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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Gripe A não é mais a atração principal do espetáculo midiático


Há um ano não tinha Copa do Mundo. Também não tinha “caso Bruno”, nem eleições se aproximando. O show, porém, não podia parar. A Gripe Suína, depois Gripe A, depois H1N1, foi, então, a bola da vez. Páginas e mais páginas, manchetes e mais manchetes, reportagens e mais reportagens abordaram o assunto por todos os lados. E esse ano? Não tivemos nenhum caso de Gripe A? Tivemos, sim. Alguém viu alguma notícia em algum jornal, seja impresso, de rádio ou de televisão?

Pois a doença está por aqui de novo, e ninguém está alarmado, não há desespero nas ruas, não há falta em massa às aulas, não há pessoas saudáveis andando com máscaras. Não há nada disso porque, dessa vez, não há sensacionalismo por parte da mídia. Esse factóide já foi usado no ano passado para obter audiência, agora as novas atrações do circo midiático são Copa do Mundo, “caso Bruno” e eleições.

A Zero Hora lembrou, por um breve instante, da Gripe A. Em duas páginas, na “Reportagem Especial” desta terça-feira, traz, já em seu título, a pergunta: “Por que a Gripe A não assusta tanto?”. Bom, a resposta está no parágrafo anterior, não na tal matéria, assinada por Juliana Bublitz e Kamila Almeida. Segundo a matéria, quatro “ações que ajudaram a barrar a epidemia” foram a vacinação em massa, a campanha de conscientização, a imunização natural da população, e a maior rapidez nos diagnósticos. Um quadro apresentado na matéria, porém, mostra que o número de casos da doença caiu menos que pela metade. A cobertura da imprensa, porém, caiu para quase zero, enquanto, no ano passado, ganhou um espaço próximo ao que a Copa do Mundo ganhou neste ano.

Que “epidemia barrada” é essa que até agora já tem 675 casos confirmados, enquanto no ano passado a população era apavorada por 1175 casos até 15 de julho? Com 90% da meta de vacinação alcançada, uma diminuição como essa não é muito pequena? O que mudou a fundo mesmo não foi a força ou a expansão da doença. O que mudou é que agora a mídia tem outros factóides dos quais tirar seu suco publicitário.

Está recém chegando, aliás, outra atração que promete ser explorada e espremida até cair a última gota de sangue: a morte, por atropelamento, do filho da atriz e apresentadora da TV Globo Cissa Guimarães. Reconstituições com alta tecnologia mostrarão como foi o atropelamento, especialistas vão criticar o motorista e o atropelado, populares opinarão em enquetes quantitativas por telefone ou internet: “para você, de quem foi a culpa pelo acidente?”. E assim o show continua.


Do Jornalismo B

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lemes adverte: Vacine-se contra os "surtos" midiáticos de gripe suína

por Conceição Lemes*

O Ministério da Saúde informa: até 21 de maio, o Brasil deverá vacinar pelo menos 80% das 91 milhões de pessoas que devem ser imunizadas contra influenza A, ou gripe A (H1N1), mais conhecida como gripe suína.

São grupos prioritários: trabalhadores da área de saúde, indígenas, grávidas em qualquer período de gestação, crianças, adolescentes e adultos com obesidade grau 3 (antigamente chamada obesidade mórbida), pessoas com doenças crônicas, crianças de seis meses a menos de dois anos, idosos (com mais de 60 anos) portadores de doenças crônicas e adultos saudáveis de 20 a 39 anos.

Grupos prioritários são aqueles que têm maior risco de desenvolver formas graves da doença e de morrer. A prioridade dos trabalhadores de saúde é porque deles dependem todas as estratégias de combate da segunda onda de pandemia da gripe suína.

Adicionalmente, o Viomundo recomenda mais uma “vacina”: é contra eventuais “surtos” de má fé e/ou de desinformação de parte da mídia, a exemplo do ocorreu em 2009. Indicamos aos 197 milhões de brasileiros, pois “os surtos midiáticos” também podem causar danos à saúde, eventualmente até matar.

CRIME CONTRA A SAÚDE PUBLICA BRASILEIRA

Em 24 de abril de 2009, foi manchete no mundo inteiro: a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta sobre a ocorrência de um novo tipo de gripe, causada por uma variante do vírus da influenza suína A H1N1. Testes laboratoriais haviam confirmado casos da infecção em seres humanos nos Estados Unidos e no México.

Em 11 de junho, a OMS declarou pandemia de gripe suína. O vírus A H1N1 já circulava na Europa, Austrália, América do Norte, Central e do Sul. No Brasil, dos 52 casos confirmados até então, 75% tinham sido adquiridos fora do país.

Em vez de informar a população, parte da mídia brasileira passou a disseminar o pânico. Em 19 de julho, reportagem da Folha de S. Paulo dizia que a gripe suína poderia atingir entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros ao longo das cinco a oito semanas seguintes.

Matéria totalmente furada e irresponsável. Um crime contra a saúde pública brasileira com o objetivo político de atingir o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva em benefício do governador José Serra, de São Paulo, candidato da Folha para presidente em 2010.

Em agosto, alguns “especialistas” e outros desinformados e/ou mal-intencionados reforçaram o terrorismo midiático, disseminando-o nos jornais, nas revistas Época e IstoÉ, nos noticiários de rádios e TV. Exigiram, inclusive via Justiça, que o Ministério da Saúde fornecesse o antiviral Tamiflu (oseltamivir é o nome da droga) a todas as pessoas com sintomas gripais. Um absurdo.

Curiosamente, no início de setembro de 2009, a Roche, fabricante do Tamiflu, único medicamento disponível no Brasil contra a gripe suína até então, patrocinou a ida de quatro jornalistas brasileiros a uma conferência na Basiléia, Suíça, onde fica a sua sede.

A David Reddy, líder da força-tarefa da multinacional farmacêutica contra a pandemia da gripe A, coube a atualização científica sobre o antiviral. Entre os dados apresentados, estes sobre a eficácia do Tamiflu na gripe sazonal, comum.

SC_83.jpg

Ao contrário do que induzia a apresentação, não há indicação de uso do Tamiflu para prevenir a ocorrência de gripe na população.

Quanto à sua eficácia no tratamento da doença, o laboratório recorreu apenas a publicações antigas, cujos resultados lhe eram mais favoráveis. Deixou de alertar os jornalistas que estudos publicados em agosto de 2009 pelas conceituadas revistas Lancet e British Medical demonstraram, por exemplo, que o oseltamivir reduz a duração dos sintomas da gripe comum em algo próximo a 0,5 dia e não em até dois dias, como alguns especialistas diziam. A Roche também omitiu que o Tamiflu não é eficaz quando usado em pacientes com síndrome gripal sem fatores de risco. E que o seu uso generalizado aumenta o risco de o vírus desenvolver resistência ao medicamento.

Tatiana Pronin, do UOL, esteve lá. Em reportagem veiculada no dia 7 de setembro, informou:

Em situações de pandemia como a da gripe suína, ou influenza A (H1N1), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que um país tenha medicamento suficiente para tratar pelo menos 25% da população. No Brasil, porém, os estoques disponíveis até agora dariam para suprir apenas 5% dos brasileiros. A informação foi divulgada pela fabricante do antigripal Tamiflu (oseltamivir), a Roche, em uma conferência internacional organizada pela empresa nesta segunda-feira (7) na Basileia, na Suíça, onde fica a sede do laboratório.

O texto do UOL reforça:

"A OMS diz que o estoque deve ser de aproximadamente 25%...", comentou David Reddy.

A OMS desmentiu a história dos 25%. “A quantidade do antiviral dependerá da proporção da população em risco de desenvolver as formas graves da doença e da disseminação do vírus A (H1N1) ao longo do tempo”, disse ao Viomundo Aphaluck Bhatiasevi, do escritório de comunicação da OMS, em Genebra, Suíça. “A OMS recomenda que cada país avalie as suas necessidades com base nos respectivos planos para enfrentar a pandemia.”

Também na Suíça, contatamos David Reddy, para saber se ele confirmava a declaração ao UOL. “Não”, respondeu por e-mail. “O que foi dito era que algumas estimativas iniciais indicavam que ao redor de 25% das pessoas poderiam ser infectadas durante a pandemia. Essa foi a base dos 25%. Porém, aí, entra outro fator: o quão virulento é o vírus e quantas pessoas precisam ser tratadas. São decisões que o próprio governo tem de tomar.”

Notem que o representante da Roche cita “algumas estimativas” de que aproximadamente 25% das pessoas “poderiam ser infectadas” e que isso ocorreria “durante a pandemia”, que dura até hoje. Observem ainda que, implicitamente, nas entrelinhas, ele diz que nem todas precisam de tratamento.

“Então o UOL errou?”, questionamos a Roche no Brasil. “Por que vocês não distribuíram um comunicado dizendo que a informação era equivocada?”

Foram várias tentativas na ocasião e tempos depois. A assessoria de imprensa nunca respondeu essas questões, dando margem a esta incerteza: o UOL se equivocara ou David Reddy dissera mesmo à repórter que para a OMS seria necessário ter em estoque tratamento para, pelo menos, de 25% da população e depois voltou atrás?

A essa dúvida somaram-se outras duas perguntas também não respondidas pela assessoria de imprensa do laboratório. Qual o objetivo da Roche em levar jornalistas brasileiros para um evento que não apresentou nenhuma novidade científica? Afinal, o único fato novo foi o ranking dos países que tinham em estoque tratamentos de antivirais para mais de 5% da população. O Brasil, na tabela apresentada, aparecia na rabeira. Entre os 45 países listados, o Brasil era o 45º. A intenção da Roche ao divulgar o ranking seria forçar os países a fazer novas encomendas, garantindo vendas futuras?

Fazer política partidária ou lobby econômico com notícias de saúde tem “efeitos colaterais”. Lembrem-se da epidemia midiática de febre amarela de 2008. Milhares e milhares de pessoas vacinaram-se desnecessariamente. A vacina tinha contraindicações. Várias acabaram hospitalizadas. Duas morreram.

Portanto, se alguma notícia na mídia sobre gripe suína, vacinação e tratamento, te deixou preocupado, ligue gratuitamente para o Disque Saúde, do Ministério da Saúde (0800 61 1997) ou acesse os sites www.saude.gov.br e www.vacinacaoinfluenza.com.br

Vacine-se já contra os “surtos” midiáticos de gripe suína. Afinal, quanto mais prevenção mais proteção.

*É a jornalista mais premiada em temas de Saúde no Brasil


Via Viomundo

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

GRIPE H1 FOI ARMAÇÃO DE LABORATÓRIOS:GRANDE NOVIDADE!



OMS sob suspeita de laços com laboratórios na gestão da gripe A

Plantão O Globo

SÃO PAULO - A Organização Mundial da Saúde (OMS) está sob pressão crescente de governos e entidades na Europa, sob suspeita de colusão com a indústria farmacêutica no caso da gripe A (H1N1). Graças à venda maciça de vacinas para combater uma pandemia, os laboratórios podem obter até US$ 10 bilhões de lucros suplementares.


Enquanto a pandemia chega ao seu fim, sem os estragos previstos por especialistas, os governos acumulam medicamento e a ira aumenta sobre os gastos. França, Alemanha, Espanha, Holanda, Estados Unidos tentam revender seus excedentes ou romper os contratos feitos com os laboratórios farmacêuticos.

A situação chegou agora a tal ponto que o Conselho da Europa, que reúne 47 países do Velho Continente, abriu uma investigação excepcional sobre a influência que teria exercido a indústria farmacêutica sobre a OMS, que decretou a pandemia e a elevou ao nível mais elevado de grau de alerta, fazendo os governos se prepararem para o pior.

Na segunda-feira, o Conselho da Europa iniciará a investigação. Na quarta-feira, os laboratórios Sanofi Pasteur, Novartis, GlaxoSmithKline e Baxter serão interrogados no Senado francês. O Parlamento russo (Duma) também abriu uma investigação por "corrupção" e chegou a ameaçar se retirar da OMS.

As denúncias contra a OMS começaram a se propagar depois que um membro da comissão de saúde do Conselho da Europa, o médico e epidemiologista alemão Wolfgang Wodarg, não hesitou a fazer uma denúncia sobre "um dos maiores escândalos médicos do século".

"Os laboratórios farmacêuticos organizaram essa psicose". Ele questiona "laços incestuosos" entre a OMS e os laboratórios. Segundo ele, "um grupo de pessoas na OMS está associado de maneira muito estreita com essa indústria".

Via blog MiguelGrazziotinOnLine

sábado, 12 de setembro de 2009

Gripe suína derruba popularidade de Lula. Bem feito

A democracia foge da Globo porque o Lula foge da Globo

A democracia foge da Globo porque o Lula foge da Globo

. O Conversa Afiada não acredita em pesquisas eleitorais.

. Muito menos nesse duopólio do Data-da-Folha e do Globope.

. Mas, cabe ressaltar o que diz Mauricio Dias, na excelente coluna Rosa dos Ventos, da Carta Capital dessa semana.

. Mauricio explica que a queda (?) na popularidade do Presidente Lula – de 81 para 77% – se deve às criticas de eleitores mulheres, das cidades, com escolaridade alta ao combate da gripe suína.

. Como se sabe, a epidemia de gripe suína foi uma invenção da Globo, em conluio com o Zé Pedágio.

. E, como se vê, deu certo.

. As mulheres, mais sensíveis aos problemas de saúde dos filhos, as mulheres de classe alta, ficaram apavoradas com o que o Ali Kamel e o William Bonner diziam e o Zé Pedágio, o fujão, fazia: cancelar as aulas, num gesto de dramática coragem.

(Quando São Paulo enche e sete brasileiros morrem soterrados, ele se esconde em baixo da cama …)

. Bem feito.

. Quem manda o presidente Lula ter medo do PiG (*) e especialmente da Globo ?

. Quem manda não construir uma estratégica para legar à democracia brasileira um sistema de comunicação livre das três famílias que o dominam ?

. Clique aqui para ver o que diz Dênis de Moraes, autor de “Batalha da Mídia”, sobre o esforço que fizeram a Argentina, o Uruguai, o Equador, o Chile e a Venezuela para enfrentar o PiG (*).

. A queda da popularidade do Presidente Lula é até pequena, para o estrago que a gripe suína fez (no PiG*).
. Lula poensou só nele.

. Na sua sobrevivência e na sua capacidade de dar a volta por cima do PiG (*).

. Esqueceu-se da democracia.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Do Conversa Afiada

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PHA: Ministro de Lula diz que adiar volta às aulas é “um disparate”

Do Blog de Paulo Henrique Amorim

Temporão: o Serra já tinha obedecido à Globo

Temporão: o Serra já tinha obedecido à Globo

Saiu na Folha (*), primeira página:

“Temporão critica o adiamento de aulas. O Ministro José Gomes Temporão (Saúde) chamou de ‘disparate’ a decisão de adiar a volta às aulas para conter a gripe suína”.

Falou tarde.Deveria ter dito isso antes, quando a Globo iniciou a furiosa campanha para inocular gripe suína na mente de 200 milhões de brasileiros, e, com isso, demonstrar que o Governo Lula não presta.Temporão deveria ter dado um grito de alerta quando a Folha (*) enganou os leitores – segundo seu ombudsman – com uma manchete na primeira página que disseminou a gripe suína por toda a Humanidade, per secula seculorum …. Temporão falou tarde.

. O leite estava derramado.

. Agora, Serra já obedeceu à Globo (antes de homenagear o amigo Luiz Gonzaga) e adiou as aulas.

. Tudo isso, porque o Governo Lula não criou meios de acesso à opinião pública que servissem de contraponto à fúria golpista do PiG (**).

. Lula pensou nele e se esqueceu da democracia.

. Essa é uma das razões para Gilmar Dantas (***) se ter tornado o que é: o Líder Supremo.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Repare, amigo navegante, como um insubstituível blogueiro do Globo – do Globo ! – se refere a Ele.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Gripe A, o PIG e Efeito Manada


O PIG conseguiu o seu intento ao espalhar o terror pelo país com esta história de gripe A(H1N1).

Primeiro inventaram que a propalada gripe seria originária dos porcos, causando enormes prejuízos a cadeia produtiva suína, já que os consumidores ficaram temerosos de consumir esta carne.

Em seguida continuaram com a estratégia terrorista insinuando que haveria uma ameaça terrível rondando o Brasil, mas sempre omitindo que outras doenças infecciosas, como a Gripe Comum e a Tuberculose matam infinitamente mais neste país. Os hospitais ficaram lotados de gente apavorada.

Não contentes com tanto disparate, ainda pressionaram Secretarias de Saúde e Educação para que prorrogassem o rescesso de julho por mais duas semanas em agosto, gerando inúmeros prejuízos a alunos e profissionais da educação, sem falar dos pais que não estavam preparados para ficar com as crianças em casa neste período. Pergunta: Depois deste período não haverá mais risco de adquirirem a doença na escola?

Ora, é claro que isto não passa de mais um factóide da imprensa para turbinarem seus anuncios de remédios antivirais, etc.

Enquanto meia dúzia de empresas de comunicação continuarem dando as cartas no Brasil estaremos sempre a mercê deste tipo de desinformação que lamentavelmente leva de roldão a (quase) todos.

Em tempo: PIG quer dizer Partido da Imprensa Golpista, termo cunhado por Paulo Henrique Amorim.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Diário Guache: "O jardineiro fiel" mundializou-se

A conexão entre os laboratórios farmacêuticos e a gripe A + Donald Rumsfeld

Sabia que os laboratórios norte americanos foram os que alertaram para a eficácia do Tamiflu (anti-viral para humanos) como remédio preventivo para a gripe A?
Sabia que o Tamiflu apenas alivia alguns sintomas da gripe comum?
Sabia que a sua eficácia perante a gripe comum é questionada por grande parte da comunidade científica?
Sabia que perante um suposto vírus mutante como se pensou ser o H5N1 (gripe aviária) e agora o H1N1 o Tamiflu apenas alivia a enfermidade?
Sabe quem comercializa o Tamiflu? Os laboratórios Roche.
Sabe de quem a Roceh comprou a patente do Tamiflu em 1996? Da Gilead Sciences Inc.
Sabe quem era o presidente da Gilead Sciences Inc. e ainda hoje o seu principal acionista? Donald Rumsfeld, ex-secretário de Estado da Defesa dos EUA.

Sabia que Rumsfeld enquanto fez parte da administração Bush foi quem conduziu (inventou) o processo das armas biológicas e do antrax relacionado com o “11 de setembro” e o pretexto das armas biológicas que “fundamentou” a invasão do Iraque?

Sabia que a base do Tamiflu é uma planta chamada “anis estrelado”?
Sabe quem tratou de adquirir cerca de 90 % da produção mundial desta planta? A farmacêutica Roche.
Sabia qua as vendas de Tamiflu passaram de 254 milhões em 2004, para mais de um bilhão em 2005 quando se declarou a “gripe das aves”?
Calcula quanto milhões mais poderá ganhar a Roche nos próximos meses se este negócio do medo se mantiver?

O resumo do conto do vigário é o seguinte:

Os amigos de Bush decidem que um fármaco como o Tamiflu é a solução para uma pandemia que ainda não se tinha desenvolvido. Ora, este produto não cura nem a gripe comum. Rumsfeld vende a patente do Tamiflu à Roche e esta multinacional paga-lhe uma fortuna quando a enfermidade não era ainda conhecida.
A Roche adquire 90 % da produção mundial de “anis estrelado”, a base do antiviral que recentemente se preparou para ser produzido em massa quando ainda não se falava em “gripe dos porcos” H1N1 (embora houvesse a experiência da gripe das aves H5N1). Os governos de todo o mundo são ameaçados com a pandemia, fazem o jogo das multinacionais e compram quantidades industriais do produto. Os contribuintes acabam pagando o medicamento e Rumsfeld e os seus apaniguados politicos prosperam com o negócio.

Alguém lembra do livro do John Le Carré, O jardineiro fiel, depois transposto para o cinema? Aquela "ficção" (que não era ficção) foi um embrião africano do presente caso mundial da gripe A.


Do Diário Gauche

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O nonsense em cima dessa "Gripe A" faz as pessoas esquecerem de outras doenças mais importantes

Do blog Alma da Geral


A tuberculose é uma realidade incrível, que persiste nas vidas dos brasileiros ainda neste século XXI. Uma doença medieval, antiga, que já deveria ter sido erradicada, que por muito tempo serviu como fator de segmentação e apartheid social está presente e matando. São cerca de 6.000(!) mortes todos os anos.
Muito mais do que as 30-50 mortes até o momento dessa imbecilidade de gripe suína...
Isso demonstra que há coisas muito mais importantes e perigosas para que as pessoas se preocupem, do que uma gripe de ricos, de quem freqüenta aeroportos.
A tuberculose é essencialmente uma doença do dia-a-dia, que circula firme nos espaços públicos e tem atacado principalmente a população pobre das grandes cidades. Talvez aí a razão do pouco alarde.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

UMA EPIDEMIA MAIS GRAVE QUE A GRIPE SUÍNA: A DE MAU JORNALISMO

Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico.

A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal.

Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça.

Longe disto. Em comparação com as grandes pestes do passado, a gripe suína é refresco.

Vale lembrar, p. ex., que a gripe espanhola matou quase 2% da população brasileira, no final da década de 1920: aproximadamente 300 mil pessoas.

Pior ainda é se compararmos os dados da gripe suína com outras causas de mortandade. Aí o que fica evidenciado é a má fé da imprensa.

Vejam o caso da cidade de São Paulo: o número de óbitos ainda não chega a oito.

Pois bem, em maio eu alertei (ver aqui) que a concentração criminosamente elevada de enxofre no diesel mata, somente em São Paulo, capital, 3 mil pessoas ao ano -- ou seja, oito por dia!

Mas, como há interesses econômicos de grande monta envolvidos, o assunto é praticamente banido do noticiário.

Já o terrorismo midiático em torno da gripe suína tem sinal verde porque não afetou negócios importantes, pelo menos até agora. Só fez diminuir um pouco o turismo.

Vamos ver se a imprensa manterá o mesmo comportamento leviano caso o público venha a desertar consideravelmente das salas de espetáculos, comprometendo as receitas dos cadernos de variedades.

De resto, tenho a satisfação de louvar, mais uma vez, o corajoso trabalho do ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, que ousou neste domingo qualificar o estardalhaço promovido por seu jornal em torno da gripe suína como irresponsável (ver aqui).

Seu comentário é uma verdadeira aula de ética jornalística. Vale a pena reproduzir os principais trechos:
"A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008.

"O título da chamada, na parte superior da página, dizia: 'Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses'. A afirmação é taxativa e o número, impressionante.

"Nas vésperas, os hospitais estavam sobrecarregados, com esperas de oito horas para atendimento.

"Mesmo os menos paranoicos devem ter achado que suas chances de contrair a enfermidade são enormes. Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica.

"O texto da chamada dizia que um modelo matemático do Ministério da Saúde 'estima que de 35 milhões a 67 milhões de brasileiros podem (...) ser afetados pela gripe suína em oito semanas (...). O número de hospitalizações iria de 205 mil a 4,4 milhões'.

"É quase impossível ler isso e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.

"Mas não. Quem foi à página C5 (...) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).

"O pior é que a Redação não admite o erro. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, que tentava restabelecer os fatos, respondeu com firulas formalistas como se o missivista e os leitores não soubessem ver o óbvio. Em resposta ao ombudsman, disse que considera a chamada e a reportagem 'adequadas' e que 'informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial'.

Blog Náufrago da Utopia

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O espetáculo da gripe

por Luiz Carlos Azenha

Lá vamos nós, de novo, embarcar na montanha russa da mídia. Agora é a vez de você, caro telespectador, curtir todas as emoções da gripe seja-lá-como-decidiram-batizá-la.

Uma amiga, no México, me liga: e aí? Fique tranquila. Você não vai pegar gripe. Como assim? Respondo: quantos casos OFICIAIS existem no México? Algumas centenas? Ora, se a Cidade do México tem 22 milhões de habitantes a chance de você pegar a gripe E morrer é tão grande quanto a de acertar na Mega Sena. Oficialmente, ao que eu sei, são menos de 10 mortes no México, que é o epicentro da "epidemia".

Além disso, as chances de você se recuperar da gripe são grandes. É só comparar a relação casos confirmados/mortes no México ou fora dele.

Quantas mortes a malária causa anualmente? Um milhão. Isso mesmo: um milhão de pessoas morrem de malária, doença de pobre, todo ano. É por isso que minha amiga, ao circular na periferia da Cidade do México, descobriu que ninguém usa a máscara. O mexicano comum sabe que é mais provável que morra "atirado" ou atropelado do que de gripe.

Nos próximos dias, teremos todas as manchetes óbvias sobre os bebês, os anões e as mulheres grávidas que pereceram diante da "nova" enfermidade. Meu coração ficará com as vítimas e suas famílias. Nunca com os repórteres que vão fingir preocupação diante de hospitais e centros de pesquisa. Eles estarão a serviço do "espetáculo da gripe", assim como estiveram, não faz muito tempo, a serviço do sacrifício ritual da adolescente Eloá.

"Mas, Azenha, você não acredita na TV?". Costumo dizer que cobro um preço para fazer TV. Para assistir custa mais caro. Não suporto mais "indignação", "preocupação" e "emoção" ensaiadas, de estúdio, essa farsa repetitiva que ocupa o espaço entre dois comerciais.