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sexta-feira, 18 de março de 2011

Arruda fala, e detona o DEM – por que a Veja guardou a entrevista por 6 meses?


O ex-governador José Roberto Arruda deu uma entrevista à revista Veja e denunciou: todo o partido se beneficiou do esquema montado em Brasília. Arruda afirmou que “tudo sempre foi feito com o aval do deputado Rodrigo Maia (então presidente do DEM)”.

O ex-governador ainda classificou de “desleais” alguns colegas de partido: “as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando”.

A revista Veja (que antes do escândalo considerava Arruda um exemplo de estadista) publicou a entrevista essa semana, mas o advogado de Arruda declarou ao jornalista Ricardo Noblat que a entrevista foi concedida em setembro, antes das eleições.

Qual o interesse da Veja em publicar a entrevista apenas nesse momento e não antes das eleições, quando teria maior impacto?

A nova direção do DEM está alinhada com Aécio Neves (PSDB/MG). A entrevista seria um recado de José Serra aos demos que se aproximam do senador mineiro?

Reproduzimos a seguir a entrevista publicada no site da Veja.

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Arruda diz que ajudou líderes do DEM a captar dinheiro

Segundo o ex-governador, dinheiro da quadrilha que atuava em Brasília alimentou campanhas de ex-colegas como José Agripino Maia e Demóstenes Torres

José Roberto Arruda foi expulso do DEM, perdeu o mandato de governador e passou dois meses encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de realizada a Operação Caixa de Pandora, que descobriu uma esquema de arrecadação e distribuição de propina na capital do país. Filmado recebendo 50 mil reais de Durval Barbosa, o operador que gravou os vídeos de corrupção, Arruda admite que errou gravemente, mas pondera que nada fez de diferente da maioria dos políticos brasileiros: “Dancei a música que tocava no baile”.

Em entrevista a VEJA, o ex-governador parte para o contra-ataque contra ex-colegas de partido. Acusa-os de receber recursos da quadrilha que atuava no DF. E sugere que o dinheiro era ilegal. Entre os beneficiários estariam o atual presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), e o líder da legenda no Senado, Demóstenes Torres (GO). A seguir, os principais trechos da entrevista:

O senhor é corrupto?
Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso.

O senhor ajudou políticos do seu ex-partido, o DEM?
Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo.

Leia a matéria completa no blog Escrevinhador >>

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Arruda pela Veja

O blog do Nassif mostra um ótimo exemplo de como são construídas as relações entre a mídia corporativa e o mundo da política. Nassif resgata a matéria da Revista Veja, publicada em 9 de abril de 2008, com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Reproduzo alguns trechos muito significativos:

"Depois de amargar uma imensa rejeição provocada por medidas de austeridade, o governador do Distrito Federal diz que é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo

(…) Numa cidade acostumada a conviver com exibições grotescas de todo tipo de privilégio e desperdício de dinheiro público, o governador chegou pela contramão. Demitiu funcionários, pôs as contas em ordem, tirou camelôs e vans irregulares das ruas, enfrentou grevistas e freou um processo histórico de invasão de terras públicas. O resultado imediato e previsível: sua popularidade foi ao chão. Três anos depois, porém, Brasília dá mostras de que popularidade e populismo podem andar separados.

(…) E qual é o seu limite?

É o limite ético. É não dar mesada, não permitir corrupção endêmica, institucionalizada. Sei que existe corrupção no meu governo, mas sempre que eu descubro há punição. Não dá para entregar um setor de atividade do governo para que um grupo político cuide dele por interesses empresariais escusos. Se peço a um parlamentar eleito para me ajudar a administrar sua base eleitoral, isso é política. Mas, se entrego a esse parlamentar a empresa de energia elétrica, isso não é aceitável.

(…) O senhor vai estar em qual palanque em 2010?


Meu partido vai seguir com o PSDB, com o candidato que os tucanos definirem, o governador José Serra ou o governador Aécio Neves. O melhor candidato da oposição será aquele que conseguir construir uma unidade.

Leia a íntegra aqui e aqui.


Via O Partisan

“Quem ainda é lúcido lá dentro, sabe o que vem pela frente”

Comentário do advogado Adão Paiani, ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, a propósito das denúncias sobre o uso do aparato de segurança o Estado para espionar adversários políticos, feitas contra os governos de Yeda Crusius (RS) e José Roberto Arruda (DF):

Não tenho absolutamente nenhuma dúvida quanto à participação de membros do Governo do Distrito Federal na condução do lamentável inquérito policial que vai resultar na já anunciada indicação de “suicídio” de Marcelo Cavalcante. Tenho a proximidade suficiente com os fatos e as pessoas envolvidas para afirmar isso. A interação entre os dois governos sempre foi mais do que notória. Não foi a toa o recado mandado por Arruda à titular do Executivo gaúcho. Mais que um recado, foi um aviso. Deverá vir muito mais por aí.

O mesmo vale para a morte do Executivo da Alliance One, encontrado morto em Itumbiara/GO. A condução do inquérito pela Polícia goiana também padece do mesmo mal observado em Brasília. Estou aqui, sei do que estou falando. Conversei com policiais que trabalharam no inquérito e o modus operandi foi o mesmo.

Com relação a Ricardo Lied, podem se preparar para uma nova etapa de questionamentos e discussões sobre a conduta desse cidadão. Estou aguardando citação para responder em Juízo, como réu, processo de crime contra a honra proposto pelo Secretário da Transparência Francisco Luçardo pelas minhas declarações; nas quais o acuso de cometer crimes contra a administração pública ao negar-se a punir as condutas delituosas de Lied. Não apenas vou reiterar integralmente as minhas declarações como também trazer elementos novos. O opaco Secretário da Transparência, tão experiente, veio buscar lã e vai sair tosquiado. Pode acreditar, minha defesa vai dar o que falar.

As práticas do Governo do Estado em utilizar-se das estruturas e mecanismos dos órgãos de segurança para chantagem e pressão política contra aliados e adversários, a exemplo do que estava sendo feito por Arruda no GDF, vão ser mostradas com ainda maior clareza. Isso eu asseguro. Muito ainda espera esse desgoverno.Isso justifica a saída de mais um assessor de comunicação. Quem ainda é lúcido lá dentro, sabe o que vem pela frente.


Do RS Urgente

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Afinidades eletivas

Há algumas curiosas semelhanças e afinidades recentes entre as trajetórias de Yeda Crusius (PSDB) e José Roberto Arruda (DEM) que são dignas de registro. No dia 13 de maio de 2009, a governadora tucana viajou a Brasília em busca de apoio político para o seu governo atolado em denúncias de corrupção. Naquela ocasião, entre outros encontros, reuniu-se com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) para tratar das investigações sobre a morte do ex-assessor do governo gaúcho, Marcelo Cavalcante. Aliás, quase um ano depois, o inquérito ainda não foi concluído pela Polícia do Distrito Federal. Na época, Yeda estava no olho do furacão. Arruda, como se sabe agora, caminhava para a mesma direção.

Em novembro, estoura o escândalo no Distrito Federal e Arruda decide contratar o mesmo advogado de Yeda, José Eduardo Alckmin. Em dezembro, uma pesquisa do Instituto Datafolha coloca Yeda e Arruda como os governadores com a pior avaliação do país. A tucana conseguiu a proeza de ficar em último. Os dois lanternas do ranking de governadores não se encontraram mais e tornaram-se personagens pouco procuradas para compartilhar fotografias e palanques.

Nesta quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou a prisão preventiva de Arruda pela tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do escândalo que atingiu o governo do Distrito Federal. No mesmo dia, Yeda voltava a dar declarações genéricas contra a corrupção, evitando qualquer menção direta à situação de Arruda. Além do telhado de vidro, o destino do governador do Distrito Federal causa calafrios à titular do Piratini.

Ilustração: Sátiro-Hupper

Do RS Urgente


domingo, 27 de dezembro de 2009

A criação da reputação na política

Na parte inferior do post há a matéria de hoje na Folha, sobre a gestão José Roberto Arruda. Mostra que, com um quinto dos funcionários, o governo Arruda tinha 12% de funcionários não concursados a mais do que a União. É um indicador claro de ineficiência administrativa, de utilização da máquina pública para jogadas políticas.

No entanto, em 2005, em uma matéria em que a falta de imaginação da Veja se mostrava no próprio título – “Seis homens, um destino” – a revista o alçava ao panteão dos grandes governadores da atualidade.

É um exemplo claro de como funciona o modelo de criação de reputação pela velha mídia. Basta o governador recorrer a alguns expedientes de impacto – embora irrelevantes para o resultado final da administração. Os jornais não têm metodologia para avaliação de gestão, não analisam indicadores (apenas factóides). Criou-se a lógica de que governador bom é o que coloca a fria lógica administrativa contra os mais fracos. É sinal de firmeza. Por outro lado, evita-se analisar os negócios tenebrosos – porque as publicações também têm interesses em vender publicidade, assinatura e material para as Secretarias de Educação.

Arruda02

Bastaria consultar o pessoal de gestão e qualidade para saber que o governo Arruda era um blefe. Criava fatos de marketing – como colocar todos os secretários em uma sala aberta, a exemplo do que fazem os bancos -, mas apenas para consumo externo. Anunciava um conjunto de medidas descosturadas, sem objetivos maiores, meros slogans que contentavam essa superficialidade absurda com que a velha mídia analisa gestões públicas.

Seu perfil, traçado pela rev ista, era o seguinte:

Arruda01

Da Folha

DF emprega mais comissionados sem concurso que União

Mesmo com um quinto dos funcionários, governo Arruda tem 12% mais não concursados que administração federal

Grande número de cargos para livre nomeação explica manifestações de apoio ao governador, investigado no caso do mensalão do DEM

FERNANDA ODILLA

LARISSA GUIMARÃES

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo de José Roberto Arruda (sem partido) tem mais funcionários sem concurso ocupando cargos de confiança que a União. Levantamento da Folha mostra que o governo do Distrito Federal tem 8.660 comissionados, e a União, 5.560.

Mesmo tendo cerca de um quinto dos funcionários na ativa do que tem o governo federal (184 mil contra 913 mil), o governo do DF tem 12% a mais de pessoas que não fizeram concurso e ocupam cargos de chefia, assessoramento e direção.

Esse exército é um dos trunfos de Arruda para se manter no poder, já que 63 dos 84 órgãos do DF contrariam a lei ao entregar a trabalhadores sem concurso mais da metade dos cargos comissionados.

A bancada do PT na Câmara Legislativa pediu investigação à Procuradoria-Geral da República sobre o uso de funcionários comissionados em manifestações pró-Arruda na cidade. “Arruda transformou o governo do DF num grande comitê eleitoral”, afirma o deputado distrital Paulo Tadeu (PT).

Na maioria das administrações regionais (espécies de subprefeituras no DF), até funções como recepcionista e arquivista entram na folha de pagamento com cargo de chefia, diretoria e assessoramento.

Todas as 25 administrações têm mais de 90% dos cargos de confiança nas mãos de funcionários sem vínculo empregatício, de acordo com levantamento junto ao “Diário Oficial” do DF de setembro deste ano.

A legislação prevê que pelo menos 50% do total de cargos comissionados precisa ser ocupado por servidores concursados. Hoje o DF tem 16.555 ocupantes de cargos de confiança -52% nas mãos de comissionados- e a União tem 19.330.

A análise do quadro de pessoal de cada órgão também indica que a maioria (75%) não segue a lei. “A proporção de 50% deveria ser respeitada em órgão por órgão porque cada um tem vida e estrutura própria”, afirma o promotor Ivaldo Lemos, autor de oito ações contra o cabide de empregos.

O governo Arruda justifica que considera o número global, e não por unidade. Informa ainda que o balanço é publicado trimestralmente e que ajustes estão sendo feitos.

Além das administrações, 12 secretarias também registram maior número de funcionários sem vínculos com cargos de confiança. A pasta que mais emprega sem concurso é a de Trabalho. O secretário de Trabalho, Rodrigo Delmasso, argumenta que o órgão foi recriado em 2008 e, por ser novo, teve de recorrer a não concursados.

Segundo ele, já está em andamento um concurso para a contratação de 350 servidores.

Indicação

Os cargos de confiança costumam ser preenchidos por indicação política e, para manter o emprego, os ocupantes dessas funções têm se manifestado publicamente em defesa do governador Arruda. O funcionário do governo Valter Soares Leite, por exemplo, é chefe de gabinete em uma das administrações regionais e defensor ferrenho de Arruda.

Segundo ele, a indicação para o cargo partiu do próprio governador. “Faço campanha para ele há 12 anos”, afirma.

Leite diz acreditar que Arruda é vítima de perseguição política e que, assim como outros funcionários em cargo de confiança, espera que o governador “saia desse momento delicado”. “Aqui na administração temos muito comissionados, mas todos são qualificados para o trabalho”, justifica.

viaFolha de S.Paulo – DF emprega mais comissionados sem concurso que União – 26/12/2009


Do Blog do Nassif

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Arruda: a fase do autismo

“Meu mundo caiu e me fez ficar assim”
Por Landro Fortes

Eu era repórter da Zero Hora, em Brasília, e presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto, em setembro de 1992, quando Fernando Collor de Mello foi afastado do cargo por decisão da Câmara dos Deputados e, em seguida, exilou-se na biblioteca da Casa da Dinda, no Setor de Mansões do Lago Norte da capital federal. Setorista no Palácio do Planalto, acompanhei a agonia de Collor desde as primeiras denúncias, centradas na vida e na obra de Paulo César Farias, o PC, até a derrocada do primeiro presidente eleito depois de 21 anos de ditadura militar. De tudo que se passou naqueles tempos, o que mais me interessou foi a fase de Collor na biblioteca da Casa da Dinda. A fase do autismo.

O trauma do afastamento (o impeachment só seria votado, dois meses depois, em novembro) havia tornado a personalidade de Collor ainda mais estranha. Diariamente, ele acordava cedo, se vestia impecavelmente de paletó e gravata, se fazia acompanhar de assessores e seguranças e, então, atravessava a rua para ir à biblioteca. Isso mesmo: o cômodo não ficava na Casa da Dinda, mas numa casa menor, em frente à residência do presidente. Todo santo dia, um Collor soturno, com olhar vidrado e andar robótico, fazia aquela travessia surreal em direção a um poder imaginário. Lá, sentava em frente a uma mesa de reuniões de madeira maciça e colocava em frente a si um daqueles aparelhos elétricos antigos que matavam insetos. Por quase dois meses, quando finalmente renunciou antes de ser cassado, o presidente do Brasil fingia governar o país em meio a consultas solitárias de títulos aleatórios de livros da família ao som de pequenos estalos provocados pela eletrocutação de moscas e muriçocas. Enquanto o mundo se desmoronava a seu redor, Collor vivia, como um autista, num universo próprio e impenetrável. E dele, ao que parece, nunca mais emergiu.

Essas impressões sobre o atual senador Collor me vieram à cabeça depois de ouvir o pronunciamento do governador José Roberto Arruda, no momento em que ele anunciou sua desfiliação do DEM. Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a manifestação física da degradação moral de um político caído em desgraça. Desmoralizado e abandonado pela raia miúda que com ele se locupletou dos maços de dinheiro que fazem a festa no Youtube, Arruda parece ter entrado naquela fase autista de Collor. Ao falar à imprensa, não estava se dirigindo ao mundo real, mas a uma existência virtual projetada em outra dimensão. Arruda decidiu que o importante agora é continuar governando o Distrito Federal e tocar as mais de mil obras em andamento, levantadas em toda parte, com vistas aos 50 anos de Brasília, a serem comemorados em 21 de abril de 2010.

Em primeiro lugar, José Roberto Arruda não governa mais o Distrito Federal. Sua última ação administrativa foi, digamos assim, a ordem dada à Política Militar para atacar, com cavalos, cães e cassetetes, dois mil manifestantes que estavam pacificamente no Eixo Monumental de Brasília. Lá, como ilustração da anarquia que virá, um coronel PM de cabelos brancos partiu como um babuíno enfurecido para cima de um estudante e rasgou-lhe a camisa. Filmado, ordenou aos PMs que jogassem gás de pimenta nos olhos dos cinegrafistas. Arruda, ao que parece, estava na residência oficial, decidindo se contratará a cantora pop Madonna ou a banda irlandesa U2 para abrir os festejos do Cinqüentenário.

Arruda não tem mais nenhum partido em sua base de sustentação e, agora, não faz parte de nenhuma sigla partidária. Em duas semanas, perdeu 12 secretários e seis administradores regionais (das cidades-satélites e do Plano Piloto). Na Câmara Legislativa, metade dos 24 deputados distritais está envolvida no Mensalão do DEM. Arruda, que costumava inaugurar até creche de boneca, não tem mais coragem de colocar o pé para fora de casa.

Vai para o Palácio do Buritinga, sede do governo, em Taguatinga, escondido pelos vidros fumê de carros oficiais, mais ou menos como Collor atravessava a rua para mergulhar no mundo encantado da biblioteca do avô.

Entrou, definitivamente, na fase do autismo. E com ele, o DEM. O Ex-PFL, ao que parece, acredita mesmo que, ao se livrar de Arruda, irá também se livrar da pecha de partido atrasado, reacionário e corrupto.


Do blog Brasília, eu vi