O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. Bertolt Brecht
domingo, 28 de agosto de 2011
Falácias, amnésia seletiva e má sociologia da RBS deseducam o “Rio Grande”
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Cenário eleitoral em definição no Rio Grande do Sul
Depois que o PMDB entrou em estado de alerta, buscando reverter sua tendência de queda nas pesquisas, esta semana foi a vez da tucana Yeda Crusius apresentar novidades em sua campanha. No horário eleitoral, Yeda passou a atacar o PT e o PMDB frontalmente, comparando números de seu governo com os antecessores e criticando diretamente José Fogaça.
Inabalável, Tarso Genro parece não estar muito preocupado com os ataques. Depois que sua campanha detectou o crescimento do lulismo e articulou-se com ele, o petista, na esteira de Dilma, rompeu o isolamento e passou a crescer dia a dia. No último período, vem fazendo movimentos inimagináveis há alguns meses, como resgatar sua passagem pela prefeitura de Porto Alegre.
Nenhuma pesquisa até este momento deu qualquer alteração na tendência de vitória do candidato petista. Ao contrário, todas refletem o que se vê nas ruas: uma tranquila e quase “natural” decisão do eleitor em favor de Dilma e, agora, em favor de Tarso.
A hora dos desesperados
Assim como o lulismo se impôs nacionalmente, agora a mesma dinâmica está se reproduzindo nesta reta final no Rio Grande do Sul. Só que de um modo rápido, e talvez inseguro.
Na disputa presidencial, houve um momento em que a decisão foi tomada. Na minha opinião, foi na entrevista à rede Globo. Dilma enfrentou as feras, Marina não mostrou a que veio e Serra, ainda que bem tratado, não conseguiu se sobressair. Ali, as últimas esperanças tucanas e verdes de levar a decisão para um segundo turno, e eventualmente vencer, se tornaram pó entre os dedos.
No Rio Grande do Sul, o momento que decidiu a eleição foi menos perceptível. No início da disputa, na primeira visita de Dilma candidata ao Estado, a campanha presidencial abriu uma janela para o PMDB gaúcho apoiá-la e acompanhar Michel Temer. José Fogaça, Pedro Simon e Mendes Ribeiro fecharam a porta e perderam o rumo. Não perceberam o amadurecimento e a politização do eleitor brasileiro, nem a abrasileiração do eleitor gaúcho. O resultado é o que estamos vendo.
Creio que nestes últimos dias de disputa estamos tendo uma decisão em massa do eleitorado gaúcho em favor dos candidatos lulistas. Assim como as denúncias e manobras de Serra e do PIG não surtiram o efeito de reverter o crescimento de Dilma, no Rio Grande do Sul a mobilização do PMDB e a metralhadora giratória que se tornou a campanha do PSDB não terão o efeito de reverter o crescimento de Tarso.
O mais provável, inclusive, é que aumente o desespero nas hostes tucanas e peemedebistas. E aumentando o desespero, os erros podem aumentar e aparecer ainda mais.
Nota sobre o senado
Ana Amélia Lemos, jornalista da RBS, candidata pelo PP, conseguiu rapidamente posicionar-se em primeiro lugar nas pesquisas. Na onda lulista, Paulo Paim (PT), que até agora esteve com sua reeleição ameaçada, tende a se recuperar e manter sua cadeira. Já Germano Rigotto (PMDB), se confirmarem-se as tendências, pode amargar uma segunda derrota, quatro anos depois de perdido o governo do Estado.
Em 2006, Rigotto foi candidato a reeleição. Correndo por fora, Yeda Crusius ultrapassou-o no primeiro turno e venceu Olívio no segundo. Agora, Rigotto decidiu ir ao senado, contando com uma eleição quase certa. Ana Amélia, correndo por fora, pode repetir o feito de Yeda.
Um amigo, militante do PMDB, jura que o seu partido, em especial a ala Simon, caiu em desgraça junto à RBS. “Hoje, eles odeiam mais a gente que ao PT”, afirmou. Um acompanhamento cuidadoso da linha editorial da RBS nesta eleição no que diz respeito ao Senado não desmente a afirmação do meu amigo.
Vá saber!
Publicado na Carta Capital
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Movimento em apoio ao Jornal JÁ de Porto Alegre
Sentenças contraditórias marcam o processo
Matéria apontou a maior fraude da história gaúcha
Movimento Resistência JÁ cria duas frentes de atuação
sábado, 28 de agosto de 2010
Crack Nunca Mais, pela reabilitação do RS

Por Katarina Peixoto
Por isso falar em desintoxicação do Rio Grande do Sul faz sentido, e não exatamente como metáfora.
Um Estado que padeceu com a experiência Yeda Crusius não precisa de metáfora, mas de realidade e, portanto, de um compromisso inadiável com a verdade. A viagem tem sempre vida curta e a chapação, ao longo do tempo, mata. De 2003 para cá, quando a direita gaúcha rearticulou seu projeto de poder no estado do Rio Grande do Sul, a situação do Estado, perante si mesmo e perante o país realmente merece uma campanha como “Crack, nunca mais”. Não é sem propósito que o esteio propagandístico da chapação lança essa campanha. E, mais uma vez, não há metáfora, aqui.
A decadência econômica vem caminhando de mãos dadas com a degeneração política. Se esse vínculo é necessário ou não, pouco importa. Fato é que constatar sua existência no RS dos dias que correm é dizer a verdade. O lero-lero delirante do Déficit Zero é propagandeado a despeito do declínio nos índices de qualidade de ensino, de saúde, dos serviços públicos e nos grandes esquemas de saque do erário já combalido. Saques, por sua vez, investigados e denunciados antes pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. A chapação e a dependência não deram lugar à oposição. Mas esta, como um fígado, seguiu se regenerando.
Seria simplesmente ridículo ver Yeda Crusius na televisão, com aquela sua peculiar mirada ao infinito, não fosse desagradável. É constrangedor e triste ver no que as drogas podem transformar uma pessoa. E a mentira das sanhas ideológicas não apenas alienam politicamente, como demenciam. Tem algo demente, ali, naquele queixo acrítico, naquele déficit zero que outro dia até a representante não escolhida pelo voto do sofrido Ministério Público Estadual repete. Diabos, o que pode querer dizer déficit zero no MP estadual???
Para criticar o Olívio Dutra, diziam que nas Assembléias do OP se discutia até a compra de carteiras para escolas. Para criticar, diga-se. Porque o que fizeram com este homem é inominável. Agora, não podem mais fazê-lo. Não falam mais sozinhos, não intoxicam plenamente, não asseguram a terra das palavras delirantes nas mentes incautas. E o Rio Grande do Sul fica mais saudável.
Posso discordar de que tudo seja discutido numa assembléia de OP. Mas frente ao crime o que está em jogo não é a concórdia ou a discórdia; é a justiça, a lei. Ambas, em tempo, vêm sendo destroçadas neste estado. Desmantelaram a legislação ambiental, esquartejaram a legislação dos incentives fiscais e, com isso, a mínima decência tributária (o Fundopem do governo Rigotto tornaria Britto um republicano), desinvestiram deliberada e sistematicamente na saúde, recusaram e se abstiveram do recebimento e do empenho de verbas federais destinadas a políticas públicas para jovens, crianças, mulheres, mulheres negras, comunidades indígenas, catadores de papel, usuários do SUS.
Esse acúmulo de perdas só reforçou a dependência da máquina propagandística, o estuário de verbas estaduais para seguir tentando perpetuar o vício. Como se sabe, o vício tem muitos aspectos: culpa-se o outro, projeta-se a própria miséria e se denega qualquer responsabilidade. Assim se pode ver motoristas de táxi, lobotizados via rádio o dia inteiro, bradarem contra a Dilma porque os azuiszinhos não fiscalizam as pessoas que estacionam nas ruas. Crack,nunca mais.
E por falar nisso, o senador Simon está calado. O paladino da imparcialidade ativa que embruteceu, empobreceu e corrompeu o Estado em níveis nunca dantes vividos. Seu candidato, até que se prove o contrário, é um senhor tão obscuro como descompromissado, cujo discurso vazio só é superado pela ausência de vitalidade.
Quem quer manter essa carcaça em que o RS se tornou? Como um resto de gente, com dentes empodrecidos, ira contra o mundo, sobretudo incompreensível; quem caminha pelas ruas e vê as hordas de jovens chapados sabe do que se trata a imparcialidade ativa do déficit zero. Sabe o que desinvestimento, abstenção e recusa de assistência geram. Ainda virá à tona o quanto foi devolvido à união pelos governos (sic) da imparcialidade ativa e do déficit zero, em recursos sem empenho, destinados a políticas públicas no âmbito da assistência social, médica, à criança e ao adolescente, à juventude. Crack, nunca mais.
Reabilitação é um processo doloroso, mas diariamente fortalecido. Toda desintoxicação exige mais do fígado do que os porres de palavras cruzadas e falsas polêmicas. Mas funciona, constitui, faz sentido. É um caminho incerto, com recaídas, ou sem. Mas aponta para a agregação, a consciência do mundo e a independência moral. Sem chapação, sem mentira, sem saque do erário e sobretudo sem o delírio destruidor de futuro, de responsabilidade e de saúde.
O que será do RS reabilitado não se sabe, visto que a destruição não foi pouca nem irrelevante. Mas cessar a dependência, hoje, é vencer o vício, ganhar da mentira, recusar o auto-engano mistificador e empenhar-se com o futuro. Crack, nunca mais.
Texto surrupiado do RS Urgente
Ilustração Sátiro-Hupper
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Fator Mariza Abreu indica estratégia do PIB gaúcho para seguir mandando no Palácio Piratini
O chamado alto PIB gaúcho (Gerdau, RBS & Cia) não desistiu de reduzir o Estado do Rio Grande do Sul a um mero gerente de seus negócios privados. Desde o governo Antônio Britto - com um intervalo de quatro anos, onde declarou guerra ao governo Olívio Dutra – o PIB guasca implementa sua agenda de privatizações, Estado mínimo e choque de gestão. A eleição de Yeda Crusius (PSDB) foi um acidente de percurso. As fichas estavam todas depositadas na reeleição de Germano Rigotto (PMDB), mas a soberba, entre outras coisas, acabou colocando a tucana no Palácio Piratini. Deu no que deu: um governo atolado em denúncias de corrupção e trapalhadas, desde o início. Yeda, no entanto, cumpriu um compromisso central com o PIB gaúcho: seguiu desmontando o Estado e subordinando o público ao privado.
Mas a atual governadora não é uma pessoal confiável aos olhos dos Gerdaus e Sirotskys da vida. Por isso, agora, as fichas vão para a candidatura do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. E alguns nomes importantes que estiveram com Yeda já desembarcam na campanha de Fogaça. É o caso de Mariza Abreu, ex-secretária de Educação do governo tucano, que declarou apoio à candidatura do PMDB. Ela sonha em voltar ao cargo na Secretaria de Educação para terminar o serviço que não conseguiu implementar: as “reformas” na educação pública gaúcha, que, até aqui, significam basicamente supressão de direitos de professores e funcionários da rede estadual de educação. O choque de gestão na educação é um antigo sonho de Gerdau e outros empresários gaúchos. Acham que, com Fogaça, terão uma nova chance.
Em um artigo publicado em 11 de janeiro de 2009, no jornal Zero Hora, o economista Gustavo Iochpe rasgou elogios a Mariza Abreu e identificou quais seriam os desafios para a educação gaúcha: “combater a inércia, a letargia, os interesses corporativos arraigados”. Ou seja, dito de outro modo, o problema está nos professores e professoras preguiçosos e corporativistas. Isso foi dito – e repetido – assim, sem qualquer ambigüidade. “Finalmente, o Rio Grande tem uma secretária da Educação com uma visão correta do futuro da nossa educação e disposta a empreender essas reformas. É Mariza Abreu”, anunciou Iochpe, lamentando que ela não teria respaldo do governo para cumprir essa missão. O apoio precoce da ex-secretária a Fogaça já sinaliza o programa e a estratégia da direita gaúcha para seguir no Palácio Piratini.
Do RS Urgente
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Flavio Koutzii: tese da polarização no RS é um truque
Em entrevista publicada nesta segunda-feira no Jornal do Comércio, Flavio Koutzii analisa o quadro político estadual e nacional e adverte para o retorno de um velho truque na política gaúcha, a saber, a tese da polarização e da necessidade de “pacificação” do Estado: O senador Pedro Simon - respeitado e tudo mais, mas que tem escancarado uma opinião “acima do Mampituba” e outra para nós, uma conivência que considero indecente - dizia na segunda-feira passada que Fogaça vem para pacificar. Pergunto: para pacificar o quê, cara pálida? Porque toda a turbulência que há no Rio Grande do Sul vem a partir do próprio governo, em que eles (PMDB) ainda estão. Pacificar o quê? A existência de uma pequena oposição, que tem dez deputados (PT), mais o PCdoB na Assembleia?
Sobre a tese da “pacificação” – que, segundo Simon, seria encarnada pela candidatura Fogaça, Koutzii lembra que ela representa uma mera repetição da estratégia utilizada pelo PMDB com a candidatura Rigotto, em 2002:
Ele (Fogaça) é dessa turma (do governo)… A estratégia da pacificação foi brilhantemente encarnada pela candidatura Rigotto (em 2002), até porque ele tinha muito a ver com a proposta, era um cara de diálogo e conseguiu isso. Assim como Fogaça (em 2004) - para quem eu gostaria de dar o kikito de melhor achado de publicidade, que foi aquele “fica o que está bom e muda o que está ruim”, genial do ponto de vista de síntese, hábil, enganoso - funcionou. Mas agora o tema da pacificação está sendo forçado.
O presidente da Federasul (José Paulo Dornelles Cairoli), na cerimônia do Prêmio Líderes e Vencedores, fez um discurso, breve, e disse, não por acaso, que a responsabilidade pela crise do Rio Grande do Sul é da situação e da oposição. Como é possível dizer isso? Não conseguem nem colocar uma CPI para funcionar com eficácia, porque não tem base institucional dentro da Assembleia. Então esse negócio de pacificação não cabe, não tem nada que ver com a realidade hoje.
Koutzii assinala ainda que a estratégia da base parlamentar do governo de paralisar a CPI na Assembléia revela conivência e cumplicidade com a corrupção:
A CPI está paralisada porque oito deputados de 12 não aparecem mais. Mas não aparecem não porque sejam vagabundos. Não aparecem porque são militantes coniventes e cúmplices dos temas em que eles impedem que seja aprofundada a investigação. E não foi alguém da Assembleia Legislativa que desencavou um tema e chegou a uma CPI. Temas profundamente investigados durante dois anos e meio, nos rigores da lei, com as técnicas que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) têm dão base ao desenvolvimento da CPI. Isso é um escândalo! A escolha foi botar a CPI no freezer, esterilizá-la ao máximo. Portanto, todos esses deputados estão associados a esse processo.
Do RS Urgente
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A irresponsabilidade da “elite” gaúcha
No dia seguinte à vitória de Germano Rigotto nas eleições de 2002, o jornal Zero Hora publicou um editorial saudando a derrota do governo Olívio Dutra (PT), que teria mergulhado o Estado em conflitos, e a vitória do candidato “pacificador” do PMDB. O mesmo discurso foi repetido por lideranças empresariais do Estado que apontavam o futuro governo Rigotto como uma oportunidade para a retomada de um clima de paz propício aos negócios. Esse discurso ignorava completamente o desempenho econômico do Estado no período do “governo de conflitos” (1999-2002).
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação de Economia e Estatística (FEE), entre 1999 e 2001, o PIB industrial gaúcho cresceu seis vezes mais que o do Brasil, governado então por Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O crescimento do Estado neste período foi de 11,7% contra 1,7% do país (e –4,7% no período entre 1995 e 1998, do governo Antônio Britto). No mesmo período, o PIB agropecuário gaúcho cresceu 23,8%, contra 16,9% do país e 4,3% do governo Britto.
Com a vitória da RBS e de seus agentes políticos “pacificadores”, foi retomada no Estado a cultura da “gestão modernizadora do Estado” que tinha no empresário Jorge Gerdau Johhanpeter e seu mítico PGQP (Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade) um de seus principais gurus. A era do PGQP atravessou o governo Rigotto, chegou ao governo Fogaça, em Porto Alegre, e prosseguiu no governo Yeda Crusius, combinado com o anunciado “novo jeito de governar”. Foi no governo Rigotto também, em 2003 para ser mais preciso, que, segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, iniciou o esquema de fraude que acabaria desviando cerca de R$ 44 milhões do Detran. Um dos principais acusados de chefiar o esquema, o deputado federal José Otávio Germano (PP) era então o secretário da Segurança Pública, substituindo o “conflituoso” José Paulo Bisol.
No último domingo, o mesmo jornal Zero Hora publicou uma matéria tratando da queda do PIB gaúcho na última década e da perda de poder econômico do Estado no cenário nacional. No plano político então, a situação é ainda pior. O Rio Grande do Sul não só perdeu poder político como virou tema de chacota nacional, graças ao desastrado governo de Yeda Crusius. Um governo onde o partido da governadora que anunciou um “novo jeito de governar” chega ao seu terceiro ano contratando uma empresa para ajudar a “construir um modelo de governo”.
Os responsáveis pela decadência política e econômica do RS na última década procuram agora esconder sua responsabilidade pelo que está acontecendo, como se tudo não passasse de um acidente da natureza. Onde está o balanço da RBS sobre as posições políticas que abraçou na última década? E as fórmulas milagrosas do Sr. Gerdau (sempre ávido em conquistar “incentivos” fiscais), contribuíram no que mesmo para o desenvolvimento do Estado? E os padrinhos políticos de Yeda Crusius e seu grupo, por que se esforçam agora em não aparecer ao lado da governadora? Qual o balanço do senador Pedro Simon que selou seu apoio a Yeda com um carinhoso beijo na testa?
Silêncio. Silêncio é a resposta a todas essas questões. A chamada “elite” gaúcha revela-se absolutamente irresponsável. Literalmente irresponsável. Não responde por seus atos e por suas escolhas. E tenta continuar aparecendo como portadora da mensagem do progresso e da modernidade, apoiada em agentes políticos que elevaram a mediocridade e a covardia a alturas nunca dantes navegadas. É assim que está o Rio Grande do Sul neste início do século XXI.
Ilustração: Sátiro-Hupper
sábado, 3 de outubro de 2009
Pesquisa Ibope: Tarso lidera em todos os cenários. Yeda tem 60% de rejeição
O jornal Zero Hora publica neste domingo (4) pesquisa Ibope sobre a sucessão estadual no Rio Grande do Sul. O candidato do PT, Tarso Genro, lidera em todos os cenários e também na disputa em segundo turno. Na pesquisa espontânea, Tarso tem 10%, sendo seguido por Germano Rigotto (PMDB), com 6%, José Fogaça (PMDB), com 4% e Olívio Dutra (PT), com 4%. Yeda Crusius (PSDB) tem 3% e Beto Albuquerque (PSB), 1%. O índice de indecisos é de 56%., com 11% de brancos e nulos.
Nos quatro cenários estimulados, Tarso lidera com índices que variam entre 37% e 40%. Em segundo lugar, alternam-se Rigotto e Fogaça, com índices que variam de 26 a 28%. Em terceiro lugar aparece Beto Albuquerque, com uma variação de 7 a 8%. Quando aparece, Yeda Crusius vem em quarto, com uma variação de 4 a 5%. A atual governadora do Estado tem o maior índice de rejeição entre todos os candidatos: 60% dos entrevistados disseram que não votam nela de jeito nenhum. Os demais índices de rejeição são muito mais baixos: Paulo Feijó (DEM), com 14%, Tarso Genro, com 13%, Pedro Ruas (PSOL), 12%, Rigotto, 11%, e Fogaça, 9%.
No segundo turno, Tarso vence em todas as simulações:
48% a 34% contra Rigotto
48% a 34% contra Fogaça
65% a 10% contra Yeda
Nas simulações de segundo turno, Yeda perde em todos os cenários, seja contra Tarso, seja contra um candidato do PMDB.
O Ibope também consultou a opinião dos eleitores gaúchos sobre a disputa presidencial. Na pesquisa espontânea, Lula lidera com 19%, sendo seguido por José Serra, com 14%, Dilma Rousseff (PT), com 7% e Ciro Gomes (PSB), com 2%. Nos dois cenários estimulados, os resultados são os seguintes:
Cenário 1
Ciro – 27%
Dilma – 20%
Aécio – 10%
Heloísa Helena – 10
Marina Silva – 8
Cenário 2
Serra – 30%
Dilma – 19%
Ciro – 19%
Heloísa Helena – 8%
Marina Silva – 6
Na disputa para o Senado, Paulo Paim (PT) lidera o levantamento espontâneo, com 10%, sendo seguido por Sérgio Zambiasi (PTB), com 6%, e Germano Rigotto, com 4%. Na pesquisa estimulada, Zambiasi está na frente com 30%, seguindo por Paim e Rigotto, ambos com 28%.
O Ibope ouviu 812 eleitores em 52 municípios do Estado entre os dias 25 e 29 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Do RS Urgente
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Methodus: Tarso na frente; Yeda tem 58,2% de rejeição
O Instituto Methodus divulgou pesquisa sobre a disputa eleitoral para o governo gaúcho. Foram ouvidos 1.500 eleitores, em 30 municípios, entre os dias 20 e 25 de setembro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento apresenta uma diferença importante em relação a outras pesquisas divulgadas recentemente. A pesquisa da Methodus coloca Germano Rigotto (PMDB) em segundo lugar, e não José Fogaça (PMDB), como vinha ocorrendo. Os números divulgados pelo instituto são os seguintes:Pesquisa Espontânea (principais votados)
Tarso Genro (PT) – 10,8%
Germano Rigotto (PMDB) – 7,7%
Olívio Dutra (PT) – 7,1%
Yeda Crusius (PSDB) – 4,8%
José Fogaça (PMDB) – 2,6%
Beto Albuquerque (PSB) – 1,0%
Não sabe – 57,1%
Nenhum – 3,2%
Pesquisa Estimulada (Cenário 1)
Tarso Genro (PT) – 33,6%
Germano Rigotto (PMDB) – 28,2%
Beto Albuquerque – 10%
Yeda Crusius (PSDB) – 8,4%
Vieira da Cunha (PDT) – 3,3%
Pedro Ruas (PSOL) – 2,9%
Paulo Feijó (DEM) – 1,1%
Nenhum – 6,0%
Não sabe – 6,6%
Pesquisa Estimulada (Cenário 2)
Tarso Genro (PT) – 35,3%
José Fogaça (PMDB) – 25%
Beto Albuquerque (PSB) – 11,3%
Yeda Crusius (PSDB) – 7,9%
Pedro Ruas (PSOL) – 3,1%
Vieira da Cunha (PDT) – 2,9%
Paulo Feijó (DEM) – 1,5%
Nenhum – 5,9%
Não sabe – 7,1%
Pesquisa Estimulada (Cenário 3)
Tarso Genro (PT) – 39%
José Fogaça (PMDB) – 29,3%
Beto Albuquerque (PSB) – 13,4%
Pedro Ruas (PSOL) – 3,6%
Paulo Feijó (DEM) – 1,6%
Nenhum – 5,3%
Não sabe – 7,8%
Rejeição
A governadora Yeda Crusius apresenta o maior índice de rejeição, com 58,2%. EM segundo lugar vem Paulo Feijó, com 22% e, em terceiro, Tarso Genro, com 18,8%. Germano Rigotto vem logo em seguida com 17,7% de rejeição.
A íntegra da pesquisa está disponível no site do Instituto Methodus.
Pescado do RS Urgente
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
DEZ ANOS ESTA TARDE

Não é o fato de o Ministério Público Federal não dizer, uma vez mais, algo surpreendente. Não é o constrangimento que a grande mídia, cúmplice, teria de enfrentar, vergonha alguma tivesse, ao anunciar a presença de nomes até hoje pela manhã solenemente sonegados na lista dos suspeitos de saque ao erário e enriquecimento ilícito. Não é a esquisita falta da mínima compaixão pelos que estão, agora, juridicamente implicados, contra qualquer interpretação editorial de plantão. Não é o lamento perante os chargistas de aluguel. Não é o desprezo e mesmo o nojo do colunismo político da grande mídia. Nada disso realmente importa, hoje, nesta tarde em que essa gente toda foi exposta. Nem mesmo importa a constatação não sujeita a qualquer debate de que essa fraude específica começou no ano imediatamente seguinte à saída do PT do governo do estado do RS.
Não é o castelinho de papel de que se fez e faz Rigotto, cujo secretário de segurança pública, louvado pela mídia monopólica cúmplice, encabeça a lista de réus. Não é o desejo de devolver, como cuspe, os perdigotos deliberados e falastrões do senador vitalício da grande cúmplice da hecatombe que assola este estado, e que vem sendo gestada e produzida há pouco mais de dez anos.
Na oposição até 2002, capitaneada pelos cúmplices e seus capangas opinativos hoje homens de patrimônio material improvável a qualquer assalariado, a direita gaúcha liberou-se pelo voto para reiniciar o saque do estado. À oposição ideológica fecunda, construída em campanhas de amparo às crianças e sob a espantosa bandeira da paz, seguiu-se esse saque através de um organismo vinculado à segurança pública. Exatamente a Segurança, aquela vitimada pela guerra ideológica que o monopólio midiático escolheu para massacrar, não poupando pessoas, vidas e histórias, depois de terem sepultado de vez qualquer compromisso com a verdade.
Esta fraude no DETRAN-RS teve início no primeiro ano do governo Germano Rigotto. O rapaz que substituiu José Paulo Bisol encabeça a lista dos denunciados na fraude, de aproximadamente 44 milhões de reais. Um dos substitutos de Flavio Koutzii na casa civil também ocupa a lista, envolvido e ou com enriquecimento ilícito, e ou com desvio de recursos públicos, e ou com a facilitação desses desvios. O rapaz que substituiu Miguel Rossetto na Secretaria Geral de Governo também está na lista, bem como está nas notícias esquisitas sobre o uso de dinheiro sem procedência justificada que comprou a casa em que a senhora que substituiu o cargo ocupado certa feita por Olívio Dutra atualmente habita. E talvez seja preciso lembrar quem indicou o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, também presente na lista desta tarde.
Na Assembléia, os cúmplices desses réus se recusam a assinar uma CPI. Recusam-se, é de se concluir, porque foi um documento produzido após a realização da CPI do DETRAN, no ano passado, que deu origem à investigação cujos resultados hoje vieram parcialmente à tona. Os cúmplices dessa gente não querem CPI, a começar pelo Senador Pedro Simon, neste momento encenando uma peça sobre probidade e ética, no caso, contra José Sarney, o mais recente neófito da política peemdebista.
Nesta tarde, o que importa é a claridão que suprime o ressentimento e libera o espírito e a Política das trevas em que se foi metendo o Rio Grande do Sul, há pouco mais de dez anos. Há uma expressão médica que nomeia aquela melhora que um paciente terminal experimenta dias ou no dia anterior a sua morte: melhora crepuscular. Pode-se dizer que o irracionalismo e a barbárie contra o seu povo e sobretudo contra a democracia constituíram a melhora crepuscular da direita gaúcha, que se fortaleceu a partir de 1999. Melhora que ganhou vigor na campanha delirante de afastamento do fabricado tumor maligno, finalmente derrotado nas eleições de 2002. E que foi se consumindo como metástase e putrefação ao vivo, nesta tarde. Dez anos, esta tarde. É isso o que importa.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
A governadora lúmpen do Piratini
Via Rs Urgente
Para o seu filho entender (no consagrado estilo retardo-zero-horioso, sorry, periferia!)
A direita do Rio Grande do Sul conseguiu eleger para o governo do Estado uma deputada federal chamada Yeda Rorato Crusius ou YRC, filiada ao PSDB. Foi no ano de 2006. Quem então governava o Estado era o senhor Germano Rigotto, filiado ao PMDB. Este também era candidato, mas foi rejeitado, já no primeiro turno. YRC adotou o discurso da renovação, com o slogan publicitário “um novo jeito de governar”. No segundo turno da eleição de 2006, YRC disputou com o candidato petista Olívio Dutra.
A direita fez um esforço muito grande para derrotar o ex-governador Olívio, porque via nele uma impossibilidade de contar com o aparelho estatal para obter êxito nos seus negócios, sejam os negócios lícitos, sejam os negócios que precisam de meios menos visíveis para prosperar.
A parte mais sensível do corpo da direita é o bolso. Se a direita vê que o fluxo de dinheiro no seu bolso não será abastecido, ela afasta-se do objeto ou pessoa como o diabo da cruz. Por isso, a direita rejeitou o ex-governador Olívio. E escolheu YRC para governadora do nosso Estado.
YRC foi professora de economia na Universidade. A reputação dela como mestra é muito fraca. Não tem e nunca teve nenhum estudo publicado. Foi uma professora apagada. Projetou-se na vida pública porque trabalhou na RBS TV. No tempo da inflação, ela explicava aos telespectadores porque o preço dos legumes subia diariamente. Ficou conhecida e depois se elegeu deputada federal sem nunca ter qualquer experiência ou militância política. Durante o governo do vice do presidente Collor de Mello, aquele que renunciou para não sofrer um impeachment, por corrupção e irregularidades variadas, YRC chegou a ser ministra durante 72 breves dias. Mas no Brasil, ninguém se lembra disso, porque não foi notada.
Durante o governo FHC, seu companheiro de partido, continuou apagada, mesmo quando – já no governo Lula – foi à tribuna da Câmara pedir o impeachment de Lula, por motivos que ela sequer conseguiu sustentar no próprio discurso.
Depois de ser eleita governadora, YRC foi correndo comprar uma casa nova. Alegou a época que uma governadora não podia morar num local sem apresentação. Muitos perguntaram: “mas como deputada, ela morava antes em que local, numa cabeça-de-porco?”
Comprou uma casa localizada em bairro chique de Porto Alegre. O local de fato tem boa apresentação, mas ela ainda não apresentou as condições do negócio que realizou. Ninguém sabe quanto custou a sua atual casa, quem pagou, e como foram os pagamentos. Não está claro até hoje, trinta e poucos meses depois, a origem dos recursos da família Crusius para adquirir aquele imóvel.
Antes de assumir, YRC quis promover um aumento geral de impostos, contrariando o que havia prometido na campanha eleitoral. Foi derrota pelos deputados da Assembléia. No dia da posse, apareceu no balcão do Palácio Piratini com a bandeira do Estado virada. Mau presságio. A partir daí tudo virou de ponta cabeça em nosso Estado e sobretudo em seu governo. Nada mais deu certo.
YRC foi a um programa de entrevistas em São Paulo e afirmou alguns absurdos sobre a cultura e os costumes do Rio Grande do Sul. Chegou a dizer que a pantalha faz parte da indumentária dos sul-rio-grandenses. Quando se sabe que pantalha é um abajur, um quebra-luz doméstico. Trocar o sentido de palavras e o seu uso adequado tem sido uma constante na fala de YRC. Uma vez ela disse que a barra de Rio Grande precisava ser “assoreada” para melhor trânsito das embarcações que lá aportam. Às continuadas crises que abalam semanalmente seu governo, YRC deu o criativo eufemismo de “bebê japonês que colocaram no meu colo”.
YRC aspira ser bem dotada culturalmente, mesmo quando afirma que adora filme brega de terror, quando diz que lê os piores best-sellers indicados pela Veja, e sobretudo quando escreve cartas lamuriosas a um septuagenário colunista de amenidades do jornal Zero Hora.
O governo de YRC abriga as piores práticas públicas. Quem afirmou isso foi um dos seus secretários de Estado, senhor Cesar Busatto, em diálgo com o vice governador, senhor Paulo Feijó. Na ocasião, Busatto foi saído do governo, e o resto do secretariado permaneceu como estava, ou seja, exercitando as piores práticas públicas.
Em novembro de 2007 foi iniciada a Operação Rodin que reunia agentes da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, e apurou crimes de formação de quadrilha, fraude a licitações, tráfico de influência, sonegação fiscal, estelionato, peculato e corrupção ativa e passiva. A autoria destes crimes foi atribuída a agentes públicos do governo de YRC, líderes partidários da aliança eleitoral que a apoiou, e a militantes das legendas que a sustentam politicamente. Ao todo, mais de 40 pessoas foram indiciadas pela PF e são réus da Justiça Federal de Santa Maria, por responsabilidade no desvio de recursos públicos do Detran/RS estimados em mais de 44 milhões de reais.
Pode-se afirmar que o governo YRC é um consórcio lúmpen montado para predar e depredar o Estado do Rio Grande do Sul. A administração está paralisada, a educação está sendo desmontada, a saúde pública é vegetativa, vivendo de repasses, programas e verbas federais. A segurança pública encontra-se igualmente sucateada, desprestigiada e seus agentes sem meios de trabalhar. A política ambiental é ditada pelos interesses dos investidores em papel e celulose, o Estado simplesmente homologa a melhor decisão do setor privado. A essa renúncia do poder público em governar e manter investimentos nas áreas sociais a governadora dá o nome de déficit zero.
A paralisia do Estado tem um nome: déficit zero. Disso o governo tucano tem feito cavalo de batalha. Se vangloria de feitos e omissões que em outra parte se chamaria de irresponsabilidade social, incúria administrativa, inaptidão gerencial, e incapacidade política.
YRC representa a parte visível do que há de pior no Estado. Ela mobiliza e consegue chamar a atenção para um lado perverso da sociedade sulina. O subterrâneo lúmpen, marginal mesmo, de uma camada da classe dominante está no poder – através da liderança de YRC.
A crise na produção e na repartição dos ganhos do capital, agravado pela falência dos valores morais gerados na revolução burguesa regional de 1893-1930, bem como a predominância econômica (e a consequente hegemonia político-cultural) de um setor primário atrasado, associado e dependente têm propiciado uma dominação eleitoral da fração mais conservadora, reacionária e, por vezes, criminosa no Rio Grande do Sul. Com o pequeno interregno do quadriênio de Olívio Dutra (1999-2003).
O que está acontecendo no Estado não é por acaso ou pela má vontade dos deuses com o Rio Grande do Sul. Há um caldo de cultura que faz crescer e prosperar as ervas daninhas, os animais predadores, a criminalidade como expressão deformada das relações políticas e – por conseguinte – o governo lúmpen de Yeda Rorato Crusius. YRC agora é a soberana do pântano guasca, a imperatriz lúmpen e a voz desafinada do submundo pré-político. Viva o mundo guasca – churriado de vergonha e lama, da nuca até o garrão – como diria o grande poeta chucro, Jaime Caetano Braun.
domingo, 22 de março de 2009
RS URGENTE: Pesquisa Datafolha mostra Tarso em primeiro, Fogaça em segundo e Yeda em terceiro

"A pouco mais de 18 meses das eleições, pesquisa Datafolha realizada no Rio Grande do Sul mostra que a governadora Yeda Crusius (PSDB) está em terceiro lugar na disputa, atrás do ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), e do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Nos quatro cenários pesquisados pelo Datafolha, os prováveis candidatos do PT e do PMDB -partidos que antecederam o PSDB no governo gaúcho- se revezam na dianteira das intenções de votos. Yeda aparece em terceiro, com percentuais que oscilam de 8% a 9% das intenções de votos.
A tucana, primeira mulher eleita como governadora no Estado, enfrenta uma crise política alimentada por denúncias de corrupção contra ela e integrantes de seu governo desde novembro de 2007, quando a Polícia Federal prendeu 13 pessoas suspeitas de participar de uma fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran gaúcho. "A regra ultimamente é o governador sair na frente. A posição de Yeda certamente é reflexo do noticiário negativo", afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
No primeiro cenário, Tarso aparece com 30%, seguido por Fogaça, com 27%. Trata-se de um empate técnico. Yeda aparece com 9%, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) tem 6%, o vice-governador Paulo Feijó (DEM) alcança 2% e o vereador Pedro Ruas (PSOL) foi o escolhido por 1%. Fogaça aparece em vantagem, com 30%, quando a opção do PT é o ex-governador Olívio Dutra, que soma 24%. Na simulação, os percentuais de Yeda e Beto Albuquerque se mantêm.
No cenário de disputa mais acirrada, Tarso atinge 33% de preferência nos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, onde o PT conquistou a hegemonia nas últimas eleições. Na capital, tem 28%. Já o percentual de intenção de voto em Fogaça varia menos: na capital tem 26%; no interior, 27%. A governadora Yeda Crusius tem o seu melhor desempenho fora da capital e da região metropolitana, chega a 10% no interior. A ligeira vantagem do ministro da Justiça sobre o prefeito de Porto Alegre se dá fundamentalmente entre os eleitores que ganham até cinco salários mínimos. Neste estrato, o petista tem 30% contra 26% do peemedebista. Nos outros dois cenários, quando o possível candidato do PMDB é o também ex-governador Germano Rigotto, a vantagem dos petistas aumenta. Tarso alcança 32%, 14 pontos à frente de Rigotto (18%).
Com os dois ex-governadores na disputa, Olívio Dutra tem 27%, contra 20% de Rigotto. Nas quatro simulações feitas pelo Datafolha, varia de 11% a 13% o total de eleitores que declaram intenção de votar em branco ou anular o voto. Com um quadro indefinido sobre os prováveis concorrentes ao governo, nenhum deles se destaca na pesquisa espontânea, levantamento em que o entrevistado cita o nome de sua preferência sem que lhe sejam apresentadas opções. Na espontânea, dois em cada três eleitores consultados (67%) afirmam não saber em quem votarão nas eleições para governador em 2010".



