfrentava dificuldades para se manter no cargo, os empresários gaúchos recorriam aos generosos espaços da mídia para defender sua permanência. Quem não se recorda das propagandas institucionais mostrando Mariza Abreu e Gerdau. Lado a lado.

Agora, por ocasião do lançamento de seu livro, “descobrimos” que Mariza Abreu saiu do governo por divergências com Yeda Crusius, em relação ao déficit zero. Pasmem.

Na coluna de Rosane de Oliveira, em Zero Hora, a ex-secretária “confirma que sua saída do governo se deu por divergências em relação à comemoração do déficit zero. Ela achava que o governo não deveria fazer alarde, porque a redução não era sustentável e a euforia poderia desencadear uma série de pressões por aumentos”. Segundo a colunista de ZH, Mariza Abreu atribui o déficit zero a esforços de outros governos. A política de ajustes teria começado em 2000. Impressionante revelação.

Quem lia a coluna de Rosane de Oliveira e outros espaços da RBS tinha informações privilegiadas sobre todos os passos da secretária Mariza Abreu. A permanência de Mariza Abreu na SEC foi anunciada no programa Sala de Redação. Informação ao vivo prestada por Rosane de Oliveira. Neste programa o jornalista Lauro Quadros informou que tinha visto a secretária Mariza Abreu almoçando na Zero Hora com a colunista no dia anterior.

Naquele episódio denominado “Dia do Fico” jamais se viu uma mobilização tão grande do empresariado e em parte da mídia em favor de um secretário. Os programas de Lasier Martins se destinavam a ouvir o depoimento dos caciques da indústria gaúcha em favor de Mariza. A coluna de Rosane de Oliveira registrava pesquisava de opiniões favoráveis a ex-mandatária da SEC. O esforço surtiu efeito. Mariza Abreu ficou mais algum tempo no governo até se retirar para apoiar José Fogaça na eleição para governador.

E agora, em 27 de fevereiro de 2011, na mesma coluna politica de ZH, surge a informação, prestada por Mariza Abreu, de que o “déficit vinha caindo desde 2000.” Que ironia. Começou no governo Olívio Dutra.

Avisem os empresários gaúchos. Quem sabe eles escrevam um artigo contestando Mariza Abreu. Quais razões que levaram Mariza Abreu a não ter revelado estes dados durante o governo Yeda Crusius ? Talvez no próximo livro da ex-secretária, isso seja explicado.


Via RS Urgente

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Fator Mariza Abreu indica estratégia do PIB gaúcho para seguir mandando no Palácio Piratini


O chamado alto PIB gaúcho (Gerdau, RBS & Cia) não desistiu de reduzir o Estado do Rio Grande do Sul a um mero gerente de seus negócios privados. Desde o governo Antônio Britto - com um intervalo de quatro anos, onde declarou guerra ao governo Olívio Dutra – o PIB guasca implementa sua agenda de privatizações, Estado mínimo e choque de gestão. A eleição de Yeda Crusius (PSDB) foi um acidente de percurso. As fichas estavam todas depositadas na reeleição de Germano Rigotto (PMDB), mas a soberba, entre outras coisas, acabou colocando a tucana no Palácio Piratini. Deu no que deu: um governo atolado em denúncias de corrupção e trapalhadas, desde o início. Yeda, no entanto, cumpriu um compromisso central com o PIB gaúcho: seguiu desmontando o Estado e subordinando o público ao privado.

Mas a atual governadora não é uma pessoal confiável aos olhos dos Gerdaus e Sirotskys da vida. Por isso, agora, as fichas vão para a candidatura do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. E alguns nomes importantes que estiveram com Yeda já desembarcam na campanha de Fogaça. É o caso de Mariza Abreu, ex-secretária de Educação do governo tucano, que declarou apoio à candidatura do PMDB. Ela sonha em voltar ao cargo na Secretaria de Educação para terminar o serviço que não conseguiu implementar: as “reformas” na educação pública gaúcha, que, até aqui, significam basicamente supressão de direitos de professores e funcionários da rede estadual de educação. O choque de gestão na educação é um antigo sonho de Gerdau e outros empresários gaúchos. Acham que, com Fogaça, terão uma nova chance.

Em um artigo publicado em 11 de janeiro de 2009, no jornal Zero Hora, o economista Gustavo Iochpe rasgou elogios a Mariza Abreu e identificou quais seriam os desafios para a educação gaúcha: “combater a inércia, a letargia, os interesses corporativos arraigados”. Ou seja, dito de outro modo, o problema está nos professores e professoras preguiçosos e corporativistas. Isso foi dito – e repetido – assim, sem qualquer ambigüidade. “Finalmente, o Rio Grande tem uma secretária da Educação com uma visão correta do futuro da nossa educação e disposta a empreender essas reformas. É Mariza Abreu”, anunciou Iochpe, lamentando que ela não teria respaldo do governo para cumprir essa missão. O apoio precoce da ex-secretária a Fogaça já sinaliza o programa e a estratégia da direita gaúcha para seguir no Palácio Piratini.


Do RS Urgente

sábado, 15 de agosto de 2009

Novo jeito de sofismar



Depois de ter defendido o ensino público em contêineres, a secretária de Educação do novo jeito de ensinar, Mariza Abreu, pediu uma "mudança de hábitos" nas escolas gaúchas.

"Em outros países, os alunos ajudam a limpeza das salas de aula (...)", argumentou a secretária.

La Vieja ainda não conseguiu entender, depois de trinta e poucas primaveras, por que determinada parcela da população brasileira acredita que, do fato de algo ser feito em outros países, necessariamente se segue que seja o melhor a ser feito aqui.

A declaração da secretária se trata de uma espécie de argumento de autoridade. Pelo fato de algo ser feito no exterior, segue-se que deve para cá ser transportado. Assim mesmo, sem discussão alguma e por sua determinação. Mas, e daí que se faz isso em outros países? Há algo que prove que isso é positivo, ou relevante para o processo educacional?

Uma falácia, portanto.

Nada impede que, pelo raciocínio da secretária, tanto o secretário da Saúde gaúcho quanto o Ministro da área comecem a pedir aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que ajudem na limpeza dos hospitais.



Como um governo com complexo de vira-lata e com uma secretária da Educação que não sabe distinguir um bom argumento de uma falácia pode dar certo?

La vieja bruja



("A Soberba - RS" é de Hupper, o sátiro dos pampas)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Do Blog RS Urgente:

Os planos de Yeda Crusius para 2009: fatos relevantes e algumas sutilezas midiáticas

Em dezembro de 2008, a revista Voto publicou uma extensa entrevista com o então secretário estadual da Fazenda, Aod Cunha. Nesta entrevista, entre outras coisas, o secretário descartou planos políticos e manifestou sua intenção de permanecer no governo até o fim para completar a política de “ajuste fiscal” do Estado. Na ocasião, fez um alerta. Segundo ele, a política do “déficit zero” não estava concluída e poderia evaporar rapidamente, caso o governo mudasse de orientação. Semanas depois dessa entrevista, Aod Cunha foi apontado pelo jornal Zero Hora como um dos destaques do ano. O secretário foi citado, não a governadora Yeda Crusius.

Inicia o ano de 2009 e, logo nos primeiros dias, a surpresa: Aod Cunha deixa o governo. Segundo a governadora, ele havia cumprido sua missão: o déficit zero. No dia seguinte à saída do secretário, Yeda Crusius diz a prefeitos do PSDB que 2009 será um ano de fartura. Todos terão dinheiro para seus municípios, anuncia. O Estado foi saneado, diz ela, e agora vai começar o período de investimentos. Quem se der ao trabalho de ler a entrevista de Aod Cunha verá que ele não concorda com isso, o que talvez ajude a explicar sua saída do governo. É a própria governadora que dá a chave de leitura: já estamos entrando num período de eleição e o tabuleiro dos cargos vai se mover. Dos cargos e das verbas. O “déficit zero” já satisfez um propósito pargmático: virou munição para o período eleitoral (precarizou ainda mais os serviços públicos do Estado, é verdade, mas como a mídia da província não fala nisso, Yeda espera ficar só com a marca positiva). A governadora é destrambelhada, mas “arrumou a casa”, dirão seus aliados. Essa é a idéia. E os cofres do Piratini serão abertos. Para os amigos da rainha, principalmente.

A operação está sendo montada. Passada a era Aod, Yeda concederá mais uma entrevista exclusiva a Zero Hora onde anunciará em primeira mão a nova fase de seu governo. O jornal do grupo RBS, aliás, vem, repetidas vezes, desempenhando a função de porta-voz das decisões de governo. Tudo em primeira mão, furando a concorrência. Nesta sexta-feira, a cena se repetiu.

A jornalista Rosane de Oliveira entrou no tradicional programa de debates esportivos, Sala de Redação, para dar o furo: a secretária de Educação, Mariza Abreu, ficará no governo. O jornalista Lauro Quadros comete uma inconfidência e conta que viu Rosane de Oliveira almoçando com Mariza Abreu no dia anterior, nas dependências da RBS. Breve silêncio, breve constrangimento.

Desde o início da semana, nas páginas do mesmo jornal, o movimento estava claro. A secretária ameaça sair, reclama da falta de apoio e aguarda os apelos para ficar. No final da semana, vem o “Dia do Fico”. Mariza Abreu permanece em função dos “clamores da sociedade”, como diz um pouco mais tarde, na mesma rádio Gaúcha, o jornalista Lasier Martins. Logo em seguida, ele entrevista o secretário adjunto de Educação de Minas Gerais para falar sobre as reformas executadas pelo governo tucano de Aécio Neves. Sutileza pouca é bobagem.