Mostrando postagens com marcador Déficit Zero. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Déficit Zero. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de julho de 2011

As finanças estaduais e a Previdência dos servidores no Rio Grande do Sul

Por Paulo Muzell

Durante os quatro anos do governo Yeda convivemos com a farsa do “déficit zero”. Vendeu-se à opinião pública a versão de que, finalmente, depois de muitas e muitas décadas, assumia um governo que iniciava o prometido e esperado processo de saneamento e recuperação das finanças do Rio Grande. A mídia local – especial destaque para a RBS – adotou descaradamente a versão oficial de que marchávamos para o desejado equilíbrio das contas públicas.

Publicado o balanço de 2010 constatou-se o que a maioria das pessoas bem informadas já sabia: não houve recuperação e sim piora no quadro orçamentário-financeiro estadual no quadriênio 2007/2010. Diminuíram os recursos da área social, o nível dos investimentos caiu, aproximando-se perigosamente de zero. O resultado orçamentário de 2010 foi um déficit de 156 milhões, a execução orçamentária resultou num saldo de restos a pagar, sem cobertura financeira de mais de um bilhão de reais. A dívida fundada continuou aumentando e, em dezembro passado, ultrapassou os 40 bilhões, registrando um crescimento de 269% em relação ao valor de 1997, ano em que foi renegociada com o governo federal pelo governo Brito. Constata-se que as críticas à renegociação feitas à época, ignoradas pelo governo e pela mídia eram corretas, o contrato foi firmado em condições desfavoráveis, lesivas aos interesses do Estado. Apesar de comprometer anualmente em média 16% da receita líquida total, a dívida cresceu 65% acima da inflação medida pela IPCA.

Há pendentes, também, outros passivos de elevado montante, como um estoque de precatórios de 5,4 bilhões de reais e de 800 milhões de RPVs (requisições de pequeno valor). Há, ainda, os saques a descoberto do caixa único, de quase 5 bilhões de reais.

O governo Yeda – dentre seus muitos outros pecados e omissões – não encaminhou solução para a questão previdenciária, sem qualquer dúvida o principal “nó” a ser desatado para que se tenha uma efetiva melhoria no quadro das finanças estaduais. O regime de capitalização, existente desde 2001 na Prefeitura da capital só foi criado este ano, com uma década de atraso.

Yeda apurou mais de um bilhão de reais através da venda de ações preferenciais do Banrisul que deveriam ser destinados a um fundo previdenciário. Na verdade os recursos foram desviados, destinados a obras rodoviárias, realizadas “a toque de caixa” no episódio eleitoral de 2010.

Devemos lembrar, também, que Antonio Brito já havia passado outro “calote da previdência”. Em 1995, seu governo elaborou, aprovou e sancionou a lei nº 10.588 que autorizava um desconto de 2% na remuneração dos servidores e que destinava os recursos a um fundo previdenciário que seria futuramente regulamentado. A regulamentação nunca ocorreu, o fundo nunca existiu, foi apenas um “ghost”. O único efeito da lei foi desviar do salário dos servidores mais de um bilhão de reais ao longo de cinco anos: em 2000 a lei foi revogada.

Os servidores estaduais, a exemplo dos demais da área pública são regidos pelo regime de repartição simples e passaram a contribuir para aposentadoria muito recentemente. A lei nº 7.672, de 1982 estabeleceu uma alíquota de contribuição de 9% incidente sobre a remuneração total, destinando 5,4% à previdência e os restantes 3,6% para assegurar a assistência à saúde através do IPE. Somente em 2004 tivemos a uniformização das alíquotas em relação ao INSS, estabelecendo-se a alíquota de 11% para a previdência e um percentual adicional de 3,1%, não compulsório, para a saúde. Como não foi criado o regime de capitalização, os servidores que ingressaram a partir desta data permaneceram no regime de repartição simples, assegurada a aposentadoria integral garantida pelo Tesouro estadual.

O déficit previdenciário previsto pela LDO/2011 atingirá este ano os 5,2 bilhões de reais, devendo comprometer 27% da receita corrente líquida do Estado. O seu crescimento teve como conseqüência a redução do número de nomeações. Só nos últimos cinco anos o efetivo de pessoal ativo da saúde e da educação diminuiu 9,2%: são 10,7 mil servidores a menos prestando serviços na área social. O crescente peso do pagamento de aposentadorias e pensões impede que ocorra a reposição dos que se aposentam.

O estudo atuarial projeta um preocupante crescimento das despesas previdenciárias. O déficit continuará subindo até 2020, ano em que atingirá os 6 bilhões de reais, permanecendo neste patamar até 2026, quando começa a diminuir, embora muito lentamente. Nos próximos dez anos os recursos do Tesouro deverão cobrir um rombo de cerca de 60 bilhões que é a diferença entre as receitas e as despesas previdenciárias projetadas para o período. Esse montante representa três vezes a atual receita anual do Estado. E o patamar de comprometimento da receita líquida total com aposentadorias e pensões permanecerá acima dos 25%, um nível insuportável especialmente num estado que tem que atender os encargos de um passivo que hoje ultrapassa os cinqüenta bilhões de reais.

Só um extraordinário crescimento da economia gaúcha e da receita tributária do Estado nos próximos quinze ou vinte anos poderia trazer a esperança da reversão do quadro de crise das nossas finanças, agravado nos últimos anos. Nada indica, todavia, que possamos ter aqui, num futuro próximo a repetição do milagre chinês: o PIB gaúcho cresceu abaixo do brasileiro nas últimas três décadas, a taxa média atingiu modestos 2,7% ao ano. E, para piorar, a participação da receita do Estado no bolo nacional do ICMS também diminuiu.

Como milagres não ocorrem quando a gente quer, certamente teremos que aprofundar – em futuro mais próximo do se imagina – a reforma da previdência estadual timidamente iniciada no final do primeiro semestre deste ano pelo governo Tarso Genro.

Via RS Urgente 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Avisem os empresários gaúchos: Mariza de Abreu não acreditava no déficit zero


Por Lupiscinio Pires

Era hora da professora Mariza Abreu voltar a Federasul e dar uma nova palestra no Tá na Mesa II. O risco seria ter meia dúzia de pessoas assistindo, ao contrário da primeira palestra que lotou o auditório da entidade.

Quase todo mundo sabe que os grandes apoiadores da gestão da secretária Mariza Abreu foram os grandes empresários locais. Centenas de linhas foram escritas pelos representantes do empresariado local defendendo a atuação Mariza Abreu na SEC. O discurso era sempre o mesmo – déficit zero e arrocho salarial no magistério. Nenhuma melhoria salarial poderia ser direcionada para os professores, pois poderia comprometer a “revolução” nas finanças implementada por Yeda Crusius. Quando a secretária Mariza Abreu enfrentava dificuldades para se manter no cargo, os empresários gaúchos recorriam aos generosos espaços da mídia para defender sua permanência. Quem não se recorda das propagandas institucionais mostrando Mariza Abreu e Gerdau. Lado a lado.

Agora, por ocasião do lançamento de seu livro, “descobrimos” que Mariza Abreu saiu do governo por divergências com Yeda Crusius, em relação ao déficit zero. Pasmem.

Na coluna de Rosane de Oliveira, em Zero Hora, a ex-secretária “confirma que sua saída do governo se deu por divergências em relação à comemoração do déficit zero. Ela achava que o governo não deveria fazer alarde, porque a redução não era sustentável e a euforia poderia desencadear uma série de pressões por aumentos”. Segundo a colunista de ZH, Mariza Abreu atribui o déficit zero a esforços de outros governos. A política de ajustes teria começado em 2000. Impressionante revelação.

Quem lia a coluna de Rosane de Oliveira e outros espaços da RBS tinha informações privilegiadas sobre todos os passos da secretária Mariza Abreu. A permanência de Mariza Abreu na SEC foi anunciada no programa Sala de Redação. Informação ao vivo prestada por Rosane de Oliveira. Neste programa o jornalista Lauro Quadros informou que tinha visto a secretária Mariza Abreu almoçando na Zero Hora com a colunista no dia anterior.

Naquele episódio denominado “Dia do Fico” jamais se viu uma mobilização tão grande do empresariado e em parte da mídia em favor de um secretário. Os programas de Lasier Martins se destinavam a ouvir o depoimento dos caciques da indústria gaúcha em favor de Mariza. A coluna de Rosane de Oliveira registrava pesquisava de opiniões favoráveis a ex-mandatária da SEC. O esforço surtiu efeito. Mariza Abreu ficou mais algum tempo no governo até se retirar para apoiar José Fogaça na eleição para governador.

E agora, em 27 de fevereiro de 2011, na mesma coluna politica de ZH, surge a informação, prestada por Mariza Abreu, de que o “déficit vinha caindo desde 2000.” Que ironia. Começou no governo Olívio Dutra.

Avisem os empresários gaúchos. Quem sabe eles escrevam um artigo contestando Mariza Abreu. Quais razões que levaram Mariza Abreu a não ter revelado estes dados durante o governo Yeda Crusius ? Talvez no próximo livro da ex-secretária, isso seja explicado.


Via RS Urgente

domingo, 21 de março de 2010

Saiba como o déficit zero é sustentado por uma campanha de desinformação


Quer o entender o significado do déficit zero e a ideologia que está por trás dele? Leia o artigo “Em defesa dos déficits públicos”, do economista norte-americano James T. Galbraith, professor na Universidade do Texas. Filho de John K. Galbraith, James foi um dos primeiros a prever a crise econômica de 2008, ainda em 2004 e é autor do livro “The Predator State: How Conservatives Abandoned the Free Market and Why Liberals Should Too” (O Estado Predador: como os conservadores abandonaram o livre mercado e por que os liberais também deveriam fazê-lo (Free Press).

No artigo, Galbraith trata de algumas afirmações apresentadas como senso comum que são, na verdade, parte de uma grande campanha de desinformação.

O fardo da dívida pública vai “se impor sobre nossos netos”, ou algo como “dívidas sem fim” estão supostamente diante de nós. Tudo isso faz parte de uma das maiores campanhas de desinformação de todos os tempos. A desinformação está enraizada no que muitos consideram o senso comum mais elementar. Pode ser visto como sabedoria caseira, especialmente, dizer que “assim como a família, o governo não pode viver além de suas possibilidades”. Mas governo não é como família. Nessas questões, os setores privado e público diferem em pontos muito básicos. Sua família depende de renda para honrar suas dívidas. Seu governo, não.

O economista lembra que há basicamente duas maneiras de se obter o que chamamos de crescimento econômico:

Uma maneira é o governo gastar. A outra, os bancos emprestarem. Deixando de lado os ajustes de curto prazo, como o aumento das exportações líquidas ou da inovação financeira, basicamente é disso que se trata. Governos e bancos são duas entidades com poder de criar algo do nada. Se é para a capacidade de investimento aumentar, um ou outro desses grandes motores financeiros – déficit público ou empréstimos privados – tem de entrar em ação.

Para as pessoas comuns, déficits orçamentários públicos, a despeito de sua má reputação, são muito melhores do que empréstimos privados. Déficits põem dinheiro nos bolsos privados. Os lares passam a ter mais dinheiro, livre e limpo, e podem gastar como quiserem. Se quiserem, também podem convertê-lo em ganhos com fundos públicos ou podem voltar a honrar suas dívidas. Isso se chama um aumento do “patrimônio financeiro líquido”. As pessoas comuns se beneficiam, mas não há aí nada para os bancos.

E é isso, sustenta Galbraith, o que explica a fobia de Wall Street, da mídia corporativa e dos economistas de direita em relação aos gastos de governos:

Banqueiros não gostam de déficit fiscal porque ele compete com os empréstimos bancários como fonte de crescimento. Quando um banco faz um empréstimo, o equilíbrio das contas em mãos privadas também aumenta. Mas agora o dinheiro não é de propriedade livre e limpa. Há uma obrigação contratual de pagar juros e de honrar a dívida principal. Se o empreendimento quebra, talvez haja um ativo a ser executado – uma casa ou uma fábrica ou companhia – que então vai se tornar propriedade do banco. É fácil de ver por que os banqueiros amam o crédito privado e odeiam os déficits públicos. (Íntegra do artigo)


Via RS Urgente

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

As mágicas do “revolucionário” déficit zero: como governar sem governar

Em dezembro, já havia ocorrido a licitação para a aquisição, pela Secretaria de Obras do Estado, das 213 retroescavadeiras. Os recursos já estavam disponíveis, mas a Secretaria da Fazenda resolveu adiar para 2010 o empenho para que os recursos federais ajudassem no equilíbrio das contas orçamentárias do Estado. Mais um exemplo que mostra o significado do “revolucionário” déficit zero. Basta o governante abdicar de governar, cortar serviços públicos, suspender repasses de recursos, anunciar obras com recursos federais como se fossem suas realizações e contar com jornalistas amigos na imprensa, que se encarreguem de tornar tudo isso um método revolucionário e corajoso de gestão.


Do RS Urgente

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Partisan: Um verdadeiro pacote de maldades

Bastou uma maquiada no discurso combinada com um anuncio de grande impacto, para o fim das restrições tímidas que parte da mídia Sul-Riograndense já iniciava a fazer em relação ao indefensável governo Yeda Crusius. Volta o antigo ufanismo entusiasta, e os constrangidos detratores de ontem, novamente se tornam defensores acríticos do novo jeito de desgovernar o Estado.

Durante os últimos meses, setores da grande mídia tentavam de todos os jeitos abandonar a barca furada do governo com pior avaliação da história do Rio Grande, buscando assim, aos poucos, uma maior legitimação social via uma estampa de independência. Pura balela. No momento em que uma notícia que, se superficialmente analisada e aos olhares do senso comum, parece boa, a porta para manipulação e reencontro junto aos seus abre-se novamente. Pegam uma parte e a transformam no todo, desnudando completamente sua real condição, a de porta voz da Agenda Positiva da nossa desgovernadora.

É exatamente isso que acontece na atual discussão sobre a proposta de reestruturação dos Planos de Carreira dos servidores públicos do Estado. Não é de interesse desses setores da mídia sair da superfície e adentrar nas entranhas do processo. Não seria de bom grado, pois teriam que mostrar que ao mesmo tempo em que se concede um aumento significativo para o magistério e a Brigada, a proposta contém uma série de modificações que a tornam mais prejudicial do que benéfica para os servidores. Seria coincidência o fato da proposta não ter sido discutida com os legítimos representante dos interessados?

Dando de barato a viabilidade e os benefícios da Meritocracia (a qual o governo foge da discussão como o diabo da cruz) principalmente no setor público, mas também no privado (vide a crise estrutural em que se encontra hoje a sociedade do valor), ela não existe sem garantia de progressão nem critérios claros para auferir mérito. Hoje não se sabe os critérios que serão utilizados, e nem existe GARANTIA ALGUMA de progressão em caso de mérito confirmado. Ou seja, mesmo se o servidor cumpra todos os critérios meritocráticos (que não existem) ele pode não ser promovido por interesse da administração. Justo? Outra questão, o plano retira TODOS os avanços automáticos das carreiras, que são plenamente justificáveis em razão dos servidores sofrerem anualmente perdas salariais consideráveis e automáticas devido à inflação. Os avanços não se configuram, portanto, como ganhos sem contrapartida, ou benesses, e sim mecanismos de diminuição do impacto das perdas do poder de compra dos salários dos servidores. Além disso, atuam enquanto mecanismo de proteção dos funcionários contra o humor dos governos de plantão. Se considerarmos as vantagens e o teto delas, a diferença entre os planos não é tão expressiva. Coisa que o governo descaradamente e criminosamente omite em suas apresentações.

Outro ponto importante: O que seriam os tais ganhos fiscais que vinculam os aumentos salariais das categorias? Mesmo na contabilidade pública essa expressão pode ser entendida de muitas formas. Redução do coeficiente Divida/PIB? Superávit primário? Aumento da arrecadação de um ano para outro? O que é? Afinal, sejamos mais claros, pois todos esses "ganhos" podem ser maquiados ou manipulados (no melhor sentido da palavra) pelo governo do Estado. Além do mais, esse “ganhos” ao serem distribuídos de forma desigual, e por representarem valores ínfimos, acentuam ainda mais uma lógica destrutiva entre os servidores. Como já mencionado, mesmo aqueles que cumprirem os critérios meritocráticos, e aceitando a boa intenção do governo, terão que disputar de forma ensandecida as migalhas que sobraram do “ganho”. Resumindo, se contarmos a discricionariedade dos avanços e posteriores reajustes estabelecidos no novo plano podemos supor, observando as experiências históricas, que os servidores no médio prazo, principalmente os novos que não tem avanço algum incorporado, terão salários significativamente maiores permanecendo os planos antigos. Mas esses planos serão extintos.

Deu para deixar mais clara a intenção do governo? O que é bom para os servidores e para o Estado? Uma competição destrutiva entre pares para ver quem consegue se salvar do naufrágio do arrocho generalizado? Seria esse o modelo de sociedade que queremos construir? Realmente algum pai que tem o filho em escolas públicas acredita que seu filho estará em melhores condições, terá uma melhor formação para o convívio social? Será mesmo que terá uma melhor formação técnica para o “mercado”? Ou a lógica do mercado reproduzida no microcosmo da sala de aula apenas reproduzirá a fraude e a espoliação tão comuns nesse mecanismo? O resultado não precisa nem ser idealizado, pois o roubo da prova do Enem está ai para quem quiser ver. E a história não acaba por aqui. O que dizer dos outros servidores que não vão receber nada? Assustador.

Dar um aumento apenas para as principais categorias, principalmente as mais mobilizadas, tentando deslegitimar suas representações classistas e aprovar uma mudança constitucional que mexe com os direitos de todos os servidores. Apresentar um plano de forma totalmente distorcida, mostrando gráficos de comparação que não incorporam os avanços que hoje todos têm. Aprovar o plano na imaculada assembléia guasca. Receber o apoio dos amigos da grande mídia. Cumprir a exigência estabelecida pelo Banco Mundial, o verdadeiro mandatário do Estado, para liberar a 2ª parcela do malfadado empréstimo. Evitar assim um vexame histórico. Eis o novo jeito de governar da gestão Yeda Crusius. Ótimo para o governo e seus representantes na mídia Gaúcha. Péssimo para os servidores. Péssimo para a população.

Do blog O Partisan

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reeleição de Yeda



Estou sinceramente na torcida para que a governadora Yeda concorra a reeleição. Desejo que a governadora faça essa "loucura", tenha coragem de cumprir a sua palavra contra tudo e todos. Inclusive, ao que parece ao desejo e movimentos do presidenciável tucano, José Serra.

Não se pode negar à YEDA a oportunidade de defender o seu governo, debater  as consequências do "choque da sua gestão" no Estado, esclarecer os detalhes de "como arrumou a casa", explicar como pretende recuperar o estado caótico da malha rodoviária e reverter o sucateamento da saúde, educação e segurança agravados pela sua política de "déficit zero". Será excelente para democracia que a população possa julgar o governo Yeda sem as amarras e limites processuais do direito brasileiro.

Uma pena que a maioria dos partidos que construiram e deram sustentação ao governo tucano já tenham anunciado que abandonarão YEDA. Demonstram um indisfarcável desejo de manter a máxima distância da candidatura governista. Altruístas e modestos, parecem não querer colher "os louros" do trabalho desenvolvido junto ao governo YEDA. Mas, o gaúcho é um povo generoso e saberá identificar os responsáveis por tantas "façanhas".

Do blog O Partisan