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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

(Des)governo Yeda se supera a cada dia



Primeiro, retomemos (de novo!) o que escrevi em 12 de dezembro:

E isso que desconsiderei as charges que poderão ser feitas até 31 de dezembro, pois como nos restam vinte dias de Yeda no Piratini, nesse tempo ainda pode acontecer algo digno de ser satirizado.

Desde então, vimos o road movie, o momento Forrest Gump, e agora… A inauguração de um tronco petrificado. Obra de 200 milhões de anos atrás. Dos tempos do em que o Rio Grande do Sul estava sob o domínio do Pantalhosaurus Rex.

As duas primeiras bizarrices que citei, eu achava serem as últimas do (des)governo. Já esta, tenho certeza de que não será a última. Até sábado, pode acontecer tudo. E é tudo MESMO!

Do blog Cão Uivador

Charge do Kayser

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reeleição de Yeda



Estou sinceramente na torcida para que a governadora Yeda concorra a reeleição. Desejo que a governadora faça essa "loucura", tenha coragem de cumprir a sua palavra contra tudo e todos. Inclusive, ao que parece ao desejo e movimentos do presidenciável tucano, José Serra.

Não se pode negar à YEDA a oportunidade de defender o seu governo, debater  as consequências do "choque da sua gestão" no Estado, esclarecer os detalhes de "como arrumou a casa", explicar como pretende recuperar o estado caótico da malha rodoviária e reverter o sucateamento da saúde, educação e segurança agravados pela sua política de "déficit zero". Será excelente para democracia que a população possa julgar o governo Yeda sem as amarras e limites processuais do direito brasileiro.

Uma pena que a maioria dos partidos que construiram e deram sustentação ao governo tucano já tenham anunciado que abandonarão YEDA. Demonstram um indisfarcável desejo de manter a máxima distância da candidatura governista. Altruístas e modestos, parecem não querer colher "os louros" do trabalho desenvolvido junto ao governo YEDA. Mas, o gaúcho é um povo generoso e saberá identificar os responsáveis por tantas "façanhas".

Do blog O Partisan

sábado, 8 de agosto de 2009

O governo do RS esfacelou-se, mas se engana quem ache que um dia ele teve início para os gaúchos

Nota do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente - MoGDeMa

As denúncias contundentes do Ministério Público Federal, e jamais vistas na nossa história, não são total surpresa para nós que acompanhamos, desde o início, os graves fatos que vêm acontecendo na área ambiental. O momento, embora amadurecido na reflexão, ainda não nos mostra todos os desdobramentos desta situação, em que a própria democracia se vê ferida.

O grupo que se apresentou “com uma nova forma de governar”, e que está muito bem definido em qualquer dicionário de bolso, causou destruição e danos irreparáveis ao nosso meio ambiente, ao homem do campo e as pessoas em geral, tudo para atender interesses financistas. Para tanto, promoveu grave e lamentável desestruturação desde a Secretaria Estadual do Meio Ambiente até seus órgãos subordinados, como a FEPAM. De forma jamais vista, a “coisa pública” foi posta a serviço de empresas de celulose, que chegaram ao cúmulo e extremado acinte de exigir e impor ações, que o governo servilmente acatou.

Lembramos que administradores em cargos de escolha política, escandalosamente desconsideraram alertas sobre graves indícios de irregularidades em Estudo de Impacto Ambiental de empresas como a Votorantim, assim como as conseqüências desastrosas da implantação de oceânicas lavouras de eucalipto. Sob a imposição de determinações tenazes e com propósitos alheios aos interesses cidadãos, funcionários concursados ainda são submetidos a administradores que tiveram as próprias empresas de celulose entre seus financiadores de campanha política. Sob o cunho espertalhão de “agilizar liberações ambientais”, tais administradores ainda estão levando de roldão o cuidado mínimo exigido com tais licenças. Não entendemos e nem admitimos como legítimos os atos impetrados por qualquer um dos representantes da SEMA ou FEPAM. Eles também devem responder à justiça pelos seus atos.

O principal prejudicado por estes atos serão todos os gaúchos, mas particularmente o homem do campo, o pequeno agricultor, a produção agrícola, o alimento saudável, já vêm sofrendo com o engodo, envenenamento e destruição das nossas riquezas naturais. É importante salientar o encadeamento calamitoso para o campesino que, sem uma política séria e de apoio a produção agrícola, vendeu sua terra na esperança de obter vida digna na cidade. Hoje, terras agrícolas produtivas são sugadas por raízes de empreendimento financista, secando campos, destruindo a riqueza do solo, só para aumentar a fortuna de quem já é rico. Hoje, desiludidos e enganados, muitos destes valorosos e experientes produtores aumentam roldões de desempregados das grandes cidades.

Não exageramos ao afirmar que, desde os seus primeiros momentos, a ação conjunta de “governo” e empresas vem aniquilando características e valores que só o nosso meio ambiente possui. Com a justificativa absurda e mentirosa de geração de empregos e promoção do desenvolvimento, o nosso RS foi repassado a “empresários” que vêm vampirizando nossa força de trabalho, destruindo nosso campo, alagando nossas florestas, levando a bancarrota nossa economia; atitudes que enriquecem uns poucos gananciosos, mas que aniquilam nosso Estado. O nosso Pampa virou terra de negociata.

Mas este governo não está só!

Muitos políticos da Assembléia Legislativa atuaram como braços vigorosos de apoio e estímulo das intenções governamentais. Temos que tirar o necessário aprendizado da vergonhosa situação que vivemos e, para que o caos não se perpetue, temos que tirar estes personagens da política gaúcha. Para tanto, perguntemo-nos; quem não votou favorável à exigida CPI? Quem dos políticos foi financiado por empresas de celulose? (procure o seu em www.tse.gov.br). Quais os partidos que fugiram das suas responsabilidades? Aonde têm nos levado estes absurdos financiamentos de campanha?

Por fim, mas não por último, temos que pensar em recompor o nosso Estado. A desordem, a confusão e a subversão são os legados deixados pelo “novo jeito de governar”. Reafirmamos que os atos administrativos da SEMA e FEPAM devem ser anulados, pois atenderam a interesses não cidadãos.

A tarefa será árdua e levará anos, pois o “enraizamento” dos interesses particulares e espúrios deste governo abalou a estrutura administrativa, feriu honra e envergonhou a nossa história.

Do blog Notícias do Pampa

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Procuradores da República desagradam os criminosos de colarinho-branco


Sobre as críticas aos membros do Ministério Público Federal que promovem a ação de improbidade administrativa contra o governo tucano, muito apropriada a matéria sobre o título Procuradores jovens vs. a retórica. A reportagem que reproduzimos a seguir foi publicada na edição nº 557 da revista Carta Capital:

A independência do Ministério Público alcançada com a Constituição de 1988, incomoda muita gente. Só depois das novas regras constitucionais o Brasil passou a acompanhar surpreendido, as agruras dos criminosos de colarinho-branco estampadas no noticiário policial.
A partir daí, é bom lembrar, surgiu o debate sobre o desconforto das algemas e dos camburões, impulsionado pela ação dos procuradores que investigam e denunciam figurões que se julgavam impunes.
Na sabatina do Senado com o novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, falou-se, porém da proposta de fixar idade mínima na inscrição de concursos para juízes, promotores e procuradores.
Eis aí um golpe contra a ação de jovens procuradores. A senadora Kátia Abreu (DEM) afirma:"A idade tem suas vantagens. Traz equilíbrio, ponderação e bom senso".
No Senado, cujo ingresso não se faz com menos de 35 anos, há poucos exemplos dos predicados exigidos pela senadora Kátia. Experiência, corre o risco de não passar de um facho de luz virado para trás.
De qualquer forma, os excessos dos jovens procuradores de hoje são melhores para o futuro da democracia brasileira do que as omissões dos velhos procuradores de ontem.

Do blog O partisan

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A governadora lúmpen do Piratini

Via Rs Urgente


Para o seu filho entender (no consagrado estilo retardo-zero-horioso, sorry, periferia!)

A direita do Rio Grande do Sul conseguiu eleger para o governo do Estado uma deputada federal chamada Yeda Rorato Crusius ou YRC, filiada ao PSDB. Foi no ano de 2006. Quem então governava o Estado era o senhor Germano Rigotto, filiado ao PMDB. Este também era candidato, mas foi rejeitado, já no primeiro turno. YRC adotou o discurso da renovação, com o slogan publicitário “um novo jeito de governar”. No segundo turno da eleição de 2006, YRC disputou com o candidato petista Olívio Dutra.

A direita fez um esforço muito grande para derrotar o ex-governador Olívio, porque via nele uma impossibilidade de contar com o aparelho estatal para obter êxito nos seus negócios, sejam os negócios lícitos, sejam os negócios que precisam de meios menos visíveis para prosperar.

A parte mais sensível do corpo da direita é o bolso. Se a direita vê que o fluxo de dinheiro no seu bolso não será abastecido, ela afasta-se do objeto ou pessoa como o diabo da cruz. Por isso, a direita rejeitou o ex-governador Olívio. E escolheu YRC para governadora do nosso Estado.

YRC foi professora de economia na Universidade. A reputação dela como mestra é muito fraca. Não tem e nunca teve nenhum estudo publicado. Foi uma professora apagada. Projetou-se na vida pública porque trabalhou na RBS TV. No tempo da inflação, ela explicava aos telespectadores porque o preço dos legumes subia diariamente. Ficou conhecida e depois se elegeu deputada federal sem nunca ter qualquer experiência ou militância política. Durante o governo do vice do presidente Collor de Mello, aquele que renunciou para não sofrer um impeachment, por corrupção e irregularidades variadas, YRC chegou a ser ministra durante 72 breves dias. Mas no Brasil, ninguém se lembra disso, porque não foi notada.

Durante o governo FHC, seu companheiro de partido, continuou apagada, mesmo quando – já no governo Lula – foi à tribuna da Câmara pedir o impeachment de Lula, por motivos que ela sequer conseguiu sustentar no próprio discurso.

Depois de ser eleita governadora, YRC foi correndo comprar uma casa nova. Alegou a época que uma governadora não podia morar num local sem apresentação. Muitos perguntaram: “mas como deputada, ela morava antes em que local, numa cabeça-de-porco?”

Comprou uma casa localizada em bairro chique de Porto Alegre. O local de fato tem boa apresentação, mas ela ainda não apresentou as condições do negócio que realizou. Ninguém sabe quanto custou a sua atual casa, quem pagou, e como foram os pagamentos. Não está claro até hoje, trinta e poucos meses depois, a origem dos recursos da família Crusius para adquirir aquele imóvel.

Antes de assumir, YRC quis promover um aumento geral de impostos, contrariando o que havia prometido na campanha eleitoral. Foi derrota pelos deputados da Assembléia. No dia da posse, apareceu no balcão do Palácio Piratini com a bandeira do Estado virada. Mau presságio. A partir daí tudo virou de ponta cabeça em nosso Estado e sobretudo em seu governo. Nada mais deu certo.

YRC foi a um programa de entrevistas em São Paulo e afirmou alguns absurdos sobre a cultura e os costumes do Rio Grande do Sul. Chegou a dizer que a pantalha faz parte da indumentária dos sul-rio-grandenses. Quando se sabe que pantalha é um abajur, um quebra-luz doméstico. Trocar o sentido de palavras e o seu uso adequado tem sido uma constante na fala de YRC. Uma vez ela disse que a barra de Rio Grande precisava ser “assoreada” para melhor trânsito das embarcações que lá aportam. Às continuadas crises que abalam semanalmente seu governo, YRC deu o criativo eufemismo de “bebê japonês que colocaram no meu colo”.

YRC aspira ser bem dotada culturalmente, mesmo quando afirma que adora filme brega de terror, quando diz que lê os piores best-sellers indicados pela Veja, e sobretudo quando escreve cartas lamuriosas a um septuagenário colunista de amenidades do jornal Zero Hora.

O governo de YRC abriga as piores práticas públicas. Quem afirmou isso foi um dos seus secretários de Estado, senhor Cesar Busatto, em diálgo com o vice governador, senhor Paulo Feijó. Na ocasião, Busatto foi saído do governo, e o resto do secretariado permaneceu como estava, ou seja, exercitando as piores práticas públicas.

Em novembro de 2007 foi iniciada a Operação Rodin que reunia agentes da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, e apurou crimes de formação de quadrilha, fraude a licitações, tráfico de influência, sonegação fiscal, estelionato, peculato e corrupção ativa e passiva. A autoria destes crimes foi atribuída a agentes públicos do governo de YRC, líderes partidários da aliança eleitoral que a apoiou, e a militantes das legendas que a sustentam politicamente. Ao todo, mais de 40 pessoas foram indiciadas pela PF e são réus da Justiça Federal de Santa Maria, por responsabilidade no desvio de recursos públicos do Detran/RS estimados em mais de 44 milhões de reais.

Pode-se afirmar que o governo YRC é um consórcio lúmpen montado para predar e depredar o Estado do Rio Grande do Sul. A administração está paralisada, a educação está sendo desmontada, a saúde pública é vegetativa, vivendo de repasses, programas e verbas federais. A segurança pública encontra-se igualmente sucateada, desprestigiada e seus agentes sem meios de trabalhar. A política ambiental é ditada pelos interesses dos investidores em papel e celulose, o Estado simplesmente homologa a melhor decisão do setor privado. A essa renúncia do poder público em governar e manter investimentos nas áreas sociais a governadora dá o nome de déficit zero.

A paralisia do Estado tem um nome: déficit zero. Disso o governo tucano tem feito cavalo de batalha. Se vangloria de feitos e omissões que em outra parte se chamaria de irresponsabilidade social, incúria administrativa, inaptidão gerencial, e incapacidade política.

YRC representa a parte visível do que há de pior no Estado. Ela mobiliza e consegue chamar a atenção para um lado perverso da sociedade sulina. O subterrâneo lúmpen, marginal mesmo, de uma camada da classe dominante está no poder – através da liderança de YRC.

A crise na produção e na repartição dos ganhos do capital, agravado pela falência dos valores morais gerados na revolução burguesa regional de 1893-1930, bem como a predominância econômica (e a consequente hegemonia político-cultural) de um setor primário atrasado, associado e dependente têm propiciado uma dominação eleitoral da fração mais conservadora, reacionária e, por vezes, criminosa no Rio Grande do Sul. Com o pequeno interregno do quadriênio de Olívio Dutra (1999-2003).

O que está acontecendo no Estado não é por acaso ou pela má vontade dos deuses com o Rio Grande do Sul. Há um caldo de cultura que faz crescer e prosperar as ervas daninhas, os animais predadores, a criminalidade como expressão deformada das relações políticas e – por conseguinte – o governo lúmpen de Yeda Rorato Crusius. YRC agora é a soberana do pântano guasca, a imperatriz lúmpen e a voz desafinada do submundo pré-político. Viva o mundo guasca – churriado de vergonha e lama, da nuca até o garrão – como diria o grande poeta chucro, Jaime Caetano Braun.

domingo, 5 de julho de 2009

ARTIGO: Salvem a Uergs

Vejam o que diz o professor Eliezer Pacheco sobre ao processo de desmonte da UERGS promovido pela (des)governadora:

Acredito que todos que trabalham com educação ficaram chocados com a matéria publicada por Zero Hora (O desmonte da universidade), no domingo, 29 de junho. Na quarta-feira, 1º de julho, nos deparamos com argumentos do reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs). Diante do exposto, vale destacar alguns pontos paar reflexão. A Uergs nasceu em 2001, embalada por uma concepção ousada e generosa: multicampi, sintonizada com os arranjos produtivos e culturais e comprometida com o progresso de nossa terra. Na era do conhecimento e da tecnologia viria fortalecer uma inteligência vinculada as nossas raízes e ao nosso futuro. Afinal éramos um dos raros estados brasileiros a não possuir uma universidade estadual, mesmo entre aqueles mais pobres.

O Paraná, por exemplo, possui cinco universidades estaduais distribuídas em vários campi. O paupérrimo Piauí possui a sua universidade estadual, e de boa qualidade. Por que um estado com a pujança do Rio Grande não conseguiria manter uma?

Depois de um período de crescimento a Uergs entrou, no período do atual governo do Estado, em um processo impiedoso e implacável de desmonte, que surpreende e choca até ao mais feroz inimigo dos serviços públicos. De forma silenciosa a Uergs foi sendo desconstruída, não dando chance a que se buscassem alternativas como, por exemplo, a sua incorporação pelo governo federal. Neste mesmo período a União estabeleceu quatorze novos campi universitários e quinze campi dos Institutos Federais em nosso Estado.

Surpreende-me que as forças progressistas, comprometidas com a ciência, a educação e a cultura não protestem ante este ataque a inteligência deste Estado. Se temos a pretensão de vermos o Rio Grande do Sul desenvolvendo-se econômica, social e culturalmente temos de investir em ensino, pesquisa e extensão. A Uergs foi a materialização dos sonhos de cidadãos e cidadãs sintonizados com o futuro. Qualquer política contrária a isto traz a marca do obscurantismo e do atraso e deve defrontar-se com a resistência de todas as pessoas que acreditam na educação e na ciência enquanto instrumentos do progresso, da liberdade e da justiça social.

Eliezer Pacheco - Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC


Do site da Dep. Maria do Rosário

sábado, 28 de fevereiro de 2009

"Guerra e Paz", segundo a RBS


O jornal Zero Hora requenta hoje (mais uma vez) o tema da “guerra civil” que estaria em curso no Rio Grande do Sul, destacando vozes como as de Luciano Alabarse e Lia Luft, que pregam a necessidade de “pacificação” do Estado. Isso no momento em que cresce o isolamento político do governo Yeda Crusius (PSDB), envolvido em denúncias e investigações em todas as áreas, inclusive a criminal. O interesse de ZH pelo tema da “pacificação” é inversamente proporcional ao que dedica à memória. Vale a pena lembrar algumas das coisas que o jornal dizia nos tempos do governo Olívio Dutra, tempos onde as “pombas da paz” estavam armadas até os dentes e a segurança pública era o terreno central de luta:

“Parlamento reage ao desgoverno. Pela primeira vez, as conversas e discursos no plenário da Assembléia, que é a caixa de ressonância das angústias da população, anteciparam ontem momentos de turbulência política no Estado, pelo desgoverno, quando Olívio Dutra completa 27 meses no Piratini. A reportagem de ZH sobre a mãe e duas filhas adolescentes violentadas que poderiam ter sido socorridas pela Brigada Militar de Canoas ampliou o apoio à instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caos na segurança pública. Pela primeira vez, a idéia de um processo de impeachment [a CPI não havia sequer sido aprovada] recebeu o endosso dos mais contidos e equilibrados oposicionistas”. (José Barrionuevo, Página 10, ZH, 23/03/2001)

“Poucos temas têm ocupado tanto a atenção dos cidadãos gaúchos como os relacionados à segurança pública. Historicamente encarado como exceção dentre os principais Estados brasileiros devido aos reduzidos níveis de criminalidade, o Rio Grande do Sul enfrenta hoje um paradoxo inquietante. Enquanto o crime organizado se sofistica e fortalece, os órgãos de prevenção e de repressão passam a impressão de terem sido superados pela agilidade das organizações criminosas” (ZH, 19/04/2001, Editorial)

“O sucateamento da frota da Brigada Militar e da Polícia Civil não é uma abstração criada pelos opositores do governo (Olívio) para justificar a criação de uma CPI (...). O governo do Estado está diante de um problema que exige ação imediata” (ZH, 22/03/2001, Rosane de Oliveira, editora de Política de ZH na época)

Sobre esse tema, o leitor Lupiscinio Pires recorda:

"Não se tem notícia na mídia que entre os anos de 1998 e 2002 no governo do Sr. Olívio Dutra, Luciano Alabarse tenha sugerido uma trégua da oposição e de parte da mídia aos ataques sistemáticos que aquele governo enfrentou. Igualmente não se tem notícia de algum texto da escritora Lya Luft (notória defensora do Governo Yeda) preocupada com a "guerra civil" instalada durante os 4 anos de Olivio Dutra. Naquela época, os chamados formadores de opinião e o oposição diziam que todos os males da Segurança Pública tinha um nome: José Paulo Bisol. Depois nos governos Rigoto e Yeda o problema da segurança passou a ser "estrutural" ou "uma questão nacional".

Durante a CPI da Segurança, qualquer notícia da oposição provocava um Conversas Cruzadas ou longos debates na RBS. E não se exigiam provas naqueles anos. Se os encândalos na Secretaria de Cultura tivessem ocorrido entre 1998 e 2002, certamente Luciano Alabarse e Lya Luft teriam exigido providencias de Olivio Dutra. Não foi o que ocorreu. Não resta dúvida que a proposta da Bandeira Branca no Pampa é muito interessante, pena que tenha vindo com 10 anos de atraso".


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009